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13 de jul de 2011

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CRÍTICA: ESTREIA DE "O ASTRO"


Excessos marcam a estreia da nova versão da novela que homenageia os 60 anos de teledramaturgia

Por André Moreira


Um revival ao som dos anos 80 e várias referências ao original de Janete Clair. Assim foi a estréia da nova versão em 60 capítulos de O Astro, novela que foi um dos marcos da teledramaturgia e marcou a carreira de Francisco Cuoco, o primeiro Herculano Quintanilha.

Com uma direção acelerada de Mauro Mendonça Filho, a mini novela – como está sendo chamada – parecia querer apresentar o máximo de personagens em um curto capítulo, o que prejudicou a narrativa de cada um, principalmente seu protagonista, vivido por Rodrigo Lombardi, que apesar de não estar ruim, precisa acertar o tom ao longo dessa curta trama, para não cair no exagero durante as cenas de “misticismo”. Exageros que cabe a direção fazer os acertos.
Do lado dos Hayalla, Daniel Filho também é outro que precisa dar mais ênfase as frustações de seu Salomão. Limitado nos arroubos do personagem, faltou passar o sentimento de impotência diante do filho rebelde, papel antológico que Thiago Fragoso herdou de Tony Ramos na primeira versão. Ainda no núcleo dos Hayalla, Regina Duarte conseguiu brilhar no papel de Clô, mãe dividida entre um casamento fracassado e um filho problemático. Foi bom rever a eterna Namoradinha do Brasil em uma produção inédita e fora das reprises do Canal Viva, onde, aliás, ela reina soberana desde da estréia do canal. Aline Moraes, Carolina Ferraz, Marco Ricca e Humberto Martins (esse um dos destaques da estréia com seu duvidoso Neco) mandaram seu recado e devem conseguir fazer seus personagens evoluírem ao longo desses curtos três meses de exibição. Coube a Francisco Cuoco a maior homenagem da trama, ao retornar para uma participação especial e matar as saudades de quem o assistiu na versão dos anos 70, que se fez presente de forma exaustiva em sua trilha sonora. Não precisava de tanto, já que a história fala por si só.

No mais, a nova versão de O Astro faz uma bela homenagem aos 60 anos de teledramaturgia e a “Maga” das oito Janete Clair.




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