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30 de abr de 2014

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ESTREIA DA SEMANA: O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2: A AMEAÇA DE ELECTRO

Filme melhora em relação ao primeiro, mas roteiro não ajuda a construir um filme realmente espetacular

Depois do fraco primeiro longa dirigido por Marc Webb em 2012, o Homem-Aranha ganha uma nova chance no cinemas a partir de amanhã, 01 de maio, quando estreia O Espetacular Homem-Aranha 2: a Ameaça de Electro.
O longa trás mais uma vez Andrew Garfield na pele de Peter Parker/Homem-Aranha, o que provou ser uma aposta acertada desde o início. Garfield representa como ninguém o Peter Parker dos quadrinhos em sua origem, coisa que os fãs mais atentos já perceberam. Basta fuçar a origem do personagem nos quadrinhos para ver a semelhança do Peter Parker construído pelo ator com o Peter do gibi. Apesar de faltar o lado nerd sofredor de buyling dos tempos de colégio, sobra o humor característico do herói. Adoro a franquia de Sam Raimi, mas Tobey Maguire criou seu Parker particular afastando-se do que fora criado por Jack Kirby e Stan Lee lá nos anos 60. Tobey teve seus méritos.Ainda acho que os dois primeiros filmes dirigidos por Raimi são de fato os melhores até agora produzidos nos cinemas para o cabeça de teia e o ator saiu ganhando graças a direção afiada aliada ao ótimo roteiro. Webb faz um segundo filme de sua franquia e tem seus méritos. Primeiro entrega uma filme superior ao longa de estreia. Segundo, se apoia nos quadrinhos para estruturar seu Homem-Aranha, inclusive se arriscando ao reproduzir pontos importantes na história da personagem, passagens significativas da longa cronologia do herói, que na tela grande ganha uma dimensão ainda mais impactante. Referências ao universo do Aranha são os acertos do diretor, pouco afeito a blockbusters. Daí notarmos que no fundo, seu Espetacular Homem-Aranha é acima de tudo uma grande história de amor. Gênero que Webb domina. Basta assistir 500 dias com Ela.

Outra acerto do diretor foi a escolha de Emma Stone para viver Gwen Stacy. A atriz tem talento e faz uma Gwen magnética e carismática. Vale lembrar que a primeira paixão de Peter nos quadrinhos foi Gwen. A ruiva Mary Jane surgiu depois da saída de cena da loura em um desfecho reproduzido nessa sequência, mas isso eu não conto para não estragar a surpresa. Os fãs mais antigos do personagem, claro, já devem imaginar do que estou falando.


O filme é um espetáculo visual e finalmente justifica seu título. Os efeitos especiais dão o tom criando ótimas cenas de lutas e perseguição. Com destaque para o Homem-Aranha balançando em sua teia, o que faz valer  a pena assistir a versão 3D do filme.


O ponto fraco está nos vilões graças a um roteiro que não soube aprofundá-los como fez com os protagonistas. Jamie Foxx mostra um Electro ameaçador mas um motivo forte para justificar seus atos no filme. Paul Giamatti tem seu talento desperdiçado vivendo um desnecessário Rino. Se nos quadrinhos ele é um vilão de terceira categoria, no filme se mostra totalmente descartável. Dane Dehaan criou um Harry Osborn mimado e sem a baixa estima peculiar mostrada nos quadrinhos, crucial para desenvolver o personagem. o que só se agrava com a eliminação da relação conturbada entre pai e filho. A "quase" ausência de Norman no filme e suas diferenças com Harry diminui a importância do Duende Verde no longa e na história do personagem. Ainda fico com a versão do personagem criada por Raimi.
O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro deve agradar os fãs do cabeça de teia, mas ainda não é um filme realmente espetacular.

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