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6 de out de 2009

VERTIGO POP ESTREIA: BASTARDOS INGLÓRIOS

SUBVERTENDO OS PADRÕES

Quentin Tarantino mais uma vez se reinventa e mostra que ainda tem muito a dizer com Bastardos Inglórios



“Espera-se que dessa vez ele saia da sua “zona de conforto” e arrisque mais uma vez, como aquele jovem balconista de videolocadora fez um dia.”
(Octavio Caruso)

E Tarantino arriscou mesmo! Literalmente deu às costas a todas as convenções e limitações do gênero e criou uma obra prima que com certeza entrará na lista de preferidos de muita gente.
Bastardos Inglórios acerta aonde muitos filmes de guerra erram. Tarantino não tenta professar história, mas sim criar um entretenimento de alto nível, assim como John Ford baseou seus Westerns utilizando a veracidade histórica como cenário apenas.
Em sua visão única do acontecimento, Goebbels sonha em se tornar um produtor de cinema respeitado e uma equipe de mercenários judeus instaura medo nos nazistas devido a seus métodos cruéis e impiedosos. Brilhante!
O filme é dividido em capítulos e sua narrativa intercala momentos de suspense, com rompantes de comédia e cenas de embrulhar o estômago, tudo ligado pelos diálogos “Tarantinescos” que os fãs já esperam ansiosos. Quanto aos detalhes da trama, acreditem, é melhor entrarem na sala escura sabendo o mínimo possível.
É muito divertido assistir um filme que tem a Segunda Guerra Mundial como pano de fundo, mas que arrisca criar a partir disso algo novo. Com este projeto, fica difícil imaginar quais pontos de vista ainda não foram mostrados sobre este tema. Não há mais nada a se dizer sobre o evento.
Brad Pitt como Aldo Raine, o líder dos Bastardos Inglórios, mostra estar no auge de sua competência. Após carregar nas costas “O curioso Caso de Benjamin Button”, Pitt se mostra confortável em um papel não tão difícil tecnicamente quanto o anterior, mas de sutilezas importantes. A grafia errada da palavra “Bastards” em seu rifle mostra suas origens humildes e pouca cultura.
Mas neste show quem brilha mesmo é Cristoph Waltz que interpreta o coronel Hans Landa. Sem dúvida o melhor vilão que Tarantino já escreveu. O ator alemão dá vida a cada gesto do cruel soldado, dono de uma prosa admirável e frieza incalculável. Um Oscar de melhor ator coadjuvante é o mínimo que ele merece.
Todos os aspectos que os fãs esperam serão encontrados neste filme: A trilha sonora que desta vez remete aos faroestes clássicos, os diálogos inteligentes (incluindo um paralelo genial entre ratos e esquilos) e a violência estilizada que homenageia Sam Peckinpah.
Quentin Tarantino merece ser respeitado inclusive por essa sua característica, de ter criado uma marca registrada indelével, uma persona. Para muitos, se tornaria uma maldição, porém Tarantino mostra que tira de letra a pressão e entrega mais um ótimo trabalho.
A pergunta que fica agora é: Qual será o próximo gênero que ele irá subverter e, nesse processo, criar um novo caminho? Vale a pena esperar para ver!







11 Comentários:

miguel disse...

Fiquei curioso para assistir! Tenho um pé atrás com o Tarantino, porque acho ele um diretor pop demais, mas como adoro filmes de guerra, irei checar este!
Parabéns pela crítica,Octávio!

Thiago "El Cid" Cardim disse...

O link está lá, no meu blog.

Valeu pela visita e pela parceria! :-)

aramis santana disse...

Muito boa a estrutura do texto, parabéns!
Esse Bastardos inglórios promete ser um filmão de primeira. Irei ver no dia de estréia!
Gostei muito também do texto sobre o Roman Polanski, gostaria de sugerir um especial sobre filmes de guerra. Pelo que andei fuçando no blog, ainda não foi feito sobre este gênero.
Fiquem na paz!

lucas s. disse...

Esse filme deve ser fodástico!!! Achei muito importante você ter frisado que não iria contar muito sobre a história do filme. Já li uma crítica do filme no Omelete e tive vontade de ir lá e destruir o escritório deles!ahahahah
Você me deixou com mais vontade ainda de ir ver o Bastardos Inglórios!

dudu moraes disse...

Ótimo texto, Octávio! Vou assistir esse filme assim que estrear. Não sou fã de filmes de guerra, mas já que o Tarantino subverteu o gênero, vale a pena conferir o resultado!

talita disse...

Ainda não vi o filme, mas graças a outros sites bem irresponsáveis já imagino até a grande surpresa do final...bem feito pra mim, devia ter esperado a crítica de vocês!
Prefiro opinar após ver o filme, mas como grande fã de Quentin Tarantino, gostaria de elogiar você Octávio por esse texto e pelo "conjunto da obra", você me faz querer não apenas assistir os filmes que comenta, como querer estudar sobre o gênero e aprofundar meus conhecimentos.
Sua foto poderia voltar pro blog...você é um gato!
Bjos meninos!

Beth disse...

Vi o filme hoje e dou os parabéns pela crítica.Fala perfeitamente o que esperar deste filme.Tarantino dá show!!E os atores então,tudo perfeito.Octavio sempre acerta "na mosca".

Andréa disse...

Faz muito tempo que não venho aqui, mas agora estou "pagando esse pecado". Como fã ferrenha do Tarantino eu estou esperando ansiosamente por esse filme. E pela crítica maravilhosamente escrita devo esperar mais uma obra prima!
Parabéns Octávio pelo belo trabalho.
O Vertigo Pop continua fenomenal!

Adriana disse...

Como fã dos filmes do Tarantino, fui uma das primeiras na fila da primeira sessão do filme hoje. Posso dizer que este é o melhor dele até hoje!!
Meu namorado que também é fã saiu com a mesma opinião. A crítica é digna de aplausos pois não revela a grande surpresa do filme, parabéns Octavio.

Beth disse...

Octavio,você está lindo comendo pipoca!! Gostei muito das "carinhas" terem voltado!Como já disse em outro post,o Blog tem que ter a cara dos colaboradores!Os dois estão o máximo!

ricardo disse...

Esse filme é maravilhoso e um sopro de ar fresco no cinema truncado de hoje em dia. Não posso dizer sobre o que mais gostei, até por compactuar com a ética do blog em não criar spoilers...mas digo que concordo plenamente com essa crítica! Tarantino se superou!
Parabéns pelo blog!!

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