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8 de mai de 2009

UMA JORNADA DIGNA DA ORIGINAL


Por Octavio Caruso

Não me considero um “Trekker” (termo que denomina o fã fervoroso de Star Trek), porém considero a primeira temporada da série clássica dos anos 60 o que de melhor no gênero a TV americana ofereceu pro mundo desde sua criação. Considero também os seis primeiros projetos da série cinematográfica extremamente simpáticos, particularmente o segundo (A Ira de Khan) e quarto (A Volta para Casa).
Acredito ser muito fã mesmo é dos personagens maravilhosos que Gene Roddenberry criou, mais que de seu universo. Acho a tríade Kirk/Spock/McCoy e a maneira como se relacionam uma poesia tão bem estruturada, que fica impossível se retirar um de seus componentes sem alterar drásticamente o resultado final.

Muito me agradou constatar que o diretor J.J. Abrams parece seguir esta linha de raciocínio onde o fator mais importante de Star Trek são seus personagens.
Em Star Trek, o diretor se utiliza de alguns temas muito queridos pelos fãs, como a viagem no tempo, para mostrar nas telas a origem da tripulação da U.S.S. Enterprise.
O filme se inicia com o pai do futuro capitão James Kirk enfrentando uma batalha aparentemente impossível de se vencer, ao mesmo tempo que sua esposa está em avançado trabalho de parto. Este momento e suas conseqüências serão a engrenagem de toda a trama.
Quando vemos novamente James Kirk (vivido brilhantemente por Chris Pine, que soube emular os trejeitos clássicos de William Shatner nas horas certas) ele é um garotão mulherengo, um rebelde sem causa. Conhece o capitão Christopher Pike (Bruce Greenwood), que lhe dá uma causa para lutar. Ao desafiar o jovem a se alistar na frota estelar e superar os feitos heróicos de seu pai, o velho capitão entrega Kirk a seu destino.
O filme se concentra em seu início nos seus personagens mais importantes: Kirk e Spock, dando grande atenção ao seu desenvolvimento.

Spock (interpretado por Zachary Quinto com muita dignidade) vive o dilema de ser meio humano, meio Vulcano. Ao encontrar o prepotente James Kirk, nasce um sentimento ambíguo, de estranheza e admiração.
É importante salientar o trabalho memorável de caracterização realizado pelo elenco principal. Diferente de um “Superman Returns”, não há a tentativa inócua de se imitar um personagem tão famoso do passado, mas as semelhanças estão lá. O levantar de sobrancelha de Spock, o jeito arrogante, porém simpático do Kirk de Shatner também. Em particular o McCoy de Karl Urban nos remete quase instantâneamente ao vivido por De Forest Kelley nos anos 60. Aos fãs antigos uma garantia de sorriso estampado no rosto a cada trejeito reconhecível, aos novos fãs, quem sabe, uma louca vontade de conhecer mais sobre o tema.

O vilão romulano Nero, vivido por Eric Bana serve mais como um motivo para que a recém criada tripulação da Enterprise tenha seu primeiro desafio. Sua participação em cena é pequena, sempre em cenas curtas e soturnas. Nada que desmereça o resultado final. Aliás a trama central, que fala sobre viagem no tempo, criação de buracos negros e matérias vermelhas, são pretextos divertidos para o real tema da história: A transformação do garoto simplório James Kirk em um honrado capitão admirado por todos. É magnífico ver isto em cena, assim como o desenvolvimento da amizade do trio principal.
Outro ponto certeiro de Abrams foi a inclusão de Leonard Nimoy como o Spock do futuro, não em uma aparição sem propósito (apenas para agradar os fãs) e sim como um ponto determinante na construção da trama.

O filme é um sucesso. Citando novamente “Superman Returns”, este não é uma homenagem copiada e sim uma celebração do mito de Star Trek e um passo no futuro.
J.J. Abrams não só ressuscitou Jornada nas Estrelas nas mentes dos já descrentes fãs, como também deu de presente a uma nova geração o sabor da aventura criada por Gene Roddenberry nos anos 60, pleno em escapismo, humor e muita emoção. Esta é a aventura que os fãs esperavam.











Confira nosso especial Star Trek:

Star Trek 1,
Star Trek 2,
Premiere Star Trek

Trailer:


Star Trek #3 Trailer
Enviado por hawkbcn - Noticias em video na hora

8 Comentários:

Tânia Mara disse...

Fiquei feliz em saber que Star Trek é essa maravilha toda .Confesso que estava com um pouco de medo dessa "volta ao passado"...
Via esta série na TV e sempre achei fascinante a amizade e o poder daquela tripulação.
Semana que vem irei assistir Wolverine e Star Trek...Parabéns,André e Octavio !! As matérias estão sensacionais !!

robson disse...

Irei ver o filme hoje! Confio no gosto do pessoal daqui.
A crítica deixa a gente doido pra ver o filme.

Talita disse...

O blog está de parabéns pela cobertura com o Hugh Jackman e agora com esta matéria maravilhosa sobre Jornada nas estrelas.
Deixa os sites mais conhecidos no chinelo.
Bjos

julio marcos disse...

Acompanho o Vertigo desde a matéria sobre o filme do Arquivo X e só posso dizer que vocês estão melhorando a cada dia que passa. Os textos continuam extremamente prazerosos de se ler e as críticas do Otávio são um achado! Bem humoradas, humanas e informativas. Nada daquele papo chato! O que queremos saber é a opinião pessoal de quem viu o filme...e neste quesito o Vertigo arrebenta como nenhum outro!
Esta critica do Star Trek me deixou arrepiado...como fã da série desde pequeno, estou muito ansioso em ver o filme.
Forte abraço a equipe do Vertigo Pop.

marcos vinicius disse...

O filme é muito bom mesmo. O bacana da crítica é que não fala nada sobre a trama, não mata nenhum segredo. Isso é um respeito que poucas mídias e críticos têm pelos leitores.
Sem dúvida a participação do antigo Spock foi muito bem vinda, mais melhor ainda é ver a jovem Uhura...que maravilha!!
Parabéns ao Vertigo pela matéria!

robson disse...

Star Trek é espetacular!!!
Assisti e posso comprovar...é muita emoção. Sem dúvida vou querer ver de novo.

Sandra Barros disse...

Nossa!Adorei Star trek!
Cada dia eu gosto mais do Vertigo Pop.

Anônimo disse...

Nossa!Adorei Star trek!
Cada dia eu gosto mais do Vertigo Pop.

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