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16 de jan de 2009

FÓRMULA REQUENTADA


Fotos divulgação/Tv Globo


Por André Moreira
É inegável a experiência de Antônio Calmon na teledramaturgia. Foram dele sucessos estrondosos como Top Model e Vamp, além da minissérie Sex Appeal e do inesquecível seriado Armação Ilimitada. Também deixou sua marca, sempre em tom juvenil, no cinema antes de migrar em definitivo para a televisão. Apostou e acertou na geração dourada dos anos 80 com filmes onde os surfistas eram protagonistas pela primeira vez na história do cinema brasileiro, onde Menino do Rio e Garota Dourada marcaram uma geração. De todos os autores que apostaram nesse universo, Calmon sempre foi imbatível, mesmo em suas novelas.

Agora o autor retornou as areias da praia que mais gosta em Três Irmãs, sua mais recente novela. Mesmo depois de tantos anos Calmon não perdeu seu toque e continua falando a lingua dos surfistas, mas essa não é sua melhor novela. Ao assistir a trama das irmãs Jequitibá (vividas por Claudia Abreu, Giovanna Antonelli e Carolina Dieckman) a sensação é de que se está assistindo uma espécie de sessão da tarde, um dejá vu. Estão presentes todos os elementos de suas novelas anteriores: O grupo de surfistas que lutam pela preservação da praia (como Corpo Dourado) , a vilã meio louca e farsesca (como Um Anjo Caiu do Céu), a mãe amorosa e o toque de sobrenatural típico de suas tramas (Vamp e Beijo do Vampiro).
Três Irmãs é dirigida de forma correta por Dênis Carvalho que conduz como tal as cenas mais complicadas em externa, principalmente as realizadas na praia. Ponto para o diretor. Mas a trama não chega a empolgar um público que cada vez mais se mostra disperso em outras mídias e cria seus próprios divertimentos via computador. Um público bem diferente daquele da época de Top Model que parava para ver as aventuras de Gaspar (Nuno Leal Maia) e Cia. Mas apostar nesse universo tem um ponto positivo por trazer um frescor típico de tramas voltadas para o público jovem.
As atuações passam longe do carisma presente em outros personagens seus criados para outras tramas. Talvez pelo fato de o texto não apresentar novidades, talvez por não estarem confortáveis em seus papéis. Ou mesmo por simplesmente não poderem "brincar" dentro desse universo sem cair no caricato, uma tarefa realmente difícil.
Mesmo sendo um mestre das tramas praieiras, Três Irmãs definitivamente não é a melhor onda de Antonio Calmon.

1 Comentários:

Patthy disse...

Gosto dessa novela. É divertida e leve. Melhor um deja vu de Sessão da tarde do q aqueles "noticiários" cheios de tragésdias exploradas c/ mto sensacionalismo. As pessoas trabalham o dia inteiro, cercadas de pressão e cobranças, tem problemas no trabalho. Enfrentam longos congestionamentos p/ voltar p/ casa e ao fazê - lo pq não relaxar assistindo coisas leves como Três Irmãs ou outras opções existentes. Claro q temos q ser bem - informados mas não de maneira sensacionalista e sob pressão o tempo todo. Jornalismo tem q ser eficiente, claro, objetivo e qdo possível leve. Bjs

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