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15 de mai de 2015

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RESENHA: MAD MAX - ESTRADA DA FÚRIA

A onda de remakes e reboot de Hollywood segue firme para o bem e para o mal. Revisitar clássicos tornou-se procedimento comum nos estúdios, em alguns casos talvez por puro oportunismo, outros por enxergar que determinadas produções, mesmo que tendo sido produzidas há muitas décadas atrás, ainda tenho elementos suficientes para se tirar boas histórias com antigos personagens. É o caso de "Mad Max: Estrada da Fúria".

George Miller, o diretor dos três filmes originais que marcaram uma geração, vislumbrou novos caminhos dentro do universo pós- apocalíptico e colocou o pé na estrada para trazer de volta seu personagem favorito que fez sua estreia no cinema no distante ano de 1979. E o caminho foi longo. 
Entre os anos de 1998, quando teve a idéia do primeiro roteiro ainda pensando em Mel Gibson nessa retomada do personagem, e 2009 , quando o projeto finalmente começou a andar, muita coisa aconteceu. Um delas foi a saída do próprio Mel Gibson do projeto (talvez pelo motivo das polêmicas em que se envolveu nos últimos tempos) e a entrada de Tom Hardy com o anti-herói de um mundo distópico. Uma troca acertada, diga-se de passagem.  Atuações incríveis lideradas por Tom sua companheira de elenco, a sempre bela e talentosa Charlize Theron, elevam o nível do que se vê na tela. Vale destacar o trabalho de Hugh Keays-Byrne como o antagonista Immortan Joe, depois de viver outro vilão do primeiro filme no fim dos anos 70. O resultado ficou acima das expectativas, provando que nem sempre é um péssimo negócio recriar todo o universo de um personagem clássico.
Tenho que admitir que nunca gostei dos filmes originais mesmo os achando bem produzidos com os poucos recursos da época. Nutro uma simpatia pelo terceiro e último capítulo por ter em seu elenco Tina Turner, então no auge de seu sucesso como cantora (sim, sou e sempre serei fã dela). Ela inclusive canta a música tema desse filme que marcou época.
Mas agora a nova geração - e eu - tem a chance de ver um Mad Max revisitado, "aditivado" e em um filme que beira a perfeição. A direção firme de Miller garante sequências de tirar o fôlego mantendo o ritmo frenético do começo ao fim da projeção. Cenas maravilhosamente bem dirigidas e de uma plasticidade "heavy metal" que pouco se vê na tela grande. Uma ópera rock em mil decibéis.
Depois de décadas finalmente me tornei fã de Mad Max. Corra, pegue a estrada da fúria e confira esse que é sem dúvida um dos melhores filmes da temporada 2015.

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