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25 de jul de 2013

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CRÍTICA: WOLVERINE IMORTAL


Wolverine retorna em filme empolgante

Por André Moreira

A tarefa não era fácil depois do fiasco que foi X-Men Origens: Wolverine, filme que naufragou em críticas negativas graças a seu roteiro frouxo e que jogava no lixo toda a bem desenvolvida origem do personagem criado nos quadrinhos. Com uma miscelânea de personagens equivocadamente colocados como coadjuvantes, o filme dirigido por Gavin Hood subvertia a origem do herói mutante jogando por terra a possibilidade de um filme memorável para um personagem com bastantes possibilidades.
Mas parece que o diretor do novo filme de Logan, James Mangold (que já havia dirigido Hugh Jackman no fraco Kate e Leopold), fez a lição de casa direitinho. Sua versão cinematográfica para a clássica HQ do personagem, Eu, Wolverine de Chris Claremont e Frank Miller, Wolverine Imortal (The Wolverine) não só faz jus ao personagem como também diverte do início ao fim.
Depois de diversos adiamentos pelos mais diversos motivos que vão do problema nas usinas em Fukushima (que inviabilizou a ida da equipe de filmagem para o Japão temporariamente) passando por uma troca de diretor (Darren Aronofsky de Cisne Negro estava cotado para a direção) e a péssima recepção ao filme anterior já citado, o longa pode enfim ser realizado trazendo em seu roteiro o melhor do personagem e seu universo.
A trama - que começa após os acontecimentos de X-Men: O Confronto Final - leva Wolverine ao Japão, lugar onde ele havia salvado um homem na Segunda Guerra da explosão atômica em Nagasaki. Agora esse mesmo homem, que se tornou um rico magnata dos negócios, convoca Logan para lhe fazer uma oferta: acabar com sua imortalidade e viver como um ser humano normal. Mas durante essa visita Logan se vê envolvido em uma teia de mentiras e traições em um lugar de extrema tradição e códigos de honra. 
Após tantos filmes vivendo o personagem, Hugh Jackman parece estar cada vez mais a vontade como o mutante mais carismático dos X-Men tanto é seu desembaraço ao viver o mutante. Indicado ao Oscar esse ano por Les Miserablés, Jackman mostra na tela que no futuro vai ser difícil passar o bastão do personagem para outro ator.  



A principal virtude de Wolverine Imortal está no aprofundamento do caráter de Logan, coisa que não se via nos X-Filmes anteriores e também por ir além das barreiras criativas impostas pelas histórias em quadrinhos que tanto dificultam a transposição para o cinema. Neste longa você vê um filme com todos os bons elementos de ação, suspense e pitadas de comédia colocadas na hora certa sem desandar a receita. Em especial as cenas de lutas marciais e a que se desenvolvem em cima do trem bala acelerando a 200 quilômetros por hora. De tirar o fôlego. Vale destacar a atuação da atriz Rila Ai Fukushima, que desfila humor graça e destreza nas cenas de ação. A parceira e guarda-costas  perfeito para Wolverine em um filme que vai além de ser um prequel de X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido, próximo aventura da franquia mutante que desembarcar nos cinemas no próximo ano e terá mais uma vez Logan como a principal atração.
No final se confere que Mangold foi a escolha certa para esse retorno de Wolverine e a chance do personagem não naufragar de vez nas telas do cinema.

Uma dica: Opte por assistir o filme na versão 2D. A versão 3D, ruim desde o ínicio da projeção, é absolutamente dispensável.
 

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