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4 de nov de 2010

CRÍTICA: CENTURIÃO

Apesar da pouca ousadia em seu roteiro, Centurião empolga com cenas de ação e perseguição

Por André Moreira


Não espere que Centurião (Centurion) reprise grande épicos já vistos nas telonas ao longo dos anos como Coração Valente, Gladiador ou até mesmo o recente Robin Hood de Ridley Scott. Aqui Neil Marshall usa como pano fundo a luta dos Romanos contra os bárbaros Pics para apresentar uma história de perseguição à moda antiga. E claro tudo banhado a muito sangue, decapitações e selvagerias. O clima do filme, depois de uma bela abertura, é esse durante toda sua projeção, mas apesar dessa premissa simples o filme empolga durante boa parte Do tempo graças à ágil direção de Marshall.
Em 117 A.C. O Império Romano controla do Egito à Espanha, do leste até o Mar Negro. Entretanto ele enfrenta problemas no norte da Grã-Bretanha, devido às táticas de guerrilha usadas por seus inimigos. Um súbito ataque à fronteira do império romano deixa apenas Quintus Dias (Michael Fassbender) como sobrevivente. Ao lado do general Viriuls (Dominic West) ele marcha rumo ao norte, no intuito de encontrar seus inimigos e eliminar o líder deles, Gorlacon (Ulrich Thomsen).

Michael Fassabender se sai bem como o protagonista liderando um bom elenco que é comprometido pelo roteiro simples demais para uma trama que poderia alçar maiores vôos não fosse a hesitação de seu diretor em aprofundar mais a história. Sem um cenário mais amplo para se desenvolver, elenco fica no meio do caminho. Algo semelhante aconteceu em outra produção do gênero, 300, onde a estética falou mais alto que o roteiro. Com entretenimento, Centurião se ai a contento, mas somente isso.

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