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29 de set de 2008

DOSSIÊ 007 – PARTE 5 : A PROVA DE FOGO

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Na quinta parte de nosso especial, 007 volta com mais ação e o embate entre Moore e Connery divide a atenção dos fãs de James Bond


007 – Somente para Seus Olhos ( For Your Eyes Only, 1981)
Após um início de década promissor, a série estava caminhando para um fim nada agradável. O filme anterior “Moonraker” havia ajudado a transformar o agente secreto 007 em um super-herói espacial. Mesmo tendo sido um sucesso de público, o produtor Albert Broccoli sentiu que a franquia precisava retornar às raízes, encontrar-se com o personagem idealizado por Ian Fleming.
O primeiro passo a ser dado foi a escolha de quem iria comandar o novo filme, quem daria o novo tom a ser utilizado na série. Acertadamente decidiram-se por John Glen, um experiente editor de filmes de ação, que havia dirigido magistralmente a seqüência da perseguição de trenós do filme de 1969: “À Serviço Secreto de sua Majestade”. Glen foi o responsável por incutir na série um tom mais ameaçador, com cenas de ação de tirar o fôlego.
O roteiro criado por Richard Maibaum seria uma “colcha de retalhos”, incluindo trechos do livro original: “For Your Eyes Only”, “Risico” e de “Live and Let Die”.
Na história, um navio espião inglês, dotado de um poderoso dispositivo secreto, o A.T.A.C., capaz de orientar o lançamento de mísseis nucleares da frota de submarinos britânicos é misteriosamente atacado e vai parar no fundo do mar Jônico, na costa da Albânia. O governo britânico pede ajuda a um renomado arqueólogo grego no intuito de encontrar o dispositivo antes que ele caia em mãos erradas. Porém, em um ataque terrorista, o arqueólogo é assassinado junto com sua esposa. Sua filha, Melina Havelock (interpretada pela linda modelo francesa Carole Bouquet) decide se vingar dos responsáveis pelo ato sórdido. Seu caminho irá se cruzar com o do agente secreto James Bond que havia sido enviado para resgatar o dispositivo.
O vilão desta vez é inescrupuloso, porém tímido. O contrabandista e traficante de armas e drogas Aris Kristatos (Interpretado por Julian Glover) é o mentor sorrateiro, que se esconde atrás de Locque ( Michael Gothard) e Kriegler (John Wyman), o segundo escalão do crime.
Além do auxílio de Melina, 007 ainda contará com o reforço do contrabandista grego Milos Columbo (vivido por Chaim Topol), desafeto de Kristatos.
A decisão de manter 007 com os “pés no chão”, injetando adrenalina nas cenas de ação e limitando suas conquistas amorosas auxiliaram muito no sucesso da produção.
Roger Moore já com 53 anos de idade, sentia-se um pouco constrangido por conquistar somente com o olhar e poucas insinuações, mulheres trinta anos mais novas. A solução encontrada pelos roteiristas foi trazer soluções cômicas para algumas cenas, como quando a jovem patinadora protegida de Kristatos: Bibi (interpretada por Lynn-Holly Johnson) tenta seduzir o agente, tirando a roupa e deitando-se em sua cama. Um estupefato 007 lhe diz:
-“ Coloque sua roupa que eu te compro um sorvete”.
A condessa Lisl Von Schlaff ( interpretada por Cassandra Harris, esposa na época de um futuro 007: Pierce Brosnan) se renderá aos encantos de Bond, porém terá um destino trágico, será assassinada pelo vilão Locque, a mando de Kristatos.
Uma passagem bizarra, porém curiosa é a presença de Tula Cossey, uma das lindas mulheres de biquíni que, como de costume, enfeitavam a produção. Descobriu-se mais tarde, que na realidade tratava-se de um transexual. Assista o filme e veja se consegue localizá-lo.
O ator Bernard Lee, que interpretava o chefe de 007: M, chegou a ser inserido no roteiro, porém sua morte levou os roteiristas a retirar seu personagem da trama. Logo, 007 receberá sua missão do ministro da Defesa e do chefe do Estado Maior.
Com a clara intenção de trazer de volta os elementos dos filmes antigos, o produtor Albert Broccoli inseriu logo no início do filme uma cena onde James Bond deixa flores no túmulo de sua esposa Teresa, que havia sido assassinada por Blofeld na produção “À Serviço Secreto de sua Majestade”, doze anos antes. Logo em seguida, um Blofeld na cadeira de rodas irá perseguir 007, sendo jogado em seguida de um helicóptero numa chaminé para a morte certa. A seqüência foi a maneira do produtor Broccoli dizer que o sucesso da série não dependia de seu rival Kevin McClory, que após os problemas judiciais ocorridos na produção do filme “Thunderball”, tornou-se proprietário dos direitos de imagem do vilão Ernst Stavro Blofeld e da organização S.P.E.C.T.R.E.
A trilha sonora ficou a cargo do compositor Bill Conti, tendo sua música-tema sido cantada por Sheena Easton. A beleza da cantora encantou Maurice Binder, que a inseriu (pela única vez na história da série) na seqüência de créditos iniciais.
O filme rendeu 195 milhões de dólares no mundo todo e é um dos melhores da série. Méritos para o diretor John Glen que conseguiu trazer um pouco mais de seriedade ao agente interpretado por Roger Moore, fazendo-o realizar cenas brutais, como a do carro do vilão Locque no desfiladeiro, onde um chute certeiro de 007 foi o suficiente para que o automóvel caísse penhasco abaixo.
Moore não queria gravar a cena, porém Glen o persuadiu e com esta coragem ganhou o comando das próximas quatro produções da franquia.
Porém, um “vilão” estava à espreita...

NOTA : 9,5 / 10

Veja o trailer de 007 – Somente para Seus Olhos ( For Your Eyes Only):





007 – Nunca Mais Outra Vez ( Never Say Never Again, 1983)


Era chegado o momento de Roger Moore passar por seu teste de fogo, pois Kevin McClory decidiu refazer a história de “Thunderball” no cinema.
Personagens como Blofeld e a S.P.E.C.T.R.E. voltariam na produção, porém várias marcas registradas da série não poderiam ser utilizadas, como a música-tema do personagem, o “cano da arma” na abertura e o crédito inicial musicado por Maurice Binder. O filme seria um “filho bastardo” não produzido pela EON (empresa de Albert Broccoli), porém um elemento foi responsável por um provável temor dos detentores da série oficial: O retorno às telas de Sean Connery.
Após doze anos, Connery retornaria ao papel que ajudou a criar, esbanjando carisma e com muito mais paixão que em 1971, quando se despedia sem muito entusiasmo em “Diamonds are Forever”.
A trama era basicamente a mesma do filme de 1965: Duas bombas nucleares são seqüestradas pela organização de Blofeld, que ameaça provocar um acidente atômico se não houver o pagamento do resgate.
Para o papel do vilão foi chamado o lendário ator sueco Max Von Sydow, que junto com o diretor Ingmar Bergman participou de clássicos do cinema como: “O Sétimo Selo”.
Interpretando o personagem Maximilliam Largo que antes fora de Adolfo Celi: Klaus Maria Brandauer. Nem de longe sua atuação se compara a de seu antecessor.
No papel da BondGirl Domino, uma estreante Kim Basinger no auge de sua beleza.
Antecipando uma decisão futura, os produtores optaram por um Felix Leiter negro, interpretado por Bernie Casey. No recente “Cassino Royale” o mesmo ocorreu, uma coincidência?
A atriz Barbara Carrera foi indicada ao Globo de Ouro por sua atuação como a vilã fria e calculista Fatima Blush.
Talvez a decisão mais estranha tomada pela produção foi a inclusão de Rowan Atkinson ( O futuro “Mr. Bean”) na trama, como o desastrado agente Nigel Small-Fawcett, um alívio cômico desnecessário.
Complementando a requintada produção,sua trilha sonora foi composta pelo músico francês Michael Legrand. A música-tema cantada por Leni Hall.
A intenção de McClory era bem direta: Produzir um filme muito superior aos que estavam sendo feitos com Roger Moore. As escolhas de elenco comprovam este fato.
O diretor Irvin Kershner ( de “O Império Contra-Ataca” ) conduziu o filme de maneira correta, porém a primeira escolha de McClory havia sido Richard Donner, que declinou da decisão tempos antes do início da produção.
O título do filme nasceu de uma brincadeira que a esposa de Connery lhe fez, quando o mesmo aceitou interpretar James Bond pela sétima vez. Ela lhe disse:
-“ Jamais diga nunca novamente” (Never say Never Again).
McClory não pretendia iniciar uma franquia, prova disso foi o final utilizado na produção, onde 007 intenciona se aposentar do serviço secreto e ficar ao lado de seu novo amor.
Guardadas as devidas proporções, “Nunca Mais Outra Vez” é um bom filme de ação e torna-se memorável devido a elogiada atuação de um fleumático Sean Connery. Elogios estes que deixaram Roger Moore enciumado, pois em uma entrevista da época, Moore ( que estava filmando “Octopussy”) chegou a dizer: “Não acho que Connery devesse ter feito esse filme. O resultado é pouco mais que desconcertante.”
O fato é que Connery realizou um milagre, tornou interessante um filme de Bond, sem os tradicionais e icônicos elementos que fizeram de 007 um fenômeno cinematográfico.

