Top Ad 728x90

31 de ago de 2008

TRÊS IRMÃS MARCA RETORNO DE MARCOS PALMEIRA AS NOVELAS

Depois de protagonizar a série Mandrake na tv a cabo, Marcos Palmeira volta as novelas como um médico atormentado em Três Irmãs

Por André Moreira

Depois de viver o protagonista Mandrake na série homônima, Marcos Palmeira retorna as novelas em Três Irmãs de Antonio Calmon depois de um tempo afastado (sua última havia sido Celebridade de 2004). No papel de Bento, um médico ex-surfista, Marcos viverá um romance com Dora (personagem de Claudia Abreu) depois de ir morar na fictícia cidade de Caramirim com os dois filhos Rafinha (Thavyne Ferrari) e Lucas (Matheus Costa) para reestruturar sua vida depois da morte de sua esposa (atriz não escalada). "Tô gostando de fazer o Bento. É um personagem que começa meio deprimido, depois ele vai virar um cara solar. Acho que tudo isso, ess universo do surf, da praia me atrai bastante na novela".Revela ele que teve aulas com o campeão de surf Rico de Souza.

Falante e articulado, Marcos Palmeira estava animado com o novo trabalho e seu retorno as novelas depois de um tempo afastado. Questionado sobre a possibilidade de investir em uma possível carreira no exterior -a exemplo de Rodrigo Santoro - o ator foi categórico. "Não penso muito, mas é lógico que se rolar um trabalho é claro que não dispensaria, seja na europa, Nos Estados Unidos, enfim, mas eu tenho tantos planos como ator, com minha fazenda que me ocupa tanto tempo, que não consigo me imaginar deslocando minha vida toda para fazer um trabalho. Mas isso a gente fala da boca pra fora, né? A gente pensa duas vezes que fica uma coisa compensadora em termos artísticos. Seria interessante universalizar". Explica ele que acha que a televisão oferece esse tipo de possibilidade. "Mas eu acho televisão já dá um pouco disso, a televisão já passa no mundo inteiro, então é interessante você ser conhecido na Irlanda, por exemplo. Claro que não é pelo cinema mas mesmo assim é por uma qualidade que ninguém tem no mundo, não existe teledramaturgia igual a do Brasil". Destaca.
"Não penso muito,

mas é lógico que se rolar um trabalho

é claro que não dispensaria"
Sobre carreira no exterior
Se existe a possibilidade, mesmo que remota, de investir na carreira internacional, ele também pensa da mesma forma quando o assunto é direção. Filho do cineasta Zelito Viana, Marcos Palmeira acha complicado pular para trás das câmeras. "Eu até tenho vontade de dirigir, tô cada vez mais querendo dirigir, acho que tenho uma boa noção de câmera, do set do estúdio. Agora eu acho que é tão difícil. Tem que ter um projeto, tem que batalhar por grana. Vejo o meu Pai pedindo sempre e nunca tendo reconhecimento. Na hora que eu tiver uma história boa na mão eu vou correr atrás e vou dirigir. Tenho vontade de trabalhar com ator, lidar só com ator, acho que entendo esse universo".
A queda de público do cinema brasileiro em 2008 também preocupa o ator, que esteve em longas como Dom com Maria Fernanda Cândido. "Acho que a gente (classe artística) não tem uma política cultural definida. A gente tem dinheiro para fazer o filme mas não tem para construir um sala de cinema, o público não tem dinheiro para pagar aquele filme, você lança um filme brasileiro e lançam 300 estrangeiros. Então é difícil essa concorrência, é muito complicada. Acho que falta uma política cultural definida. Não tem que ter dinheiro só pra fazer, tem que ter dinheiro para lançar, tem que ter dinheiro para manter a sala de exibição que são caras. Acabou os cinemas de rua e agora é só em shopping, muitas cidades não tem mais cinema, as pessoas não tem mais acesso, mas o povo gosta de cinema, o brasileiro é um povo que gosta de ir ao cinema e depois ir a praça conversar. Então isso não tem mais no interior. Mas o cara não tem mais por que ou virou supermercado ou virou igreja universal, tem uma praga violenta por aí".
"Acho que a gente (classe artística)
não tem uma política cultural definida".
Sobre a queda de público no cinema brasileiro

Mesmo desanimado com a política cultural, o ator não deixa os projetos de lado e vai se dividir nos próximos meses entre seu personagem Bento de Três Irmãs e a apresentação do programa Auê na Tv Cultura que fala sobre o universo do índios brasileiros. "Eu tô com um programa bem interessante na Tv Cultura sobre índios que quase ninguém sabe chamado Auê sobre indios do Brasil. São documentários feitos por índios. Vale a pena ver". Diz ele que com esse programa realiza um desejo antigo."Era uma idéia antiga com parceiros antigos quando fui dirigir um documentário com uma equipe e a partir disso falei: Pô, vamô fazer um programa. E aí vendemos a idéia, a Tv Cultura comprou e aí nós montamos a produção lá em São Paulo com a direção da Laine Milan. Então a mesma equipe que fez a expedição do índios tá agora nesse program em São Paulo. Vale a pena dar uma conferida todo domingo às 06 da tarde". Convida.
Dentre tantos personagens que viveu em novelas fica difícil para Marcos destacar algum, mas quando perguntado se Salsa e Merengue de Miguel Falabela foi uma escorregada em sua carreira ele nega e esclarece. "Salsa e Meregue não foi uma escorregada, de forma alguma. Só achei que o Valentim (seu personagem na trama) era uma personagem que prometia uma coisa muito interessante, que era aquela coisa do mulherengo que fugia pela janela, que tava sempre com uma mulher diferente e depois ele foi pro lado do galã romântico e encaretou. Não foi uma escorregada, foi ótimo fazer".

"Mas o Silvio Santos é um pouco assim mesmo,
ele vai, bota, daqui a pouco tira.
Ele faz o que dá vontade nele".
Sobre a reexibição de Pantanal no SBT.

Descoberto no sucesso de Pantanal, novela que hoje é reexibida pelo SBT, Marcos só tem lembranças boas."Agora revendo Pantanal dá uma nostalgia danada, era muito legal. Aquilo ali foi realmente incrível". O ator não foge da polêmica en torno da reexibição da novela que lhe deu fama (reclamasse que Silvio Santos não pagou os devidos direitos conexos aos atores que participaram da trama de Benedito Rui Barbosa). "Acho que aí não houve uma união da classe. Nós não somos uma classe, como diz o Tonico Pereira (ator). Se todo mundo se juntasse era uma coisa, mas ficou todo mundo se resolvendo e depois que tá no ar fica difícil de criar qualquer tipo de de conflito ali. Mas o Silvio Santos é um pouco assim mesmo, ele vai, bota, daqui a pouco tira. Ele faz o que dá vontade nele. Mas eu tô adorando poder ver de novo". Fala o ator que recorda momentos maravilhosos ao lado dos outros atores e produção no Pantanal Matogrossense. "A novela foi mesmo um sonho. Aquele encontro daquela galera toda, a gente acordando cedo pra tomar café naquele mesão todo mundo junto e sair pra gravar sem compromisso, sem muita cobrança. A gente passava o dia inteiro em cima ddo cavalo, tomando banho de rio de roupa. Todo mundo meio que virou o personagem. Aquela novela foi realmente um sonho". Recorda.

0 Comentários:

Top Ad 728x90