Top Ad 728x90

3 de ago de 2017

, , , , , ,

FILHOS DA PÁTRIA | FERNANDA TORRES E ALEXANDRE NERO PARTICIPAM DE COLETIVA DE IMPRENSA

Série que conta os primórdios da corrupção no Brasil estreou no Globo Play

Fernanda Torres e Alexandre Nero. Os protagonistas da trama. Fotos André Luiz Moreira
Em um clima animado mas inconformado com os rumos do País, elenco, autores e direção da nova série da Rede Globo, Filhos da Pátria, nova produção que entra no ar a partir de hoje no Globo play, plataforma streaming da emissora, foi lançada em uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira. A série que vai retratar com muito humor, mas com uma boa dose de crítica, a origem da corrupção no Brasil e que nem tudo - ou nada - mudou de lá para cá. 
Em um café da manhã ao lado do elenco, a imprensa assistiu o primeiro episódio da série (que terá 12 no total) e pôde conferir o texto afiado de Bruno Mazzeo e seus parceiros no roteiro, assim como o desempenho maravilhoso do elenco liderado por Fernanda Torres, Alexandre Nero e Matheus Nachtergaele, entre outros.


Alexandre Nero falou sobre seu trabalho na produção e fez uma analogia do brasileiro de ontem com os de hoje. Pra ele nada mudou. "O jeitinho brasileiro é quase que uma coisa inocente. No caso dos negros da série é uma forma de sobreviver as sacanagens que os brancos e os portugueses fazem com eles, que tá sendo explorado e tem que sobreviver. Agora essa corrupção não é jeitinho brasileiro. Isso é uma sem-vergonhice do mais alto quilate, isso é coisa de bandido, já tá fora de "jeitinho brasileiro". Disse ele, que faz humor na tv pela primeira vez. "É a primeira vez que faço humor no tv. fiz muito no teatro mas uma ´serie de humor, onde a gente pode colocar uma tinta maior, é a primeira vez". Explicou ele, que acha que o humor é muito sua praia. "Humor é o que faz as pessoas sobreviverem no dia a dia. Então pra mim é muito tranquilo". A parceria com Fernanda Torres foi uma das melhores coisas de "Filhos da Pátria" para Alexandre, que considera a atriz um ícone. "Ela é uma potência de atriz e foi gentil pra caramba. E está sendo".


Alexandre aproveitou para "defender" seu personagem, Geraldo, um funcionário do Paço Imperial na fase pós-independência e que se envolve com a corrupção. "A grande sacada do Bruno (Mazzeo, autor da série) foi ele ter criado um corrupto que não é bandido. A gente sempre imagina o corrupto como um bandido, machista, racista, feio e mal. Gente, isso é muito comum. Esse cara (Geraldo) é um cara bom, um cara íntegro e ele se corrompe. E porque ele se corrompe? Por que é fácil. Por que o dinheiro tá ali na mão. E ele não vai preso porque ele trabalha com gente que tem contatos, na polícia , na política. Vimos isso ontem (sobre o julgamento do processo do Presidente Michel Temer que foi arquivado graças a maioria na câmara), amigos que votaram pra ele não ser investigado. Então assim é muito bom ganhar dinheiro desse forma para esse tipo de gente. Então o grande barato da série é mostrar que qualquer pessoa pode ser corrupta".


Fernanda Torres, parceira de Nero nessa produção que discute com bastante propriedade os meandros da corrupção e de certa forma uma espécie de classe média da época ao qual o casal que formam na trama faz parte, falou de como soube do projeto e o surgimento de sua ambiciosa e cômica Maria Teresa. "Um dia o Bruno me chamou para um café pra conversar sobre projetos futuros, perguntar o que eu tava fazendo e aí ele me mostrou o projeto, explicou o que ele tava fazendo mas nem tinha possibilidade de fazer ainda. Aí eu li e eu falei "aquela Maria Tereza dando sopa ali, se um dia vocês fizerem eu me candidato aí a Maria Tereza". Disse ela, aos risos. "Então quando o Maurício (Farias, diretor da série) entrou, praticamente um parente meu hoje em dia, aí começou e eu entrei" Contou ela.


Sobre o atual cenário da política no País ela se mostrou pouco animada. "Eu já passei por algumas coisas e quando começou essa crise econômica que iria durar um ano e eu olhava e pensava "isso tá com cheiro de 20 anos". Porque eu já vi crises que duraram 20 anos e retomadas que duraram 20 anos. Então eu acho que a gente tá numa crise geral longa, até forças políticas se organizarem". Disse ela, e completou. "Eu sinto que a gente tá à deriva".


O estilo da série, moderna em seu texto, também agradou Fernanda. "Quanto mais normal ela for, quanto mais perto de hoje é melhor. A linguagem da série, embora seja de época, não é formal e nem há porque ser".
Filhos da Pátria já está no Globoplay e tem previsão de estreia na programação da Rede Globo para setembro. Abaixo você confere mais fotos do elenco durante a coletiva de imprensa.

Ricardo Pereira

Fernanda Torres e Maurício Farias

Fernanda Torres e Matheus Nachtergaele

O diretor Maurício Farias, Fernanda Torres, Karine Teles e Matheus Nachtergaele

Matheus Nachtergaele, Alexandre Nero e Letícia Isnard

Flávio Bauraqui e Matheus Nachtergaele

Flávio Bauraqui, Matheus Nachtergaele e Letícia Isnard

Letícia Isnard

Bruno Mazzeo, o autor de Filhos da Pátria

Flávio Bauraqui

Johnny Massaro vive o filho de Fernanda Torres e Alexandre Nero na trama



0 Comentários:

Top Ad 728x90