NOTA : 8,5 / 10



Veja o trailer 007 – Nunca Mais Outra Vez ( Never Say Never Again)





007 Contra Octopussy ( Octopussy, 1983)



Os produtores Albert Broccoli e Michael G. Wilson sentiram o impacto do retorno de Sean Connery e viram que não poderiam se acomodar, correndo para finalizar “Octopussy” e fazê-lo o melhor que podiam.
O orçamento destinado à produção do filme foi de aproximadamente 110 milhões de dólares e isso fica evidenciado em cada frame da mega-produção.
O roteiro foi retirado de um conto homônimo de Ian Fleming lançado em 1966 e a direção ficou a cargo novamente do talentoso John Glen.



Os produtores da série não economizavam em locações e detalhes de produção. Para cada seqüência de ação, cercavam-se do trabalho de profissionais especialistas em cada cena.
Contrastando com o tom sério do filme anterior da franquia oficial, “Octopussy” desfila cor e vibração, o exotismo das locações na Índia em muito cooperaram com o clima da aventura.
Na aventura, 007 persegue um exilado príncipe afegão: Kamal Khan (vivido elegantemente por Louis Jordan) e sua associada, a enigmática contrabandista de jóias Octopussy ( Maud Adams em seu segundo papel na franquia).
Quando um inestimável ovo de Fabergé é entregue na residência do embaixador da Grã-Bretanha, pelas mãos moribundas de um agente secreto disfarçado de palhaço é dado início a uma intrincada conexão que envolve roubo de jóias, circo e um paranóico general da União Soviética. Tudo apenas um pretexto para uma série de seqüências de ação impactantes.
Roger Moore iria se aposentar do papel após “For Your Eyes Only”, levando os produtores a procurarem um novo ator. Dentre os que fizeram testes para o papel estavam James Brolin e Timothy Dalton, porém ao saber que Connery iria participar do projeto “Never Say Never Again”, o orgulho de Moore falou mais alto e ele aceitou dar continuidade à série.
Para o papel de M, que retornaria à produção, foi escolhido o ator Robert Brown.
Na história, 007 receberá a ajuda de um indiano chamado Vijay. Quem o interpretou foi um tenista profissional chamado Vijay Amritraj, que no filme terá a chance de usar a raquete do esporte como arma.
O personagem Q (Desmond Llewelyn) também viria a ter uma maior participação nesta produção, entregando a Bond sua gadget mais espirituosa: Um minissubmarino em forma de jacaré que entrou para a galeria das mais famosas bugigangas já criadas para o agente.
Os capangas de Kamal Khan roubam a cena do vilão, são eles: Os gêmeos atiradores de facas(David e Anthony Meyer) e Gobinda(vivido por Kabir Bedi), o mudo (já tradição na série, desde Oddjob em”Goldfinger”) fiel ajudante do príncipe.
Dentre as cenas de ação, vale salientar a longa batalha no trem,onde Bond enfrenta os irmãos gêmeos atiradores de facas, muito bem editada por Bob Simmons.
A trilha sonora foi composta por um inspirado John Barry. A canção “All Time High”, cantada por Rita Coolidge ficou entre as 40 mais tocadas nas paradas norte-americanas. Foi a segunda vez que a canção principal não foi tirada do tema do filme, sendo a primeira delas “Nobody does it Better”, do filme “The Spy who Loved Me”.
O título da canção é inspirado na própria linha de conduta de James Bond: Faça sempre o melhor.
A seqüência final do filme, onde 007 se disfarça de palhaço para entrar no circo de Octopussy e desbaratar a ação criminosa foi duramente criticada na época, assim como a fuga na selva ao som do famoso grito de Tarzan, aliado ao fato de Moore aparentar a idade avançada. Os fãs não prestaram atenção aos críticos e compareceram em massa na estréia.
O filme rendeu mais que “For Your Eyes Only” e “Never Say Never Again”, portanto, na batalha dos lucros, Roger Moore saiu vitorioso de sua prova de fogo.
“Entre mortos e feridos”, no ano de 1983 quem saiu ganhando foi o público, que teve à sua disposição dois atores formidáveis dando tudo de si em filmes muito bons.

NOTA : 9,0 / 10


Veja um trecho de 007 Contra Octopussy ( Octopussy)



Perdeu o início do nosso especial sobre 007? Então clique aqui para ler a primeira parte, aqui para ler a segunda, aqui para ler a terceira e aqui para ler a quarta. Divirta-se.

27 de set de 2008

MORRE O ETERNO BUTCH CASSIDY

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Eternizado por seu papel em Butch Cassidy and The Sundance Kid, Paul Newman morre aos 83 anos



Aos 83 anos de idade, o astro Paul Newman se despede de seus fãs da mesma maneira com que viveu seu tempo na Terra: Com classe e dignidade.
Após muitos anos dedicados ao vício do cigarro, o seu pulmão não resistiu e um câncer diagnosticado a menos de três meses afastou das telas grandes um dos mais icônicos personagens da sétima arte.
Nascido em 26 de Janeiro de 1925, em Ohio nos Estados Unidos, Paul Leonard Newman ingressou muito cedo na renomada escola de artes dramáticas: Actor´s Studio, dirigida por Lee Strasberg.
Seu primeiro papel no cinema foi em 1954 no filme bíblico “Cálice Sagrado”, mesmo sendo coadjuvante, foi extremamente crítico quanto a sua performance, a qual considerou abaixo da média. Tempos depois chegou a publicar um anúncio de página inteira no jornal pedindo desculpas ao público por sua interpretação. Com esta atitude, denota-se que desde cedo demonstrava um forte alicerce moral e senso de humildade.
O ator obteve mais reconhecimento nos filmes seguintes: “Marcado pela Sarjeta” (1956), “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), ao lado de uma belíssima Elizabeth Taylor e “O Mercador de Almas” (1958), acompanhado por astros do porte de Orson Welles, com o qual ganhou o prêmio de melhor ator no festival de Cannes.
Tendo seu rosto já sendo facilmente reconhecido, Newman passeia pelos anos 60 colecionando ótimos papéis em filmes memoráveis. Junto com o diretor Robert Rossen, trouxe glamour e estilo ao jogo de bilhar com o filme “Desafio a Corrupção” de 1961 e trabalhou sob o comando do genial Alfred Hitchcock no filme “Cortina Rasgada” de 1966.
Porém seu primeiro mega-sucesso veio no fim da década com o hoje clássico “Butch Cassidy” (1969). Sua parceria com o astro Robert Redford neste faroeste inovador trouxe-lhe fama internacional.
A seqüência onde Newman e a estrela do filme: Katharine Ross passeiam de bicicleta ao som da linda melodia de “Raindrop´s keep fallin´on my head” composta por Burt Bacharach entrou para a história do cinema.
O sucesso da dupla Newman / Redford foi tão grande que os dois estrelaram outro grande sucesso, sob a batuta do mesmo diretor: George Roy Hill. A produção intitulada “Golpe de Mestre” foi lançada em 1973 e arrebatou vários prêmios, incluindo o cobiçado Oscar de melhor filme. No ano seguinte participaria de um grande sucesso de público: “O Inferno na Torre”.
A década de 80 foi uma época redentora para o astro, que lhe rendeu seu primeiro Oscar de melhor ator em 1986 com o filme de Martin Scorsese: “A Cor do Dinheiro”, onde reprisava o personagem que havia interpretado na produção de 1961: “Desafio à corrupção”, o jogador de bilhar Eddie Felson.
Além da arte da atuação, sua maior paixão era o automobilismo. Newman chegou a ficar em segundo lugar na disputada corrida de 24 horas de Le Mans. O astro também se envolveu com a Fórmula Indy, tornando-se sócio proprietário da equipe Newman-Haas Racing.
Com extrema dedicação conseguiu aos 70 anos ser o mais velho piloto a vencer as 24 horas de Daytona, em 1995.
Sua bravura manteve-se presente até seus últimos minutos.
Paul Newman após submeter-se a várias sessões de quimioterapia e ter sido informado pelos médicos de que teria pouco tempo de vida, pediu que fosse levado para casa em Connecticut, Ohio.
Junto a seus familiares e amigos, o eterno “Butch Cassidy” nos deixa hoje um legado de 54 anos bem vividos no cinema, personagens eternos em nossas memórias. Porém acima de tudo, Newman nos deixa sua dignidade, seu caráter impresso em cada interpretação. Que os que vierem aprendam, pois astros deste “quilate” não nascem todo dia.


