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23 de mai de 2010

CRÍTICA: FÚRIA DE TITÃS


Por André Moreira

Poderia ser um grande filme de aventura, mas acabou na intenção. Feito as pressas e sem  o requinte  apropriado que uma produção desse nível necessita, Fúria de Titãs (Clash of The Titans) prova que nem sempre um filme baseado em outra produção pode dar certo. E muito se deve ao diretor que comanda a produção, no caso aqui Louis Leterrier, o mesmo que "cometeu" o erro chamado O Incrível Hulk com Edward Norton.


Longe das possibilidades apresentadas no longa original de 1981, que contava com os atores Lawrence Olivier, Maggie Smith (hoje dando expediente na franquia Harry Potter como uma das professoras de Hogwards), Ursula Andress e Burgges Meredith (o eterno Pinguim da série Bataman e Robin), a nova versão surge apática em seu roteiro, onde Letterrier abriu mão de elementos necessários para se contar uma boa história de ação e aventura. Aboliu o romance entre Perseu (agora interpretado pelo onipresente em várias produções, Sam Worthington) e Andrômeda (esta servindo de mera escada para o clímax final) e deixou, talvez seu maior erro, de explorar o conflito entre os deuses liderados por Zeus (Lian Neeson em seu pior papel). Em vez disso os deixa apenas como mero coadjuvantes, com exceção de Hades (Raph Fiennes, caricato toda vida). Sam Worthington e Gemma Arterton (Io, que nesta versão se torna o interesse romântico do herói) não tem química alguma e o carisma passa longe. Melhor seria ter investido em Andrômeda.
Das cenas de ação, o únicos momentos dignos desta produção é a aparição de Medusa (totalmente criada em CGI, o que lhe confere uma artificialidade) e o embate final entre Perseu e o temido Kraken, que por alguns minutos segura a ação e mantém o clímax. De resto nada chega a empolgar de fato.
Outro (grande) problema desta produção está em seus efeitos, muitas vezes amadores se comparados a outras produções do gênero. E a situação ainda piora em sua versão 3D. Mal utilizada, confunde a visão de quem assiste. Na dúvida prefira o 2D.
Se a produção de 1981 já não era grandes coisas, esta não soa tão diferente e se mostra um sub-produdo do gênero.

Cotação: 5/10

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