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30 de set de 2009

VERTIGO POP ESTREIA: SALVE GERAL


PRISÃO SEM MUROS
Com Salve Geral, que chega aos cinemas nesta sexta-feira, Sergio Resende expõe os bastidores dos ataques sofridos pela cidade de São Paulo em 2006

Depois de contar a história da estilista Zuzu Angel, morta durante o regime de ditadura no Brasil, Sergio Resende retorna mais uma vez ao universo não ficcional em seu novo filme, Salve Geral, narrando os ataques sofridos pelos moradores da cidade de São Paulo durante uma rebelião em 2006. Fato notório e importante da história atual do País e que precisa ser discutido à exaustão, sem dúvida.
Usando como ponto de vista a personagem Lúcia, vivida aqui pela ótima Andrea Beltrão, Sergio faz o telespectador mergulhar nos bastidores desse esquema criminoso, mostrando seus protagonistas e toda a teia que cerca o sistema penitenciário nacional.

O filme conta a história de Lucia (Andrea Beltrão), uma mãe de família que vê o filho de 17 anos ser preso, passando a conviver com um mundo do qual nada sabia, na tentativa de conseguir sua libertação. Porém, quanto mais ela se envolve, pior se torna a situação.
Apesar de ter errado a mão em Zuzu, onde segurou a mão na direção e captou de forma superficial o universo de violência imposto pelo regime militar vingente até então, Sergio se redime em Salve Geral, optando por investir na interpretação dos atores, todos em sua maioria advindos do teatro, o que confere ao longa um gosto mais realista, fugindo dos padrões "Globais" vingentes no mercado que pasteurizam as produções. O diretor deixa de seguir pelo óbvio caminho da violência gratuita que abusam das mezelas da cidade grande e favelas, muito comum nesse seguimento. E se tratando de fatos verídicos, não é fácil não ceder a esse tipo de artifício.

Salve Geral, que tenta uma vaga na disputa pelo Oscar de filme estrangeiro em 2010, tem o mérito de colocar em discussão o falho Sistema de Segurança Pública brasileiro, que com o passar dos anos não encontra saída para barrar o avanço da violência no País, se tornando tal qual São Paulo em 2006. Um cidade sitiada.








1 Comentários:

dudu moraes disse...

Serei bem sincero, André. Eu já não aguento mais ver cinema brasileiro falando de violência, favelas, crime...é o caminho fácil que os cineastas sempre procuram. Retratar o óbvio é moleza, quero ver aparecer algum cineasta competente o bastante pra criar fantasia, fazer um filme estilo "Labirinto do Fauno" do Brasil....isso sim é que é desafio!
Esse "Salve geral" eu irei passar!

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