DIRETOR BRASILEIRO VICENTE AMORIM E VIGGO MORTENSEN JUNTOS EM NOVO LONGA

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Por André Moreira

Mais conhecido pelo grande público por seu Aragorn da trilogia de O Senhor dos Anéis, o ator Viggo Mortensen vai estar presente no encerramento do Festival do Rio apresentando seu mais novo longa Um Homem Bom, do diretor brasileiro Vicente Amorim. O filme conta a história de um professor que se vê envolvido em meio ao regime nazista de Adolf Hitler. O longa de Vicente Amorim foi todo rodado na Hungria e arrancou diversos elogios no último Festival de Toronto. O próximo longa de Vicente, previsto para começar a ser rodado no ano que vem, será a adaptação do livro de Fernando Moraes, "Corações Sujos".
Abaixo você confere algumas fotos de divulgação de Um Homem Bom:

NUMA GUERRA DE CLICHÊS

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Depois de fazer uma boa estréia com Sexo, Amor e Traição, o diretor Jorge Fernando falha em repetir a mesma fórmula em seu novo filme A Guerra dos Rocha


Está certo que como diretor de novelas Jorge Fernando coleciona sucessos indiscutíveis como a antológica Guerra dos Sexos e a vitoriosa Alma Gêmea. Ambas novelas são uma marco em termos de audiência em suas respectivas épocas e ratificam todo o estilo do diretor/ator. O que de fato pode ser visto no seu mais recente longa, Guerra dos Rochas, que fez sua estréia dentro do Festival do Rio essa semana. E aí é que está o problema. Jorge Fernando sempre gostou de trabalhar em comédias no estilo Vaudeville, onde a dinâmica dentro de cena são encontros dentro de equívocos e não aprofundam o perfil de cada personagem. Talvez se o diretor seguisse o estilo comédia de costumes - que fez o Vaudeville perder a força nos últimos tempos - seu longa achasse um caminho, digamos, mais certeiro para tirar risos do grande público.


O enredo não ajuda, a história de Maria Carmen Barbosa - autora de novelas e teatro e eterna parceira de Miguel Falabella - é por demais rasa e óbvia, onde todos os acontecimentos são previsíveis. E o elemento do homem vestido de mulher (personagem de Ary Fontoura) é um dos clichês mais batidos do cinema. O diretor já experimentou esse tipo de corre-corre cinematográfico em seu longa anterior, Sexo, Amor e Traição, mas nesse ele ainda conseguiu mirar e acertar em alguma coisa e prender o público com as reviravoltas da trama. Do elenco só Ary Fontoura, Nicete Bruno e Diogo Vilella salvam a pátria.


A Guerra dos Rocha conta a história sobre a simpática e desastrada velhinha Dina Rocha e seus três filhos adultos - Marcos Vinicius, César e Marcelo – que vivem em pé de guerra sobre quem deve ficar com a mãe. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e quando os filhos percebem a ausência da mãe, parece que já é tarde demais. No IML, os filhos recebem a trágica notícia de que dera a entrada uma velhinha atropelada por um ônibus cuja descrição é igual a de sua mãe. Enquanto os irmãos preparam o velório, eles mal poderiam imaginar que na verdade a mãe fora seqüestrada por dois desastrados e divertidos ladrões na casa ao lado junto com sua amiga Nonô...
Uma boa idéia que infelizmente ficou no meio do caminho, mas que como um filme despretencioso, deve agradar aqueles que gostam do estilo sessão da tarde.

Nota: 6,5/10

Veja o trailer:


25 de set de 2008

A FINA BOSSA DE TAKAI

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Leve e delicada. Ao criar um trabalho primoroso em cima do repertório de Nara Leão, o Cd Onde Brilhem os Olhos Seus, Fernanda Takai se confunde com a saudosa diva da Bossa Nova e sua obra irretocável. Em paralelo com sua banda mineira Pato Fu, a cantora de contornos e voz suaves tal qual Nara, mostra ao Brasil toda sua bossa pop.


Vertigo Pop - Bem Fernanda, primeiro eu queria saber como foi a escolha do repertório para a produção do seu primeiro CD solo (Onde Brilhem Os Olhos Seus) e como foi a busca pela sonoridade adequada sem descaracterizar o trabalho criado pela Nara Leão.

Fernanda Takai – a seleção de repertório foi feita por e-mail entre eu e o Nelson (Motta), fazendo as nossas listas de músicas, quais a gente queria, quais as que eu me identificava mesmo com elas. E era fundamental não colocar só a Nara Bossa Nova, que foi a Nara que ficou mais conhecida, era pra mostrar a Nara de todos os universos que ela cantou. Era muito difícil porque são mais de 20 discos e um repertório impecável de cada um deles. Então pra pegar o que era a melhor música do Chico Buarque, dos novos compositores nordestinos que ela lançou ou dos compositores de morro, era sempre difícil. Mas a gente foi escolhendo as músicas que de cara estavam na minha lista e na dele e então a gente foi gravando. A música “Diz Que Fui Por Aí” (primeira música de trabalho) era uma música que era óbvia que a gente tinha que colocar, porque foi uma música que deu justamente essa virada dela, de ter gravado o primeiro disco onde todo mundo achou que ela ia gravar só Bossa Nova e ela gravou Zé Ketti, gravou Nelson Cavaquinho. Ela foi uma cantora muito inteligente ao longo da vida dela, ela sempre apresentou novos autores e nunca ia pra onde as pessoas pensavam que ela fosse. Sempre dava uma guinada. Foi a primeira voz consagrada da MPB que gravou Roberto e Erasmo. E era essa a idéia. A gente lembrar da Nara como uma grande intérprete. E o jeito que a gente foi construindo os arranjos foi muito fiel até a minha própria escola no Pato Fu, porque a nossa escola é o Pop Rock.
O que eu queria fazer era mudar a estética sonora das canções, respeitando as composições. Mexemos na estrutura das músicas e tudo ficou suave, muito delicado, que é uma coisa que a Nara sempre fez. Por mais que ela gravasse coisas diferentes também, o próprio jeito dela cantar já remete a isso. E eu cantei exatamente do jeito que canto nos discos do Pato Fu.
É um disco que não rompe com a minha trajetória de cantora de uma banda pop rock. Só acentua um pouco mais a delicadeza, a suavidade que tem nesses meus 9 discos com a Banda (o Pato Fu tem 15 anos de carreira).

