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9 de abr de 2010

FOFOCA BOA

Fofoca sempre foi mais interessante quando era sobre o vizinho. E nos tempos de hoje mais ainda. Não se tem produto mais "interessante" para ser consumido pelo grande público do que um bom texto ou imagem sobre alguém. Mais ainda se esse alguém for uma celebridade.
Fruto desse mundo famoso e cheio de um pretenso glamour, Miguel Falabella resolveu virar sua escrita para o outro lado desse reflexo e criou seu mais novo seriado, A vida Alheia, que fez sua estreia nesta quinta com cara de folhetim resumido.
Resumido como uma revista de fofocas, o seriado reproduz, ou tenta reproduzir, o ambiente ferino da imprensa marrom, sem dó nem piedade. Tudo comandado por uma afiada Claudia Gimenez que com sua Alberta Peçanha, ou melhor, Peçonha para os menos íntimos, brilhou na estreia mostrando que seu humor também pode ser caustico e irônico, longe do usual farsesco presente em seus trabalhos anteriores, assim como os de Falabella. É a oportunidade de a atriz mostrar na televisão que é polivalente, capaz de maiores vôos cênica.
Alíás, Miguel parece ter procurado fugir das inevitáveis comparações com seu último trabalho, Toma Lá Dá Cá, esse sim mais popularesco e que definia até então seu texto. Texto esse, aliás, que estava da forma que o autor costuma criar. Como ele mesmo disse uma certa vez: Meu texto é para ser ouvido. Tem que se prestar atenção. E é verdade, Miguel, apesar de criar situações sureais de um neo-Almodóvar em seus trabalhos anteriores em parceria com Maria Carmen Barbosa, sempre imprimiu bons diálogos para seus personagens, principal emente nas poucas novelas que produziu. Mas parece que A Vida Alheia, pelo seu primeiro episódio, virá com as arestas aparadas. Saem as situações surreais, entram situações comuns de um bom folhetim. Mas se irá agradar ao grande público herdado de A Grande Família, só o tempo dirá.

Com uma Marília Pêra inspirada e fazendo uma ótima dobradinha com Claudia, o primeiro episódio do programa se tornou imperdível e deixou na boca o gosto de quero mais. O ponto fraco fica para Danielle Winits, que mais uma vez não consegue se distanciar de sua persona sexy, mesmo fazendo uma jornalista. Vamos ver se com o tempo ela consegue "achar" o tom certo. Por enquanto ficou devendo.
Mesmo não mostrando todo seu potencial, A Vida Alheia ainda tem muito para apresentar ao telespectador, seja em conteúdo, seja em atuações. Conhecendo o mundo das celebridades, matéria-prima não vai faltar.

1 Comentários:

Beth disse...

Miguel é um gênio!!
Essa dobradinha da Marília com a Cláudia foi jogada de mestre...Elas são maravilhosas!
Acredito que ainda vamos curtir muito , todas às quintas , com estes textos dele.
A Danielle não é boa atriz...Ela , realmente , só aparece para fazer caras , bocas e mostrar a jogada sensual de corpo ( mesmo sendo uma simples jornalista). Se ela não encontrar o "tom" , vai destoar dos outros personagens...E Miguel não merece isso.
Tomara que dê certo !

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