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1 de jun de 2017

 
Não é de hoje que sempre fui fã da Mulher-Maravilha, maior e mais simbólica heroína do mundo dos quadrinhos. Talvez muito pelo seriado com Linda Carter que vi muito na minha infância mas também muito pelos quadrinhos e desenhos dos superamigos que via e consumia" também durante esse período tão bom da minha vida. Mas acho que Diana me pegou mesmo foi durante os anos 80, quando George Pérez, desenhista e roteirista que mais amo no mundo dos quadrinhos (e que ainda sonho em conhecer pessoalmente), a modernizou para uma nova fase pós-Crise nas Infinitas Terras, minissérie que ele ao lado de Marv Wolfman revolucionou todos os personagens da editora DC Comics. Ali aumentava meu fascínio pela personagem e depois de ver seu primeiro e maravilhoso (desculpe o trocadilho) longa para os cinemas que estreia hoje esse amor ficou ainda maior. 
A diretora Pat Jenkins com o auxílio luxuoso de Zack Snyder na produção executiva conseguiram criar um mix do que há de melhor da mais importante personagem feminina dos quadrinhos e entregaram um filme do tamanho que Diana realmente representa não só para esse universo masculino dos gibis como representatividade no mundo aqui de fora. De quebra pude reconhecer vários aspectos adaptados da fase revolucionária de Pérez. Voltei no tempo. Voltei lá para os anos 80 quando eu ainda sequer imaginava que um dia uma das minhas personagens mais amadas chegaria aos cinemas e com um requinte de fazer inveja a muito marmanjo. 

Gal Gadot vestiu a armadura amazona e trouxe a ambiguidade da personagem em seu início no mundo dos homens. Ingênua como uma criança ao tomar contato com o mundo fora da Ilha Paraíso e forte e determinada como uma verdadeira guerreira no momento em que é preciso entrar em ação. Tla qual na fase que mencionei. Gal está para a Mulher-Maravilha como durante as últimas décadas Linda Carter esteve e sempre estará para a amazona. 
Vale destacar mais duas coisas no longa de Pat Jenkins, uma das responsáveis pelo sucesso desse que pode ser considerado um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos tempos. Primeiro as cenas de luta. Perfeitas e muito bem executadas. Outra é a presença de Robin Wright. simplesmente incrivel, magnética e forte em cena. Uma das melhores coisas do longa em meio a tantas outras em um filme que é um acerto absoluto. Sem dúvida é o maior acerto da DC Comics/Warner desde o Batman de Nolan. O longa supera de longe Homem de Aço e Batman vs Superman: a Origem da Justiça. Esse último, aliás, Diana roubou a cena.
Demorou décadas mas Diana teve o filme do tamanho de sua importância.
Estreia nesta quinta-feira, 1 de junho.


Nota 9.6 💪

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