VP – E nessa busca pelo repertório, o que mais te surpreendeu dentro da trajetória da Nara?

FT Eu conhecia a Nara até bem porque antes do Nelson me convidar eu já tinha discos dela, já tinha lido a biografia do Sérgio (Cabral – o pai, não o governador) há muito tempo, logo quando saiu. Eu e o Nelson não nos conhecíamos, eu conhecia o trabalho dele e ele o meu, mas nunca tínhamos nos encontrado e ele de longe achava que eu tinha alguma coisa a ver com a Nara. E quando ele me chamou eu já sabia um pouco da história dela.
Quando eu fui fazendo o disco e me aproximando dos amigos da Nara, o Menescal inclusive toca no disco, a filha da Nara, Isabel, teve em Belo Horizonte comigo, ouviu as coisas antes de o disco sair e outros amigos contando coisas dela, eu me surpreendi em saber que ela, além de uma grande artista, era uma pessoa muito correta, digna. E é difícil você numa carreira artística longa, apesar de ela ter morrido muito jovem ela começou também muito jovem, passar por essa vida sem deixar inimigos e a Nara sempre foi cuidadosa, ela nunca deixava as coisas sem ser conversadas, era uma pessoa muito doce, uma artista muito correta, inteligente que gostava de discutir todos os passos da carreira dela.
Eu fico feliz de ter feito um disco dedicado a uma pessoa assim, porque além da música era um ser humano da melhor qualidade. Muitos dos ídolos são gênios, deixam ótimas discografias, mas tem uma vida caótica e esquisita. E ela não. Sempre foi uma pessoa serena. Até com a doença dela ela trabalhou até o fim, até quando foi possível, ela mesma se impulsionava pra frente, pra produzir, pra gravar discos novos.

VP - A participação do Nelson Motta ficou limitada a escolha do repertório?

FT Ele fez a direção artística, quer dizer, a grande idéia que veio dele foi o motor dessa história toda. A produção musical mesmo foi feita pelo John (Ulhoa – Marido e parceiro no Pato Fu).
A direção artística é essa mesmo. De dar o norte de tudo que a gente fazia. Por exemplo, a gente ia mandando pra ele por MP3 porque eu moro em BH e ele aqui no Rio (essa entrevista foi feita na ocasião da participação da cantora no Forum Fnac Barra no Rio de Janeiro) e ele fazia as considerações, falava se tava muito acelerado, se eu devia abrir voz aqui ou ali. Então ele fazia o ajuste fino da produção. Ele é muito sensível, muito bem humorado e eu também sou. É tão bom trabalhar com gente descomplicada e ele é super descomplicado.
Isso só pôde acontecer a distância e na época nós não tínhamos gravadora, patrocínio, lei de incentivo, não tínhamos nada. A gente fez sozinhos, bancando do próprio bolso, depois é que o disco virou um grande sucesso e eu não dava conta de vender disco (risos).

VP - E você acabou fazendo um desfile do Ronaldo Fraga em cima do repertório da Nara...

FT É. O Ronaldo é meu grande amigo, já fiz outras trilhas pra ele. Eu tava fazendo esse disco em segredo e aí um dia fui jantar na casa dele e mostrei pra ele. Já tinha todo mundo bebido vinho na festa (ela ri nesse momento) e ele falou: “Gente, tá lindo, maravilhoso”. E aí ele tinha um desfile sobre a Nara programado para 2009, que é o aniversário de 20 anos da morte dela. Então ele antecipou esse desfile para o ano passado, quando eu cantei ao vivo lá. A repercussão foi enorme, foi muito bacana e até ajudou mesmo na história do disco. Foi uma coisa meio sem querer, não foi programado como o disco também não foi.

VP – E como tem sido a receptividade do público a esse trabalho? Parece que tem sido boa...

FT Tem. Tanto do público que me conhecia do Pato Fu, quanto o público que já tinha ouvido falar de mim, mas nunca tinha ouvido um disco meu. Todo mundo pensa que já sabe quem eu sou até o momento que você faça uma coisa com um repertório. Eu transitava no universo pop rock com o Pato Fu, claro que nesse universo todo mundo me conhece, toda a crítica me conhece. Mas lançando esse disco com repertório de MPB, mesmo que seja um disco pop, com arranjos modernos e tudo mais, isso abre uma possibilidade. Então gente que nunca escreveu sobre mim começou a escrever, pessoas que nunca compraram o disco compraram e gente que nunca tinha me assistido ao vivo tem ido assistir. Isso depois desse tempo todo de carreira, quer dizer, abre uma etapa nova de trabalho.

VP – De repente conquista novos fãs...

FT Sim. Espero que as pessoas que me conheceram agora fiquem curiosas em saber quais são as minhas músicas, as coisas que eu escrevo no Pato Fu. Fico feliz em saber que os fãs da Nara também começam a me ouvir por curiosidade, pra saber quem é essa pessoa que fez um disco dedicado a um artista de que gostam. Acho que a maioria gostou, não tive nenhuma crítica negativa.

VT - Esse foi seu único vôo solo ou pretende fazer outros mais autorais?

FT Eu não sei. As músicas que eu faço eu quero gravar no Pato Fu. Acho que geralmente quando um vocalista começa a gravar um disco solo autoral é porque não tá encontrando espaço na sua banda. Por enquanto eu tenho esse espaço no Pato Fu. Não sei o que vou fazer ou se vou fazer. Sei que o próximo passo vai ser o registro dessa turnê em DVD com o repertório do disco com algumas outras coisas.

VT – E como tá o Pato Fu?

FT a gente tá fazendo as duas coisas, acabei de voltar do Japão, fiz três shows do Pato Fu e um meu. Se você for olhar a nossa agenda tem show do Pato Fu, show meu. Nós estamos fazendo as duas coisas ao mesmo tempo.



Agradecimentos: Fnac Barra

22 de set de 2008

DOSSIÊ 007 – PARTE 4 : O REINADO DE MOORE

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Com Christopher Lee, anões e gigantes, batalhas no espaço, carros submarinos e até o Rio de Janeiro como cenário, Roger Moore consolida sua imagem de James Bond. É a quarta parte de nosso especial sobre 007.


007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (The Man with the Golden Gun, 1974)

