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17 de jul de 2008

ESPECIAL BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS: OS EQUÍVOCOS DE TIM BURTON E JOEL SCHUMACHER

Por André Moreira

Bem antes de se falar na versão do Batman de Christopher Nolan, o Cavaleiro das Trevas teve versões bem diferentes da que temos hoje. Relembre a visão de Tim Burton e Joel Schumacher para o defensor de Gotham City.

Batman (1989) - Direção de Tim Burton:

Quando se falou de Tim Burton para dirigir o primeiro filme de Batman no cinema, os fãs ficaram de orelhas em pé. Não era para menos, afinal até então o diretor tinha em seu curriculum filmes bizarros como Os Fantasmas se Divertem. A preocupação aumentou ao ser anunciado que o tampinha Michael Keaton vestiria a capa do homem-morcego. O ator havia trabalhado com Burton em os fantasmas... e nada tinha a ver com o perfil físico de Bruce Wayne. Apesar do tom sombrio do longa, marca registrada de Burton em todos os seus filmes, o roteiro não ajudou. O único ponto positivo sem dúvida ficou pela escalação de Jack Nicholson para viver o Coringa. Mesmo equivocado, o filme foi bem nas bilheterias e apontou para o filão dos filmes baseados em quadrinhos que vemos hoje.
Batman Returns (1992) - Direção de Tim Burton:



Nessa sequência Tim Burton aumentou o teor sombrio do filme mas esbarrou em um roteiro sonolento demais. Juntando suas duas versões para o Batman é possível imaginar que talvez Chirstopher Nolan tenha, de certa forma, bebido nessa fonte, dada as devidas proporções. Nolan acertou onde Burton errou.

Tim tentou imprimir nas duas versões um tom mais realista (o que Nolan conseguiu exemplarmente em Batman Begins e Dark Nigth), porém esbarrou na excentricidade ao criar o perfil dos personagens. Vide sua versão do vilão Pinguim (Danny De Vito). Apesar desse exagero, o filme marcou a carreira da atriz Michelle Pffeifer, que se destacou dando vida a sexy Mulher-Gato.

Batman Eternamente (Batman Forever) (1995) - Direção de Joel Schumacher:

Joel Schumacher substituiu Tim Burton na terceira aventura do homem-morcego. Se os fãs haviam torcido o nariz para o que Tim Burton havia criado para o Batman nos filmes anteriores, dessa vez eles viraram o pescoço todo. Schumacher conseguiu reviver o cenário camp da então finada telessérie do morcego, por muitos culpada pela má fama do herói da DC mundo afora. O diretor de Garotos Perdidos (Lost Boys- 1987) criou um ambiente multicolorido como a série, vilões caricatos idem e inseriu Robin, o menino-prodígio (Chris O´Donnell) no universo do cavaleiro das trevas. Não é preciso dizer mais nada. Sendo outro sucesso comercial, mais um vez um vilão roubou a cena, desta vez o Charada de Jim Carrey. E Tommy Lee Jones (Duas-Caras) não precisava desse filme em seu curriculum.
Batman e Robin (1997) - Direção de Joel Schumacher:


Dessa vez foi uma pá-de-cal no homem-morcego. Não satisfeito com o filme anterior, Schumacher aumentou o cenário carnavalesco do longa e vilões idem. Arnold Schwarzenegger mostrou sua veia "cigano Igor" para o filme em uma atuação para lá de sofrível. O mesmo vale para George Clooney. Pelo menos o galã melhorou com o tempo, já que levou o Globo de Ouro e o Oscar de melhor ator coadjuvante por Syriana anos depois.

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