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19 de fev de 2009

RAINHA DAS TELAS

Colecionando prêmios e indicações durante toda a carreira, Meryl Streep segue firme como uma das mais bem sucedidas atrizes de seu tempo e mais uma vez concorre ao Oscar, prêmio máximo do cinema


Por Octavio Caruso

Uma atriz que aos 60 anos encara uma produção musical jovial, onde canta, dança e consegue cativar um público grande no mundo todo não é de se menosprezar.
Meryl Streep emplacou um grande sucesso nas bilheterias do ano passado com o ótimo musical Mamma Mia!, onde além de dar um show de atuação, também canta o repertório da banda Abba como se fizesse isso desde criancinha.
Uma artista versátil que mantém um incrível recorde de indicações ao Oscar em sua categoria. Tudo começou na distante década de 70.

Sua primeira participação de destaque foi no bom filme anti-guerra “O Franco Atirador” (The Deer Hunter) de 1978, com direção de Michael Cimino. Com este filme já recebeu sua primeira indicação ao prêmio de atriz coadjuvante. Sua sorte brilhou sobre os produtores também, que viram seu projeto ser nomeado o melhor filme da noite. Um ótimo início para Streep.
Um ano depois fez parceria em cena com Dustin Hoffman no drama “Kramer Vs. Kramer”, um retrato bastante realista do panorama de um divórcio. Por este filme, não só foi indicada ao Oscar, como levou o prêmio. E acreditem, o filme também saiu vitorioso com o prêmio máximo. Sorte, boa visão de negócio ou coincidência? O mais provável é a junção dos três, somado a um talento além de seu tempo.
No mesmo ano, participa do, hoje considerado por muitos, o melhor filme de Woody Allen, “Manhattan”. Uma atuação minimalista, porém perfeita.
Na década seguinte participou de produções de qualidade, que se não lhe trouxeram prêmios, pelo menos não são motivos de envergonhar-se no futuro.
Em “A Mulher do Tenente Francês”, baseado em livro de John Fowles, Meryl dá vazão a seus melhores momentos como atriz, ao lado de Jeremy Irons. Ambos interpretam dois casais, o primeiro como parceiros de teatro, ensaiando uma peça sobre o romance entre Charles e Sarah, amantes da era Vitoriana. O segundo casal, os próprios (Charles e Sarah) em plena época Vitoriana. Um filme intrigante e criativo, não perfeito, porém próximo disso. Por este papel, ela foi indicada novamente ao Oscar. Uma injustiça ela não ter levado.
Seguiram-se papéis bons em filmes menores, como “ No Silêncio da Noite”. Em “A Escolha de Sofia”, a atriz aprendeu a falar alemão para viver a polonesa Sofia, presa em um campo de concentração durante a guerra. Adivinhem? Ela venceu o prêmio de melhor atriz por este filme.
No filme menor “Amor à Primeira vista”, ao lado de Robert De Niro, não venceu nenhum prêmio no Oscar, porém levou o prêmio maior na cerimônia italiana David di Donatello, como melhor atriz estrangeira. É fato, Meryl Streep é uma artista de muita sorte.
Em 1985, dirigida pelo saudoso Sydney Pollack e acompanhada pelo galâ da época Robert Redford, participou de “Entre Dois Amores”, onde interpretou uma personagem real, a baronesa dinamarquesa que, ao dirigir uma plantação de café no Quênia, se apaixona pela África e sua gente. A produção venceu como melhor filme no Oscar e ela foi indicada para melhor atriz. Isso porque estou me limitando apenas aos prêmios da academia americana, se formos considerar os prêmios de atuação pelo mundo afora e em premiações como Globo de Ouro, constataremos que a atriz surpreende de verdade.

Em 1987, participou de “Ironweed”, filme dirigido pelo argentino, radicado brasileiro Hector Babenco...levantem as mãos os que acham que ela foi indicada ao prêmio do ano...acertaram.
Na década de 90, já com seu escritório abarrotado de prêmios, Meryl decidiu se permitir aventurar em sua primeira bomba, o filme fantasioso “A Morte Lhe Cai Bem”, dirigida por Robert Zemeckis e com Bruce Willis no elenco. E mesmo nesse arremedo, ela conseguiu arrancar uma indicação ao prêmio de melhor atriz (musical/comédia) no Globo de Ouro...impressionante.
Após algumas tentativas em filmes bons, mas inexpressivos, como “A Casa dos espíritos” e “Rio Selvagem”, Streep encontra o eterno “homem sem nome” Clint Eastwood, que a dirige e co-estrela em “As Pontes de Madison”, um dos mais lindos romances da década de 90. Que ela foi indicada, nem precisa comentar, mas devo salientar com fervor aos que não assistiram, que esta história possui uma qualidade atemporal. O amor entre os dois personagens, que já viveram e sofreram tanto na vida, porém que o destino não deixou germinar, permanece umedecendo os olhos de muitos espectadores até hoje.
Em “Música do Coração”, Streep demonstra mais uma vez a sua vocação, aprendendo a tocar violino, para poder dar voz à sua personagem. Uma professora do instrumento, que enfrenta o súbito cancelamento de suas aulas em um gueto no Harlem. Antes que perguntem...sim, ela foi indicada mais uma vez por seu trabalho.
Nos últimos anos, se destacou em ótimos filmes, como “As Horas”. Porém foi com “O Diabo Veste Prada” de 2006, que a atriz realmente alcançou novamente a glória e a fama dos primeiros anos de carreira.
No ano passado, aventurou-se em um gênero que ainda não conhecia, o musical. Com Mamma Mia! Ela transborda vigor e autenticidade mesmo cantando. Uma ótima produção, muito divertida, um dos melhores filmes do gênero a aportar nas telas.
No próximo dia 22, Meryl Streep irá concorrer à sua décima-quinta indicação ao Oscar pelo filme “Dúvida”(Doubt), onde interpreta com o mesmo talento de sempre, uma freira que enfrenta um padre acusado de violentar um jovem garoto negro. Moralidade, religião e autoridade são discutidos brilhantemente na produção.
Será que ela irá ganhar mais este prêmio? Alguém duvida da sorte de Meryl Streep?

Meryl Streep em Mamma Mia!!

Meryl Streep e Dustin Hoffman - Kramer Vs Kramer:


Diabo Veste Prada (Devil Wears Prada) trailer:

Trecho de Dúvida (Doubt) com Meryl Streep:

1 Comentários:

talita disse...

Muito engraçado o texto, realmente a Streep é uma mulher de sorte.
Gosto muito das escolhas dela como atriz. Do texto, já anotei alguns filmes dela que ainda não vi...me interessei muito em "A mulher do tenente francês".
Parabéns pelo texto, engraçado e informativo.

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