Na tentativa de consolidar o nome de Roger Moore no subconsciente dos fãs da série, os produtores Albert Broccoli e Harry Saltzman decidiram realizar o próximo filme com pouca verba ( sete milhões de dólares) e em tempo reduzido. Apenas cinco meses após o final das filmagens do projeto anterior : “Live and Let Die”, a equipe já estava se preparando para dar continuidade a série.
Como base para a história, foi escolhido o último livro de Ian Fleming, publicado em 1965 : “The Man with the Golden Gun”.
Na história, uma bala dourada com a inscrição 007 chega à sede do Serviço Secreto Britânico. As suspeitas recaem sobre o assassino profissional Francisco Scaramanga. Conhecido por utilizar-se de uma pistola dourada para completar seus serviços e por uma bizarra anomalia : Um terceiro mamilo, o que em algumas culturas é considerado um sinal de virilidade.
Com a ajuda da agente Mary Goodnight, 007 tenta impedir que um aparelho que converte energia solar em eletricidade, o Solex, seja utilizado por mãos erradas.
Para interpretar o assassino Scaramanga, foi chamado o eterno “Drácula” dos Estúdios Hammer: Christopher Lee. O ator também era primo do escritor Ian Fleming.
No papel do fiel ajudante anão Nick Nack foi escolhido o ator Hervé Villechaize. A química entre os dois foi tão acertada, que inspirou a criação da tele-série “Ilha da Fantasia” (Fantasy Island,1978), onde Hervé contracenava com Ricardo Montalban.
Interpretando a namorada submissa do vilão, Andrea Anders, uma atriz que detém um recorde invejável, pois foi a única a representar dois papéis principais diferentes dentro da série. A sueca Maud Adams viria a atuar também como a personagem título no filme “Octopussy (1983)”.
Porém a Bondgirl nesta nona incursão de 007 no cinema ficou marcada como a mais atrapalhada de todas. A também sueca Britt Ekland (que estava grávida durante as gravações) interpreta a espivitada agente de contato do Serviço Secreto Britânico no Extremo Oriente que é apaixonada por James Bond e fará de tudo para levá-lo para a cama.
A produção de 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro detém poucas cenas grandiosas, havendo sido feito “a toque de caixa” pelos produtores, porém a direção inspirada do veterano Guy Hamilton (de “Goldfinger”) e talvez, os melhores diálogos de toda a série, fazem com que o filme mereça ser lembrado.
Dentre os diálogos mais interessantes, encontra-se o que ocorre entre Bond e Andrea Anders, logo após o agente a surpreender no banho. Querendo saber como ele reconhecerá o vilão numa boate :
“- Alto, magro e moreno” – Descreve Andrea.
“- Minha tia também. Alguma coisa diferente?”
A cena mais lembrada pelos fãs é o espetacular salto de 360 graus feito por um carro sobre uma ponte semidestruída. Para que a “acrobacia” fosse realizada com perfeição e segurança, estudos foram feitos em computador.
O filme é notável no que tange seu vilão: Francisco Scaramanga é a perfeita antítese do herói James Bond. O assassino só aceita trabalhar para quem lhe pague um milhão de dólares por seus crimes e respeita o agente 007. O duelo final é memorável e um ponto alto da produção.
A parte musical ficou a cargo de John Barry mais uma vez, após ter estado ausente na produção anterior, sendo que a música-tema foi interpretada pela cantora escocesa Lulu, advinda de seu sucesso popular com o filme: “Ao mestre, com Carinho” (To sir, with Love,1967).
Nos Estados Unidos, o filme arrecadou 21 milhões de dólares e no resto do mundo, 76,6 milhões. Muito pouco para um filme de 007, porém uma quantia considerável levando-se em consideração que a produção gastou muito pouco também em sua realização.
É interessante notar que o corte nas despesas foi tanto, que o gigantesco cenário do complexo solar na ilha do vilão era operado por apenas um extra!
O filme serviu ao seu propósito principal: Firmar Roger Moore como o novo 007 na mente do público, dando continuidade ao personagem.

NOTA : 8,0 / 10


Trailer 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro:



007 – O Espião que me Amava ( The Spy who Loved Me, 1977)



Antes do início da produção do décimo filme do agente 007, uma ruptura chamou a atenção da mídia e adiou a preparação das filmagens: O produtor Harry Saltzman, passando por uma grave crise financeira, viu-se forçado a vender a sua parte da franquia para o estúdio United Artists. Albert Broccoli iria carregar sozinho e “nas costas” este e os futuros projetos.
Com o atraso na produção, o diretor Guy Hamilton é forçado a deixar o cargo para Lewis Gilbert (de “ Com 007, Só se Vive Duas Vezes”,1967).
Broccoli sabia que precisaria de um esforço extra para que este décimo filme fosse tão bom quanto os fãs mereciam e esperavam que fosse, para tanto escolheu uma extraordinária seqüência pré-títulos. Nela, o agente 007 saltaria de um precipício, após descer esquiando um desfiladeiro de neve e alguns segundos depois abriria seu pára-quedas com a bandeira da Inglaterra. A cena realizada pelo dublê Rick Sylvester entrou para a história da série.
O roteiro do filme, escrito por Richard Maibaum, era no mínimo interessante: Um megalomaníaco intelectual chamado Carl Stromberg (vivido pelo alemão Curt Jurgens) pretende destruir o mundo e criar uma nova sociedade, sob as águas do mar. Para conquistar seu intento, utiliza-se da força bruta de seu auxiliar Jaws ( no Brasil, ficou conhecido como “Dentes de Aço”) que consegue eliminar com vorazes mordidas qualquer um que cruzar seu caminho. Para o papel do famoso e mudo personagem, foi chamado o ator Richard Kiel, que com seus quase dois metros e vinte de altura dá vida ao indestrutível capanga. Seu sucesso foi tão grande, que o estúdio foi obrigado a tê-lo de volta no filme posterior da série : “Moonraker”.





Pela primeira vez na franquia, James Bond iria ser acompanhado de uma Bondgirl tão inteligente quanto ele, no caso a agente secreta da KGB Anya Amasova, também conhecida como Triplo-X. Interpretando-a a bela atriz nova-iorquina Barbara Bach, que foi escolhida por Albert Broccoli ao fazer um teste, nua, para um filme italiano.
Triplo-X sabe que James Bond foi o responsável pela morte de seu namorado, jurando assim vingar-se de 007 ao final da missão. O “duelo psicológico” entre os dois agentes mostra-se uma bem-vinda novidade no caminho da série.
Albert Broccoli sente que a hora era propícia e decide criar um dos maiores estúdios do cinema para dar vazão a criatividade de seus técnicos : O estúdio 007.
Com a ajuda do magistral designer Ken Adam foi criado o gigantesco cenário onde ocorre o clímax do filme, o petroleiro do vilão Stromberg. Feito que concedeu a Adam o Oscar de melhor direção de arte / cenário.
“007 – O Espião que me Amava” inovou também com uma ótima gadget, a Wet Bike, um projeto do que viria a ser o atual Jet Ski. O aparato foi usado pelo agente para atravessar o mar e chegar ao quartel-general marítimo de Stromberg.
Outro fato curioso foi a escolha do ator para interpretar num breve momento o namorado de Anya Amasova, que viria a ser assassinado por Bond. Michael Billington era extremamente parecido com o ator George Lazenby, quase um sósia. Seria isto uma forma divertida que Broccoli achou para “exorcizar” de vez a presença de Lazenby na franquia?
Como se já não fosse suficiente, o filme contém uma cena histórica e eterna no “cânone” da série: O mergulho submarino do carro Lótus Esprit. Após uma perseguição dramática envolvendo motocicletas e helicópteros, o agente 007 não vê saída a não ser levar seu carro para o fundo do mar, no que para surpresa de seus inimigos, o superesportivo Lótus se transforma em um submarino. É de se imaginar o impacto que esta cena teve na época.
Celebrando o décimo filme da lucrativa franquia, foi determinado que era preciso uma canção que falasse, não dos vilões, mas sim do próprio agente. Marvin Hamlish, compositor deste projeto, criou então a canção “Nobody Does it Better”( Ninguém faz melhor), interpretada com emoção por Carly Simon. A música ganhou prêmios da academia e consolidou-se como uma das melhores e mais belas composições dos filmes de 007.
Nem mesmo a direção canhestra de Lewis Gilbert conseguiu prejudicar esta notável produção.
O filme custou treze milhões de dólares e lucrou quase quinze vezes mais no mundo todo. Um sucesso acachapante.
O ápice do reinado de Roger Moore e sem dúvida, uma das melhores incursões da série.

