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26 de ago de 2008

DE VOLTA AOS HOLOFOTES E DE CARA LIMPA


Filmes como Homem de Ferro e Tropic Thunder revitalizam a carreira de Robert Downey Jr.

Por André Moreira


Engraçado como a vida do ser humano é feita de altos e baixos. As vezes, acho, mais baixos do que altos. Seja em qualquer situação todo pobre mortal passa por isso. Ou até nem tão pobre assim. É dessa forma a carreira do ator Robert Downey Jr.. Fadada ao fracasso ele a retoma com força total através de filmes Blockbuster que tem dado certo nas bilheterias como Homem de Ferro e a comédia Tropic Thunder (Trovão Tropical na versão em português), que estréia nesta semana no Brasil e tem arrecadado milhões nos Estados Unidos desde a semana passada. Uma carreira curiosa, graças não só ao seu talento, como ao seu notório envolvimento com drogas.

Promessa que parecia vindoura no início dos anos 80, Downey colecionou sucessos com filmes que até hoje representam muito bem a estética daquela época, comédias para adolescentes com pouco ou nenhum cérebro. Destacam-se no seu curriculum De Volta às Aulas (Back To School - 1986), O Rei da Paquera (The Pick-up Artist - 1987), Abaixo de Zero (Less Then Zero - 1987) e O Ano que Mudou Nossas Vidas (1969 - 1988). Esses dois últimos talvez figurem como os melhores em sua carreira.
Apesar de alguns erros no curriculum, Downey sempre se mostrou um ator promissor mas precisava do pulo do gato para abandonar de vez papéis em filmes medíocres. O pulo, ou melhor, o salto com vara veio quando conseguiu o papel de Charles Chaplin. Downey passou a frente de atores de peso como Al Pacino, Robert De Niro e Dustin Hoffman e conquistou o diretor do longa Richard Attenborough. Depois de uma elogiada atuação e uma merecida indicação ao Oscar, o ator não parou mais e atuou em outros filmes de igual expressão como Short Cuts de Robert Altman e Assassinos por Natureza de Oliver Stone.
Mas os problemas com as drogas acabaram por atrapalhar sua carreira. Uma vez no topo sua carreira conheceria de fato a parte nada positiva do estrelato. Três prisões por porte e consumo de drogas levaram o ator a perder papéis, como o que vinha interpretando na extinta série Ally Macbeall e a terminar um casamento. O problema com as drogas e a justiça afetaram até mesmo as filmagens do longa U.S. Marshalls. Ainda cumprindo parte da pena enquanto filmava, o ator era acompanhado diariamente por um oficial de justiça que colhia sua urina para verificar se não estava consumindo drogas. Mesmo em uma situação complicada o ator seguiu até o fim e completou as filmagens.


Depois de idas e vindas, o passo rumo ao topo foi dado recentemente ao interpretar um dos ícones dos quadrinhos, o Homem de Ferro. O ator mostrou que, apesar de seus problemas, seu carisma continuava imbatível e sua interpretação idem. Talvez na ocasião de sua escalação para viver o herói blindado da Marvel Comics muitos tenham questionado se ele seria o ator ideal para protagonizar o longa. O que se viu na tela - e nos cofres da Marvel, produtora do filme - foi a constatação do talento do ator, que conseguiu dar veracidade a um papel que seria uma verdadeira armadilha para muitos atores.


De certa forma voltar em um filme de ação, mais leve e calcado em sua maior parte em efeitos especiais de última geração, tenha ajudado o ator a encarar o ofício como uma diversão. Novamente na crista da onda, sua carreira parece ter retomado o rumo certo, o que atesta também seu hilário papel em Tropic Thunder. Downey divide a tela com Jack Black e Ben Stiller e juntos eles dão o tom certo em todas as cenas. No longa os três vivem atores que participam da filmagem de um filme de guerra a la Rambo quando, de uma hora para outra, são jogados no cenário de uma guerra de verdade.
Depois de viver o inferno das drogas e da prisão, papéis mais leves sem dúvida vem bem a calhar. Rir e fazer rir sempre é um bom negócio.

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