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3 de dez de 2010

CRÍTICA: A REDE SOCIAL

Um dos melhores filmes da safra 2010, A Rede Social pode ser um forte candidato ao Oscar

Por André Moreira

Sem duvida um dos melhores filmes da safra 2010, A Rede Social de David Fincher consegue traduzir como surgiu um dos maiores e milionários negócios de últimos tempos, o Facebook, rede de relacionamento de grande sucesso e que roubou uma boa fatia do mercado conquistado por outra rede de relacionamento, o Orkut. Uma história de bastidor cheia de intrigas e, por não dizer, trapaças. Adaptação do livro de Ben Mezrich, “Bilionário por acaso”, cujo  roteirista Aaron Sorkin é mais notório por produzir e escrever séries de TV de sucesso com West Wing, , A Rede Social se afasta dos habituais filmes nerds e aproxima o público de um filme com muito mais substância cênica e aprofundamento dos personagens. Focado nos personagens e suas motivações, o filme ganha em proporção tal qual a rede que serve de pano de fundo.

 A Rede Social consegue prender a atenção desde o início com diálogos rápidos e ótimas interpretações de um elenco de novos atores como Jesse Eisenberg (Zumbilândia), que consegue imprimir verdade para seu Mark Zuckerberg (criador, ou um dos criadores, daquilo que viria a se chamar Facebook) e foge dos estereótipos comuns nesse tipo de papel. Sua interpretação pode causar estranheza para alguns, mas está na medida certa. Andrew Garfield que vive o brasileiro Eduardo Saverin e luta para provar que é o co-criador do Facebook (que antes se chamava The Facebook) também está à vontade no papel e mostra que pode ser um bom Homem-Aranha, papel que conquistou recentemente e irá reiniciar a franquia do Aracnídeo. Garfield serve de contraponto para o personagem de Eisenberg. Se um é frio e calculista (Eisenberg), o outro é emoção (Garfield). E é talvez essa diferença que culmina na briga que acabou se tornando pública e deflagrou o fim de uma amizade. Até mesmo Justin Timberlake, mais conhecido como astro pop da música, se sai bem (apesar de ter alguns momentos de afetação).


Um dos pontos a favor dessa ótima produção é a direção de Fincher que intercala a cronologia dos acontecimentos sem criar um flashback didático e explicativo “tatibitati”. É importante destacar que o principal acerto do diretor é em momento algum apontar um culpado, deixando para o espectador fazer seu julgamento. Sem ser tendencioso, o diretor aponta para todas as direções, mas acerta o alvo.







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