NOTA : 10 / 10

Trailer 007 – O Espião que me Amava:



007 Contra o Foguete da Morte ( Moonraker, 1979)



Em 1977 estréia nos cinemas a obra de um jovem diretor chamado George Lucas, uma saga espacial inovadora chamada “Star Wars”. O modesto filme lucrou mais de quarenta e cinco vezes o valor investido. O mundo do cinema nunca mais seria o mesmo!
Os olhos de todo o público cinéfilo agora visavam o espaço, ansiavam por novas batalhas cósmicas e efeitos especiais. Como 007 iria encarar isto?
A solução proposta pelo produtor Albert Broccoli era simples, levar o agente James Bond ao espaço sideral. A intenção era nobre, mas provou-se um fracasso de crítica.
Em “007 Contra o Foguete da Morte”, o agente é encarregado de investigar o misterioso sumiço do Moonraker, uma moderna nave espacial capaz de entrar em órbita e retornar à Terra como um avião. O principal suspeito do crime é Hugo Drax ( vivido por Michael Lonsdale) o dono da empresa que construiu a nave. Seu intuito sórdido remete ao de seu antecessor Carl Stromberg, que no filme anterior queria criar uma sociedade submarina. Drax pretende destruir o planeta e criar uma nova raça perfeita no espaço. Seu comparsa Chang (vivido por Toshiro Suga) é apenas mais uma variação do capanga idealizado desde 1964 com Oddjob (em “Goldfinger”).
A Texana Lois Chiles interpreta a Bondgirl Holly Goodhead, uma agente da CIA infiltrada nas empresas do vilão. Junto com a personagem do filme anterior, a agente Triplo-X, Goodhead personifica uma tendência iniciada na metade dos anos 70, que iria se afirmar ao longo da série, Bondgirls independentes e profissionais.
O filme é célebre por marcar a última participação do ator Bernard Lee como o chefe do agente 007, conhecido como M. O ator havia estado presente em todos os filmes da série, desde “Dr. No” de 1962. Com relação ao fato de poder ser estigmatizado no papel, ele dizia: “ Os filmes de Bond podem ir e vir, mas M é eterno”. Bernard Lee adoeceu após a trágica morte de sua esposa em um incêndio, vindo a falecer logo depois, porém sempre será lembrado com carinho pelos fãs da série.
Como uma das locações, a produção escolheu o Brasil, porém o país que aparece na tela assemelha-se pouco com o nosso. James Bond é visto chegando no Rio de Janeiro a cavalo, vestindo um poncho e chapéu, parecendo mais um bandoleiro mexicano. Porém nem tudo ficou caricato. Todo o exotismo de nosso Carnaval foi captado, assim como a clássica cena de batalha entre Bond e Jaws no tradicional Bondinho do Pão de Açúcar, talvez o único ponto alto do filme.
Mais fácil é falar do que não deu certo na produção, como a tentativa frustrada de transformar o ótimo vilão Jaws em um alívio cômico desnecessário.
A fuga de Bond pela praça de São Marcos em Veneza, utilizando uma gôndola que se transforma num veículo terrestre, ultrapassa os limites do aceitável e não empolga. Tentaram repetir o êxito do carro submarino do filme anterior, mas sem sucesso.
O vilão Hugo Drax é quase uma cópia de Carl Stromberg ( de “007 – O Espião que me Amava”) com os mesmos objetivos e interesses, um desperdício.
A seqüência final apresenta uma batalha que só vendo para acreditar. Vários astronautas atirando lasers um ao outro, em pleno espaço sideral. Ao tentarem emular o sucesso de “Star Wars”, os produtores perderam a essência do que fazia 007 ser um sucesso e exageraram na dose.


Na trilha musical, outra vez Shirley Bassey não desaponta e entrega uma linda versão da canção tema, composta por John Barry.
O filme foi um sucesso de público, porém é reconhecido atualmente (com razão) como um dos piores filmes da série. Era chegada a hora de 007 voltar ao eixo, o personagem original criado por Ian Fleming estava escondido debaixo de todo aquele ar de superprodução espacial, mas para a próxima aventura, um tom mais sério seria utilizado.

NOTA : 7,5 / 10

Perdeu o início do nosso especial sobre 007? Então clique aqui para ler a primeira parte, aqui para ler a segunda e aqui para ler a terceira. Divirta-se.

FERNANDO MEIRELLES FALA SOBRE ENSAIO E SOM E FÚRIA

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Por André Moreira


Colecionador de sucessos como Cidade de Deus e Jardineiro Fiel, Fernando Meirelles vai estar no Marilia Gabriela Entrevista neste domingo para falar sobre seus mais novos trabalhos, Ensaio Sobre a Cegueira, adaptação do livro homônimo de José Saramago e Som e Fúria, minissérie em 12 capítulos prevista para ir ao ar na TV Globo no primeiro semestre de 2009. Na conversa com Gabi, Fernando conta como foi o dia em que exibiu pela primeira vez Ensaio Sobre a Cegueira para Saramago (o autor achava que o livro jamais deveria ser filmado, tamanho sua complexidade) e para os críticos de Cannes esse ano. Fala também sobre as filmagens de Som e Fúria, que tem em seu elenco Regina Casé e Andrea Beltrão e que possívelmente deve trabalhar com Brad Pitt em outro projeto.
Leia a nossa crítica sobre Ensaio Sobre a Cegueira aqui
E nota sobre Som e Fúria aqui

16 de set de 2008

DOSSIÊ 007 – PARTE 3 : PERÍODO DE TRANSIÇÃO

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Com o fim dos anos 60, um novo cenário mundial desenha outros caminhos para os filmes de James Bond. E o agente 007, mesmo a revelia, muda de cara. Novos tempos, novo agente.




007 – À Serviço Secreto de sua Majestade (On Her Majesty´s Secret Service, 1969)



Desde o lançamento da última aventura de 007 nos cinemas, muita coisa havia mudado no mundo. O sonho americano morria junto com John F. Kennedy e Martin Luther King, assim como a guerra no Vietnã corrompia a inocência da população jovem da América. O maior espião do mundo havia se tornado motivo de piada, consumada na realização do filme “Cassino Royale” em 1967, uma sátira burlesca e equivocada com um elenco abastado, incluindo Peter Sellers e Woody Allen, com a participação do lendário John Huston na direção.
Os produtores Harry Saltzman e Albert Broccoli perceberam que era chegada a hora do espião 007 ser reinventado no cinema, adaptado para este novo público que idolatrava a súbita onda de “anti-heróis” que a indústria injetava nas telas. O primeiro problema que enfrentaram foi a recusa do astro Sean Connery em repetir seu personagem, que ele acreditava estar limitando-o como ator sério. A caça por um novo 007 havia começado!
O primeiro passo foi a ousada decisão do talentoso editor dos filmes anteriores Peter Hunt em assumir a direção deste projeto. Ele havia escolhido filmar “À Serviço Secreto de sua Majestade” com uma narrativa fiel ao livro de Ian Fleming ( este acabou sendo o último filme a ter esta preocupação ), que já havia quase saído do papel anos antes.



Hunt também foi o responsável pela escolha do ex-vendedor de automóveis e modelo australiano George Lazenby para interpretar o agente 007. Lazenby nunca havia atuado na vida e foi após um teste de cena com a atriz Diana Rigg que ele foi oficializado na produção. A atriz que co-estrelou esta audição tornou-se Teresa Di Vicenzo, a Bondgirl “Tracy” que entrou para a história da série por ser a única a levar o mulherengo agente ao altar.
O vilão também deveria mudar de atitude, o Blofeld de Donald Pleasence não assustaria tanto quanto as chacinas vietnamitas tão viabilizadas na época, portanto um novo ator foi escolhido para dar um tom mais ameaçador e realista ao personagem : Telly Savalas. Para o papel de sua cruel aliada Irma Bunt, foi escolhida Ilse Steppat.
Na história, James Bond é enviado disfarçado ao encontro de Blofeld nos Alpes Suíços, onde o vilão pretende provar que é um conde legítimo, devido a sua herança sanguínea, enquanto hipnotiza jovens garotas, treinando-as para serem seus “anjos da morte” e disseminar pelo planeta um vírus capaz de esterilizar todos os seres vivos. Nesta missão, Bond recebe a ajuda de um chefe mafioso chamado Marc Ange Draco ( vivido por Gabriele Ferzetti) e de sua filha Tracy, uma condessa rebelde , por quem logo irá se apaixonar.
Ao longo das filmagens, Lazenby mostrou-se um homem arrogante e indócil, causando desentendimentos com os produtores e com Diana Rigg. A certo ponto, questionou a importância de seu personagem em um mundo tão cruel, onde não haveria espaço para a ingenuidade de um espião secreto que todos conhecem pelo nome. Antes do término das filmagens o ator descartou um contrato para sete filmes, fato que levou os produtores a iniciar uma nova procura por possíveis atores para o personagem.
Independente destas desavenças, ainda considero sua atuação como uma das melhores da série. Ele interpretou um 007 sensível, que chora o trágico assassinato da mulher amada na cena mais impactante do filme.
Lazenby não fez nenhuma obra importante no cinema após este projeto e já mais velho interpretou um coadjuvante em filmes eróticos da série francesa: “Emmanuelle”, protagonizados por Sylvia Kristel.
O ponto forte do filme foi a magistralmente editada perseguição na neve, com a equipe de esquiadores profissionais liderados por Willy Bogner realizando feitos estéticamente belos e que tornaram-se um símbolo da série.



