Top Ad 728x90

15 de nov de 2010

CRÍTICA: MUITA CALMA NESSA HORA

Por André Moreira

Em um primeiro momento fica impossível não haver comparações entre Muita Calma Nessa Hora com muitos dos filmes de Xuxa Meneguel. O novo filme roteirizado pelo queridinho do momento – sem fazer pouco caso – do humor brasileiro, Bruno Mazzeo ,roteirista do longa, usa dos mesmos recursos que a eterna Rainha dos baixinhos tem utilizado ao longo de sua carreira na tela grande. 

Sem um roteiro e diálogos dignos de nota, Xuxa apelava para um manancial de participações ”especiais” para preencher essa lacuna. Era uma profusão de cantores da moda e atrizes e modelos idem sem alguma expressividade cênica tentando passar algo crível na tela com resultados desastrosos.


Muita Calma nessa hora quase cai nessa armadilha. Digo quase, porque ao contrário de Xuxa, Bruno e Felipe Joffily (diretor do longa) se cercaram de diversos humoristas do momento e das mais diversa formações, alguns bons, outros nem tanto.Esse caldeirão coloca o longa, que em algumas vezes é sim divertido, em um grande desnível. 


Estão lá Marcos Mion (fazendo seu único papel, o dele mesmo), a turma de Hermes e Renato (totalmente non sense e descartável), Lúcio Mauro e seu filho Lúcio Mauro Filho (em ótimas e rápidas participações), além do excelente Marcelo Adnet (com pouco espaço, mas que consegue render os melhores momentos de humor do filme). Eles e outros tantos compõem o elenco de coadjuvantes onde as protagonistas são Fernanda Souza, Andreia Horta, Deborah Lamm (que vive um hippie zen chata, melodramática e que descamba para o dramalhão ao final) e Giane Albertonni (ex-modelo e agora atriz), que até funcionam bem juntas, mas no final deixa um quê de episódio de verão de Malhação, série longeva global voltada para adolescentes com um toque de Zorra Total. Um ponto que também causa estranheza e exagero é o repetido merchandising de uma operadora telefônica (não por coincidência uma das patrocinadoras do longa e a qual Mazzeo é garoto propaganda). Mal inserida e fora de contexto. Tudo bem que cinema precisa de patrocínio, mas não vamos exagerar.

Atuações irregulares, merchandising fora de hora  e somado a tentativa de Mazzeo de contar uma história de amor e relacionamento em meio ao tom de comédia escrachada é o que faz com que o filme perca um pouco de seu ritmo e o roteiro naufrague no óbvio, onde o público com certeza já sabe onde tudo isso irá acabar. Se o diretor aparasse as arestas o filme ficaria muito mais coeso e redondo com certeza.

0 Comentários:

Top Ad 728x90