Top Ad 728x90

20 de mai de 2014

,

CRÍTICA: X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

A História em Quadrinhos Dias de Um Futuro Esquecido é sem dúvida um dos grandes clássicos dos X-Men de todos os tempos e que talvez rivalize com outro arco igualmente importante na cronologia dos personagens mutantes, A Saga da Fênix Negra, esse em parte adaptado – destruído – em X-Men – O Confronto Final. 
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (o filme) chega essa semana aos cinemas brasileiros cheio de expectativa e apostas de uma grande bilheteria. E os vários motivos para comoção em torno do novo longa dos mutantes não faltam. O filme marca o retorno de Bryan Singer a cadeira de diretor (ele dirigiu as duas primeiras aventuras e foi o produtor de X-Men: First Class), a união de todo o elenco da franquia e, claro, a adaptação de um clássico amado pelos fãs dos pupilos do Professor Xavier.

Bryan se mostrou um conhecedor dos personagens quando os lançou ao cinema no início dos anos 2000. Depois de dois bons filmes, o diretor se retirou da franquia para reformular um personagem icônico, o Superman, em um filme que infelizmente tem péssimas críticas até hoje. Depois da experiência mal sucedida com o Homem de Aço Bryan fez outros filmes fora do universo fantástico dos quadrinhos até retornar como produtor em First Class. Com o sucesso do filme junto ao público e crítica, Singer fez as pazes com os mutantes e retomou as rédeas da franquia. Com um material forte como Dias de Um Futuro Esquecido nas mãos, meio caminho para a tela grande estava dado.
A HQ de 1980 conta a história de um futuro apocalíptico para os mutantes, com muitos já mortos e tanto outros presos em campos de concentração que lembram os piores momentos da Segunda Grande Guerra. Com a situação nada favorável para a comunidade mutante, cabe aos membros remanescentes dos X-Men (poucos, diga-se de passagem) bolar um plano para mudar toda situação. Em uma última tentativa de virar o jogo, um dos membros do grupo é enviado para o passado a fim de evitar um assassinato que colocaria toda a raça mutante em perigo e geraria toda a onda de violência vista no futuro, com Sentinelas subjugando os “Homo Superior” (como os mutantes também são chamados nos quadrinhos) e boa parte da humanidade. O resto é história. Uma história clássica que inclusive serviu de inspiração para James Cameron produzir o primeiro Exterminador do Futuro poucos anos depois.
No filme que estréia nesta quinta, 22, Singer adapta a trama da HQ para a tela grande a seu bel prazer. As mudanças feitas pelo diretor funcionam em boa parte da projeção, apesar das mudanças profundas feitas por ele, principalmente quando a trama transcorre nos anos 70, onde boa parte do filme é ambientado, o que dá uma interessante dinâmica para os personagens. Aliás, é nesse núcleo que estão os melhores diálogos e situações, com destaque para a Mistica de Jennifer Lawrence, o Magneto de Michael Fassbender, o Professor Xavier de James McAvoy e surpreendentemente, o Mercúrio de Evan Peters. A personagem tem uma das melhores seqüência do longa e lembra muito a do personagem Noturno no início de  X2.

O problema principal de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido é a impressão final de que Bryan Singer usa a trama como desculpa para dar um “reboot” na franquia e “acertar” erros cometidos em Confronto final, filme dirigido por Brett Ratner e mal recebido pela crítica e fãs dos personagens. Essa tentativa gera problemas cronológicos na franquia como um todo e pode confundir os fãs mais atentos.
No saldo final a versão de Singer se sai bem. Não honra a história original como um todo, mas é um filme bem acima da média e deve satisfazer os fãs. 


0 Comentários:

Top Ad 728x90