“007 – À Serviço Secreto de sua Majestade” é um filme formidável, desde sua seqüência inicial musicada por John Barry, que remete aos filmes anteriores, passando pela bela montagem romântica ao som de “We have all the time in the World” cantada por Louis Armstrong até seu final surpreendentemente triste. Peter Hunt em sua única participação na cadeira de diretor realiza uma obra pungente e apaixonada, que merece obter um melhor lugar no coração dos fãs da série.
Ao estrear, obteve um faturamento inferior ao filme anterior, o que levou os produtores a tentar desesperadamente fazer com que Connery retornasse, pelo menos uma última vez.

NOTA : 10 / 10

007 – Os Diamantes são Eternos (Diamonds are Forever , 1971)



Era o início de uma nova década e os produtores não queriam ousar desta vez, iriam seguir à risca a fórmula de sucesso pavimentada pelos quatro primeiros filmes da série. O que incluía dois fatores-chave que estiveram presentes na construção do filme-símbolo de 007 : Goldfinger (1964) , a canção título seria interpretada por Shirley Bassey e a direção ficaria a cargo de Guy Hamilton, com a difícil missão de revitalizar e estabilizar a franquia. Hamilton acabaria dirigindo também os dois próximos filmes da série.
O estúdio precisava da presença de Sean Connery e para isso, ofereceu-lhe um contrato milionário, incluindo um cachê de 1,25 milhão de dólares mais 12,5 % de participação na bilheteria. Além de contratualmente financiar mais dois outros filmes que o ator escolhesse tomar parte. Sean Connery honrou sua fama de nobre cavalheiro e fez uma doação de seu cachê a Scottish International Trust, entidade escocesa que ajuda a educar crianças pobres.
O ator já não estava mais com a mesma forma física de outrora e aparentava o desconforto em interpretar pela sexta vez o agente 007. Seus fãs porém, compareceram em massa para prestigiar este retorno.
Para o papel da Bondgirl contrabandista Tiffany Case, os produtores contrataram Jill St. John, a primeira norte-americana a co-protagonizar com 007 na franquia.
Para o que viria a ser a última aparição do vilão Blofeld na série, foi chamado o ator britânico Charles Gray. A sua interpretação do personagem foi a mais fraca dentre os três atores que o personificaram.
Em “Os Diamantes são Eternos”, James Bond irá confrontar-se com uma dupla impagável de assassinos, os enamorados Sr. Wint e Sr. Kidd( interpretados por Bruce Glover e Putter Smith respectivamente), o casal frio e cruel irá se aliar a Blofeld na tentativa de destruir o mundo utilizando um poderoso satélite recém-lançado ao espaço. A arma utiliza os diamantes como matéria-prima.


Bastante a frente de seu tempo, a trama do filme lida com a idéia da clonagem humana, realizada por Blofeld na tentativa de realizar várias cópias de si próprio para proteger-se de 007. Seu esconderijo agora não é mais no interior de um vulcão extinto. Sofisticado, ele agora comanda a S.P.E.C.T.R.E instalado confortavelmente em Las Vegas.




Talvez a seqüência mais marcante do filme seja a antológica perseguição de carros pelas ruas de Vegas, que termina com o Mustang vermelho de 007 passando a andar com apenas duas rodas, habilidosamente escapando do cerco policial ( a cena foi homenageada no filme “License to Kill” de 1989, sendo que ao invés de um Mustang, um caminhão tanque foi utilizado na “acrobacia”).
A vontade do estúdio em realizar um ótimo filme foi tamanha, que até uma plataforma marítima de petróleo foi alugada por quarenta mil dólares por dia. Ela foi utilizada como cenário para o clímax da aventura, o duelo final entre Ernst Stavro Blofeld e James Bond.
O filme foi um sucesso estrondoso de bilheteria, muito devido ao alardeado retorno de Sean Connery ao papel pela última vez. Em apenas uma semana, rendeu aproximadamente 35.000 libras, quase o dobro do recorde até então registrado.
“007 – Os diamantes são Eternos” possui o tom escapista na medida certa, marca do diretor Guy Hamilton, mas revisto hoje em dia, nota-se que envelheceu mal. Mantém-se apenas no charme, ainda que desta vez, preguiçoso de Connery.
Uma despedida não muito graciosa do melhor intérprete de 007 nas telas.

NOTA : 8,5 / 10


Com 007, Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973)


Filmes de temática negra (os chamados “blaxploitation”) como “Shaft” e grupos revolucionários como os “panteras negras” davam o tom da América no início dos anos 70. Não haveria ousadia maior para um filme desta época que utilizar-se de vilões negros, porém o roteirista Tom Mankiewicz ( que além de roteirizar filmes, também foi o autor dos discursos do ex-presidente americano Ronald Reagan) aceitou o desafio e transpôs para as telas o segundo livro de Ian Fleming: “Live and Let Die”.
A equipe de produção sabia que iria precisar de muito esforço para fazer o público esquecer de Sean Connery e acostumar-se com um novo rosto para o agente 007, vide a fraca recepção dada ao esforçado George Lazenby.



As apostas estavam a favor do ator Burt Reynolds, porém os produtores encontraram em Roger Moore o tipo certo de personalidade que a franquia queria adotar naquele momento. O ator londrino já havia sido cotado para estrelar o primeiro filme da série, porém seu contrato com a série de TV : “O Santo” o fez refutar da decisão.
Diferente de Sean Connery, Moore divertia-se muito interpretando o agente secreto, fazendo questão de participar de outros filmes em papéis que satirizassem ou prestassem homenagens ao personagem, como em “Quem não corre, Voa! (The Cannonball run)”. Roger Moore não fugia da estigmatização, ele tirava proveito de sua sorte.



O roteirista aproveitou-se do bom humor do ator e criou várias cenas cômicas para o filme, seqüências que não iriam se encaixar na forma de atuar de Sean Connery.
Mankiewicz queria ter escolhido uma atriz negra para o papel da cartomante Solitaire, mas os produtores preferiram seguir o conceito do livro original e decidiram-se pela ex-bailarina e atriz inglesa Jane Seymour.
Para o papel do vilão Kananga / Mr. Big foi escolhido o ator americano Yaphet Kotto. Para o papel do capanga Tee Hee escolheram o ator Julius W. Harris. O personagem ficou famoso por portar um braço amputado de aço no lugar de seu original, devorado por crocodilos. Completando o exótico trio de vilões, o misterioso Barão Samedi, praticante de Vodu, foi interpretado por Geoffrey Holder, escolhido por suas habilidades como bailarino e por sua altura (dois metros e vinte), fator que deu um toque sobrenatural ao seu personagem.
Foi a partir deste filme que os produtores escolheram utilizar somente o título e alguns personagens dos livros de Ian Fleming, atendo-se por vezes apenas ao tema central ou nem isso. Uma decisão arriscada, porém que obteve êxito.






