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1 de mai de 2011

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OS DESAFIOS DO DEUS DO TROVÃO NO CINEMA

Nova aposta dos estúdios, Thor tem a missão de manter o interesse do público no gênero e ter vida longa nos cinemas

Por André Moreira

Há algum tempo que os heróis dos quadrinhos tomaram conta dos cinemas depois que Hollywood enxergou o potencial mercadológico desses personagens e seu possível poder de obter grandes bilheterias ao redor do mundo. Uma aposta tardia, mas que agora mostra ter efeito imediato e de longo prazo. Alguns personagens clássicos se deram bem nessa transposição para a tela grande, como o clássico Superman de Richard Donner e a quadrilogia dos anos 90 de Batman pilotada por Tim Burton e Joe Schummacher (esse último responsável por enterrar a franquia do homem-morcego, salva anos depois pelo notável Christopher Nolan com seus dois Batmans e um terceiro e vindouro à caminho).

Mesmo com esses dois expoentes dos quadrinhos, a indústria só retornou de fato a investir forte com o Homem-Aranha, personagem carismático da editora rival do Superman e de Batman, sendo um grande sucesso. Daí em diante vários personagens tomaram forma e seguem dando lucro para os cofres de seus estúdios, mesmo que mais da metade dessas produções não tenham em seu forte o roteiro e atuações.
Agora mais um personagem clássico, Thor, chega às telas de cinema com a missão de manter o interesse do público nesse gênero, arrecadar novos fãs para a Marvel, editora do personagem e abrir caminho para o outro filme derivado dos quadrinhos da mesma editora, Os Vingadores (supergrupo que reúne os maiores heróis da Marvel), assim como foi feito pelo seu predecessor Homem de Ferro.

Mas quem é Thor? Personagem da mitologia Nórdica que em nada ou pouco lembra o Deus do Trovão criado por Stan Lee, Jack Kirby e Larry Lieber para os quadrinhos ainda no início dos anos 60, dentro da revista Journey into Mystery (que inclusive é citada discretamente no filme).  Apesar de seguir a mitologia Nórdica em vários pontos, o visual do personagem pouco lembra ao Deus dos Vikings das lendas. Mas isso era um mero detalhe que pouco importou na época e o personagem ganhou fama ao longo dos anos. Filho de Odin, Deus supremo de Asgard, lar dos Deuses Nórdicos, Thor, detentor do martelo Mjolnir, tinha como principal inimigo seu meio-irmão Loki. Personagem pérfido que tenta a todo custo derrubar Odin do Trono e eliminar de uma vez por todas o Deus do Trovão. 

Thor sempre teve ao longo de sua carreira grandes mestres dos quadrinhos por trás da criação de suas histórias. Os já citados Stan Lee e Jack Kirby abriram caminho para as brilhantes histórias do personagem nos anos 60, mas Thor ganhou mais “corpo” nos anos 70 principalemente e no início dos 80. John Buscema esteve por trás do personagem na elogiada fase setentista e levou O deus do Trovão ao patamar que tem hoje. Depois disso o mestre Walt Simonson conseguiu foi o que, talvez, conseguiu transpor o universo das lendas Nórdicas para os quadrinhos, sendo uma fonte inesgotável até hoje para o que é criado para o personagem nos quadrinhos. Em parte, inclusive, é visto em seu longa no cinema. Aliás, o cinema é talvez o maior desafio para o personagem.

Desafio esse que está no fato de o Deus do Trovão não ter a mesma popularidade de outros personagens fora do universo dos quadrinhos, como Superman, Batman e Homem-Aranha. Um desafio que seu “parceiro” Homem de Ferro soube enfrentar, conquistando público e bilheteria através de bons roteiros, interpretações e efeitos. 

Como personagem mitológico, Thor tem uma infinidade de possibilidades futuras na tela. Basta os produtores saberem conduzi-las da melhor forma. O ponta-pé inicial foi dado com o longa que está em cartaz nos cinemas desde sexta-feira. Agora resta saber de o Deus do Trovão terá fôlego para ter vida longa no cinema como seus antecessores. Façam suas apostas.

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