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22 de abr de 2010

ESTREIA DA SEMANA: ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS



Alice no País das Maravilhas de Tim Burton faz uma viagem pouco lisérgica pelo mundo de Lewis Carrol e fica devendo


Por André Moreira

Um dos mais esperados filmes da temporada 2010 nos cinemas, Alice no País das Maravilhas chega às telas brasileiras nesta sexta, 23, como um clássico de Tim Burton, seja bela expressiva bilheteria alcançada em terras gringas, seja pelos bem recriados personagens que desfilam nas duas horas de projeção. Burton sempre se destacou pela estética dark em seus filmes, buscando colocar em cada trabalho seu sua visão sobre personagens imortalizados no imaginário do público por anos. Foi assim com Batman e a Fantástica Fábrica de Chocolate. E em Alice ele não foge à regra.
Mas apesar disso, faltou ao diretor aprofundar os personagens e viajar na "onda" lisérgica que Lewis Carrol se propôs ao criar o universo da personagem. Se limitando a definir o filme palatável para o perfil Disney, o diretor entrega uma obra correta e transforma a nova jornada de Alice - uma jornada de conhecimento, na verdade - em uma história fácil se acompanhar. Mas apenas isso.
Burton comete outros erros que transformam seu filme em um longa irregular. Primeiro pela escolha de sua Alice. A atriz Mia Wasikowska (The Kids are All Rigth) faz a protagonista mais enssossa do cinema e não empresta nenhuma emoção sequer à personagem. E isso fica evidente quando divide a tela com Johnny Depp (Chapeleiro Maluco), esse o verdadeiro protagonista. Com a fraca protagonista, Depp toma seu lugar em vários momentos deixando o filme um pouco sem personalidade. Afinal, quem é a Alice da história? Depp é o ator favorito de Burton, mas precisava escalar uma atriz com mais peso dramático para dividir a tela com o ator. Apostaria em Dakota Fanning, atriz com mais bagagem na tela grande. Escolhendo a suposta doçura no olhar de Mia , Burton apresenta apenas uma personagem apática e sem o mínimo de carisma. Na realização, Burton sempre costuma ficar devendo nas cenas de ação e em Alice isso fica evidente. Se na concepção visual dos personagens o diretor se destaca, nas cenas de ação fica devendo.
Aliás, Depp precisa fazer mais personagens menos afetados em seus próximos longas. Se insistir em nesse caminho corre o risco de ficar marcado com certeza.
No filme, Alice, agora mais velha, retorna ao Mundo das Maravilhas sem se lembrar que jé esteve lá. Mesmo a contragosto, terá que ajudar seus antigos amigos a destronar a malvada Rainha de Copas, que usurpou o poder da Rainha Branca (Anne Hathaway, aqui em uma interpretação propositalmente afetada, mas nem por isso estranha).
O grande acerto mesmo fica para Helena Bonham Carter com sua Rainha de Copas. Brilhante em cena, é a única que consegue ofuscar Depp e sua interpretação está na medida da loucura que a personagem precisa. Ponto para a esposa do Diretor. Entre os personagens criados via computação gráfica, a  enigmática Lagarta, mestre de Alice em sua jornada e o charmoso Gato Risonho se destacam principalmente pelos atores que personificam suas vozes, Alan Rickman (Lagarta) e Stephen Fry (o Gato Risonho).


Alice no País das Maravilhas não é o grande filme de Burton como muitos esperavam, pois faltou fazer o público viajar de fato nessa jornada de conhecimento de Alice.

Cotação: 8/10



2 Comentários:

Mandinha disse...

Eu esperava mto mais de alice sabe, acho q isso prejudicou um pouco , toda essa espectativa. Mas é legal , fica devendo mesmo essas cenas de ação, mas de resto é mto bom

Anônimo disse...

Eu também esperava bem mais de Alice, adorei a Rainha de Copas e Johnny pra mim foi perfeito, Alice foi triste, não gostei da atriz nem de sua atuação, muito morta. Não gostei muito da Rainha Branca, mas no geral eu achei o filme bom, não é o melhor de Tim, mas também não é tão ruim.

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