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18 de fev de 2009

CAMINHOS PARECIDOS


Por André Moreira

Entre cores, mantras e comparações, Gloria Perez voltou ao horário nobre depois de contar a história de conquistas do povo do Acre na minissérie Amazônia. Sua novela Caminhos das Índias estreou com muitas expectativas e baixos índices no ibope, em muito talvez pelo novo perfil de telespectador, que hoje pulverizado entre outras mídias, já não prestigia com muita empolgação a chegada de uma nova trama como tempos atrás. Mas isso não é demérito do autor, mas sim uma nova situação ao qual esse tipo de mídia, seja qual for a emissora, está sujeita e deve se adaptar, ou melhor dizendo, se readaptar. Outro ponto talvez desfavorável seria a inevitável comparação com outra obra sua de grande repercussão: O Clone. É obvio que Caminho das Índias fala de uma cultura totalmente diferente e aborda de forma respeitosa os dogmas desse povo. O que salta mesmo aos olhos na verdade é a linha principal que Gloria optou para contar sua nova história de amor. A trama central, que conta os percalços de um amor cujo principal empecilho está nas diferenças culturais entre ambos, foi exaustivamente utilizada por Gloria no decorrer de sua carreira.
Além de O Clone, quem não se lembra de Explode Coração, que trazia um núcleo cigano e contava a história de amor entre um empresário vivido por Edson Celulari e uma cigana encarnada por Teresa Seiblitz? E quanto ao cigano Igor, "magistralmente" interpretado por Ricardo Macchi, como a outra ponta desse triângulo amoroso?
Trama central parecida e núcleos de coadjuvantes idem colaboram para a interminável comparação.
Mas o quesito popularidade deve ajudar a autora a reverter a situação, uma vez que os números tem mostrado uma recuperação a cada semana. Glória é mestre em falar com o público mais popular entre os brasileiros, permeando sua trama com núcleos que vão do subúrbio do Rio de Janeiro até a festejada Lapa, coração da boemia carioca. É nesse ponto que ela deve calcar sua trama nos próximos meses e segurar o público através da identificação. É necessário o telespectador se "enxergar" ao assistir a trama, se "ver" nela. Glória é craque nesse sentido e suas tramas anteriores ratificam isso. Pupila e cria de Janete Clair, Glória Perez sabe que é preciso encantar o público e fazê-lo sonhar. E essa história ela sabe contar.


Relembre a Novela Explode Coração:

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