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6 de ago de 2009

VERTIGO POP CRÍTICA: G.I. JOE: A ORIGEM DE COBRA

AÇÃO DATADA
Mais uma adaptação para o cinema de brinquedos oitentistas, G.I. Joe: A Origem de Cobra erra ao não trazer algo de novo para o gênero de ação



Por André Moreira


Derivado de famosos brinquedos da Hasbro dos anos 80, assim como Transformers, G.I. Joe: A Origem de Cobra chega às telas nesta sexta, 07, através das mãos do diretor Stephen Sommers (Múmia, Van Helsing) imerso em cenas de ação, câmera lenta e desfile de beldades em meio a muito tiro.

Talvez menos conhecido pela atual geração que não curtiu sua fase áurea na década retrasada, onde originou um bem sucedido desenho animado - assim como os robôs "transformistas" -, o filme parece ter apenas herdado o nome e seguido a cartilha vamos fazer tudo novo de novo. Os personagens clássicos estão lá como Duke (Channing Tatum), Baronesa (Sienna Miller - lindamente irreconhecível), Scarlet (Rachel Nichols), Ripcord (Marlon Wayans, alívio cômico bem-vindo) e, claro são os protagonistas das principais cenas de ação do filme, que não são poucas e muitas vezes bem realizadas, com destaque para a cena de perseguição em Paris (na verdade filmada na República Checa).

O filme narra a ascenção o vilão Cobra e seus asseclas Destro e Baronesa, que almejam conquistar o mundo (mais clichê impossivel) com armas ultramodernas baseadas na nanotecnologia. Sommers provou que é capaz de dirigir boas cenas de ação com pitadas de adrenalina e suspense como foi o caso da primeira sequência de A Múmia , mas como sempre prova que está longe de ser um diretor de atores. Assim como em Van Helsing, onde creio ficou mais nítido essa deficiência, as atuações ficaram por muitas vezes caricatas ao excesso, chegando a constranger em alguns momentos, mesmo tendo bons atores em suas mãos como Dennis Quaid, que já rendeu melhor em outros "carnavais".


Outro ponto que vale destacar é a presença de atores que figuraram em A Múmia, trazendo uma inevitável comparação entre os dois filmes. A cena inicial, totalmente descartável e mal inserida (remetendo ao Homem da Máscara de Ferro) ao longo da trama, assim como algumas referências escrachadas a saga Guerra nas Estrelas (cabe a você leitor encontrá-las) mostram a fragilidade do roteiro e sua necessidade de se escorar em algo que já tenha sido digerido pelo grande público. Mas um outro fator, os rápidos flashbacks, funcionaram a contento, dando explicações de origens de alguns dos prinipais personagens, sem ter a necessidade de produzir uma história somente para este fim, como é de praxe em franquias deste tipo.

Mesmo com alguns pontos fracos, G.I. Joe: A Origem de Cobra não compromete e diverte até mesmo os fãs mais xiitas dos Joes, que merecem uma segunda chance como tiveram os robôs de Michael Bay. Resta saber se os soldados terão fôlego para mais uma sequência.







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