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27 de mar de 2011

CRITICA: SUCKER PUNCH: MUNDO SURREAL


Com uma estética que mistura mangá e filmes de ação, Zack Snyder define seu estilo em trama que brinca com a meta-linguagem e mostra dominio na direção

Por André Moreira

Zack Snyder já chegou a ser chamado de visionário por alguns e já possui uma legião de fãs. Exagero? Talvez, mas conseguiu respeito através de seus dois últimos filmes, 300 e Watchmen, obras emblemáticas dos quadrinhos que em suas mãos ganharam adaptações a altura de sua importância e ratificou seu nome entre os grandes diretores de ação.
Agora Zack traz um trabalho autoral aos cinemas e mostra que conseguiu definir seu estilo. Sucker Punch: Mundo Surreal, com roteiro do próprio Snyder, mistura o estilo dos mangás japoneses, videogame e o gênero de ação dos cinemas para contar a história de BabyDoll (Emily Browning), jovem que foi internada em um sanatório pelo padrasto, de olho na fortuna da mãe. Para sobreviver ao tormento e escapar de uma provável lavagem cerebral, ela descobre que pode se refugiar dentro da própria mente, criando um universo paralelo. Agora, precisará atravessar mundos diferentes, enfrentando dragões, samurais, robôs e nazistas, que a farão viver uma perigosa e fantástica aventura na companhia das colegas de internação Blondie (Vanessa Hudgens), Rocket (Jena Malone), Amber (Jamie Chung) e Sweetpea (Abbie Cornish). Essa pode ser a única chance de sua libertação.
A história de BabyDoll é bem dirigida por Snyder mas gera a pergunta: Qual é seu público? Os nerds amantes de games e quadrinhos? Ou o amante dos filmes de ação? Snyder é um diretor de excessos, seja em fotografia, seja nas cenas de ação, seja na trilha sonora. Mas é um diretor que sabe tirar proveito disso e colocar os excessos à favor de contar a história.Mesmo com um visão excêntrico, o roteiro tem começo, meio e fim. É uma história redonda e bem contada. Meta linguagem? Sim, mas fácil de “digerir” e entender.
 Com uma trilha sonora Rock´n Roll– das melhores, diga-se de passagem – Sucker parece em muitos momentos um grande vídeo clipe e pode cansar os não muito amantes do estilo mangá, principal referência de Snyder para criar todo o universo paralelo de BabyDoll. E é impossível, dadas as devidas proporções, não lembrar outro grande sucesso recente do cinema, A Origem, já que a meta linguagem é a estrutura principal de Sucker Punch. Uma grande brincadeira com a realidade paralela e ao mesmo tempo outra forma de se desenvolver um mesmo tema. 



Sucker Punch talvez não agrade o público em geral, mas tem vários pontos positivos. A direção firme de Snyder, principalmente nas cenas de ação, ótimas cenas de luta, uma excelente fotografia, uma trilha sonora arrebatadora e que dá o clima de cada situação, efeitos e interpretações à altura do universo geek criado pelo diretor. Mesmo que não venha a agradar o grande público, pelo menos vale a ida ao cinema e conferir o potencial do futuro diretor do próximo Superman na telona.

Cotação: 7/10

3 Comentários:

Anônimo disse...

oi tio vai lancar o harry potter

gustavo

Anônimo disse...

tio vai ver o harry potter quando vc vai me levar para ver o harry potter e as reliqueas da morte vc me leva para ver o lanterna verde porfavor

Lucas Goulart disse...

é um ótimo filme, se tornou um dos meus preferidos

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