Top Ad 728x90

12 de jul de 2013

, ,

CRÍTICA: O HOMEM DE AÇO


Superman retorna em filme que peca pelos excessos

Por André Moreira

Há um bom tempo se falava de uma reestruturação do Homem de Aço nos cinemas, principalmente do fraco filme dirigido por Brian Synger (X-Men) e estrelado pelo apagado Brandon Routh (que parece ter caído no esquecimento depois de aposentar a capa do Superman). A responsabilidade era ainda maior por bons e importantes motivos.  Se afastar da sombra do filme criado com maestria por Richard Donner e protagonizado por Christopher Reeve, que apesar de tantas décadas depois ainda é lembrado como o Superman definitivo no imaginário dos amantes de quadrinhos e cinema e de quebra preparar o terreno para a possível “invasão da DC Comics” no cinema para rivalizar com a Marvel Studios que tem conseguido ótimos resultados não só em bilheteria como também na realização de seus recentes filmes para a tela grande. Sucesso esse que deve perdurar ainda por mais alguns anos.

E o principal motivo está no personagem em si. Superman é um personagem tão icônico quanto Batman (que teve uma trilogia no cinema à altura de sua importância) e um filme nesse momento precisaria ser acima da média. Uma produção extremamente caprichada como a realizada para seu parceiro de Gotham, um ótimo roteiro e boas e convincentes atuações. Um fardo pesado principalmente para o até então não tão famoso Henry Cavill, ator que agora enverga o manto do kriptoniano prometendo estabelecer uma nova e vindoura franquia para o personagem na tela grande.  Liderando um bom elenco, Cavill dá conta do recado, mas o filme nem tanto.
Henry Cavill se sai bem como o novo Superman
Com uma ótima primeira meia hora de seqüências bem realizadas tendo Kripton, planeta natal do herói, como cenário, o longa dirigido por Zack Snyder infelizmente descamba para mais do mesmo com cenas de lutas que beiram o exagero já visto em filmes de Roland Emerich (Um Dia Depois do Amanhã) e Michael Bay (Transformers). Talvez na busca para fugir do marasmo que reinou no filme do Synger, Snyder tenha errado a mão nas cenas de batalha e no tom sombrio do longa numa vã esperança de recriar o ambiente gótico de Batman. O problema aí é que Superman e Batman são dois opostos e recriar o filho de Kripton à imagem do Homem-Morcego soa estranho.

Depois de um início promissor explosões, raios e naves intergaláticas tomam conta do filme tornando seu elenco obsoleto. Uma pena ver Amy Adams e Lawrence Fishbourne em atuações aquém de seus talentos e aquém de seus personagens, tão importantes na cronologia do Homem de Aço. Aqui soam como arremedos de coadjuvantes. Kevin Coster é o único que se sobressaí entre eles e tem bons momentos. No resto tudo foi suprimido em detrimento de uma história baseada apenas em (excelentes) efeitos especiais. O que falar de Michael Shannon? Exagerado do início ao fim. Terence Stamp fez melhor décadas atrás. 
Para os amantes dos quadrinhos vale a pena encontrar referências a gibis clássicos do herói de Kripton, como a clássica origem recriada nos anos 80 pelo célebre argumentista e desenhista John Byrne.  No mais o filme, apesar de não superar o clássico de Donner, reinventa o herói, o apresenta para uma nova geração e abre espaço para um possível filme da Liga da Justiça, longa que até agora ainda não saiu do papel mas promete – se realizado – ser um acontecimento na tela grande. Para os fãs resta aguardar.
Homem de Aço estreia nesta sexta no Brasil depois de conquistar uma excelente bilheteria em sua estreia nos Estados Unidos no mês passado e garantir uma sequência antes mesmo de sua estreia.  

0 Comentários:

Top Ad 728x90