O filme inicia-se com o assassinato de três agentes do MI6 em solo americano, todos com uma coisa em comum, estavam vigiando o político Dr. Kananga, chefe de uma ilha das Caraíbas, San Monique. O que haveria por trás destes assassinatos? Com a ajuda de seu amigo do FBI : Felix Leiter( vivido por David Hedison), James Bond visita o restaurante Fillet of Soul no centro do Harlem cujo proprietário é um gângster recluso chamado Mr. Big e descobre um ardiloso plano envolvendo a construção de um império sustentado pela distribuição da droga heroína. Seu caminho em breve cruzará com o de Solitaire, uma cartomante e sacerdotisa virgem que recebe ordens diretas de seu “patrocinador” Kananga. Nem tudo é o que parece e 007 logo se verá envolvido em uma trama cheia de mistérios e misticismo.
Como o compositor John Barry não estava disponível na época, foi chamado o “quinto Beatle” George Martin que trouxe influências do Rock e da música jamaicana para o filme. Paul McCartney interpretou a canção-título e a alçou ao segundo lugar no top da Billboard. “Live and Let Die” também foi indicada ao Oscar de melhor tema musical, porém perdeu para o trabalho de Marvin Hamlisch em “Nosso Amor de Ontem”(The Way we Were).
Dentre as várias cenas marcantes do filme, vale destacar a inconsequente perseguição de lanchas sobre a Baía da Louisiana, a fuga de Bond e Solitaire em um ônibus de dois andares e a tensa seqüência onde 007 se vê em uma pequena ilha cercada de crocodilos famintos por todos os lados.


O diretor Guy Hamilton conseguiu o impensável : Deu ao mundo um novo agente 007, totalmente diferente do interpretado por Connery e Lazenby em um filme criativo e corajoso.
Roger Moore ofereceu ao público um outro lado de James Bond, um agente mais humano e bem-humorado e cativou um enorme número de fãs no mundo todo. O caminho estava pavimentado para a década mais divertida de 007.

NOTA : 9,0 / 10

15 de set de 2008

ESTRÉIA LEVE COMO O HORÁRIO

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Por André Moreira

Uma estréia leve e engraçada como o horário pede. Depois de Beleza Pura parece que a Globo não quer perder o fio da meada e pretende seguir no mesmo ritmo da recém finalizada trama de Andrea Maltarolli com a recém lançada Três Irmãs. Com uma edição rápida mas sem esbarrar no estilo vídeo clipe onde cada imagem aparece e desaparece tão rápido quanto palavras na boca de um rapper, Denis Carvalho deu atenção, claro, maior as ondas que vão ser o cenário da trama de Antonio Calmon, que por si só brinda o público com uma história jovem que promete pegar um público antes seguimentado no horário de Malhação. Quanto as interpretações melhor esperar para ver o desenrolar de Três Irmãs. Mas Vera Holtz, Otávio Augusto, com um personagem que lembrou de leve seu famoso vampiro cômico Matoso de Vamp, outra trama de Calmon, e Giovanna Antonelli em seu primeiro papel cômico já saíram na frente. Carolina Dieckmann ficou devendo. E Claudia Abreu promete com sua Dora. É esperar para ver.

Leia mais sobre Três Irmãs aqui , aqui , aqui , aqui , aqui e aqui

30 ANOS EM GRANDE ESTILO

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Por André Moreira

Foi com uma grande festa que a TV Cidade de Fortaleza comemorou seus 30 anos de existência. Com a presença de parte do elenco da Rede Record, o presidente da Tv Cidade Miguel Dias aproveitou a ocasião para anunciar a renovação do contrato de afiliação por mais 7 anos com a emissora do Bispo Macedo. Estiveram presentes os apresentadores do programa Hoje em Dia Ana Hickmann, Cris Flores e Britto Jr., os atores Claudia Alencar, Raul Gazolla, Carla Regina e Jorge Pontual e o jornalista Celso Freitas, além do Presidente do Rede Record Alexandre Raposo.

14 de set de 2008

QUEM É QUEM NA PRAIA DE TRÊS IRMÃS

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Por André Moreira

Com Três Irmãs Antonio Calmon volta ao universo dos surfistas que tanto o popularizou no cinema (Menino do Rio) e na televisão (Top Model e Armação Ilimitada). Para contar essa história de amor ensolarada o autor criou personagens divertidos e singulares para um elenco de primeira linha. Conheça os principais personagens que irão povoar o horário das sete a partir desta segunda.

Dora (Claudia Abreu) - Primogênita da família Jequitibá, Dora tem espírito de grã-fina, gosta do bom e do melhor. É uma mulher livre, desprendida e independente. Preguiçosa desde pequena, Dora nunca foi boa aluna, apesar de ser inteligente. Sempre quis pertencer ao mundo dos ricos. Viúva de Artur (Alexandre Borges) enfrenta a oposição da mãe dele Violeta (Vera Holtz) que a culpa pela morte do filho. Depois de um tempo sozinha após a morte do marido, vai se encantar pelo médico, e também viúvo, Bento (Marcos Palmeira).



Alma (Giovanna Antonelli) - Segunda filha de Virgínia (Ana Rosa), Alma é bonita e atraente, mas adota uma linha mais casual. Não tem tempo para futilidades e tampouco se vê como uma mulher fatal, deixando esse rótulo para a irmã Dora (Claudia Abreu). Médica ginecologista e obstetra, extremamente competente, é dedicada e carinhosa com suas pacientes. Extremamente desajeitada e trapalhona. Faz as coisas certas muitas vezes da maneira errada. Retorna a Caramirim e reencontra dois amores do passado: Galvão (Bruno Garcia) e Gregg (Rodrigo Hilbert).


Suzana (Carolina Dieckmann) - Caçula das irmãs Jequitibá, Suzana é adotada. Embora muito amada e protegida por Virgínia (Ana Rosa) e pelas irmãs, sente-se rejeitada, pois sabe que foi deixada dentro de uma cestinha, em uma noite de tempestade, na porta da farmácia de Virgínia. Namora Xande (Dudu Azevedo), apesar de não ser apaixonada por ele.




Dona Virgínia (Ana Rosa) - Mãe das três irmãs, Dona Virgínia é uma mulher doce e amorosa, muito sábia, dona da pequena farmácia Jequitibá. Sofre em silêncio até hoje por ter sido abandonada pelo marido Augusto (José Wilker), a quem idolatrava. Se dedicou completamente às filhas.



Augusto (José Wilker) - Marido de Virgínia (Ana Rosa), pai de Dora (Claudia Abreu), Alma (Giovanna Antonelli) e Suzana (Carolina Dieckmann), Augusto era boêmio, sonhador e simpático. Parte em uma viagem para realizar secretamente este desejo, deixando sua mulher e filhas. Morreu dois anos depois de partir, ao salvar crianças durante um incêndio no circo em que trabalhava. Vai voltar em forma espiritual para ajudar a mulher e as três filhas.








Gregg (Rodrigo Hilbert)
- Gregório é uma espécie de agregado da família Jequitibá, em cuja farmácia trabalhou desde rapazinho. Nesta época, apaixonou-se perdidamente por Alma (Giovanna Antonelli), mas, pobre e tímido, nunca teve coragem de se declarar. Depois de morar durante anos em Bali retorna a Caramirim para tentar conquistar seu grande amor.





Violeta (Vera Holtz)
- Rica, poderosa e aristocrática, ainda que provinciana, Violeta é a “dona” da região. Casada com o bondoso e cordato Dr Alcides (Marcos Caruso), com quem teve dois filhos, Violeta viveu, no passado, um longo e tormentoso caso com Augusto (José Wilker), marido de Virgínia (Ana Rosa). Violeta guarda ainda segredos do passado e por causa deles sofrerá a chantagem da excêntrica e misteriosa Waldete (Regina Duarte), que irá se empregar como governanta em sua casa.

Waldete (Regina Duarte) - Misteriosa visitante de Caramirim, Waldete “com W”, como ela faz questão de dizer, é despachada, pragmática, sábia, divertida e sem papas na língua. Waldete é respeitada, admirada e querida por muitos, mas é também detestada, e até mesmo temida, por outros – principalmente aqueles que teimam em manter silenciosos seus segredos mais sombrios.





Bento (Marcos Palmeira)
- Pai carinhoso e dedicado de Rafinha (Thavyne Ferrari) e Lucas (Matheus Costa), Bento é um reputado médico ortopedista e cirurgião, que faz uma brilhante carreira no Rio de Janeiro até a morte de sua esposa, Tereza. Vai se envolver com Dora (Claudia Abreu).





Eros (Paulo Vilhena)
- Filho de Sandro (Marcello Novaes) e Walquíria (Maitê Proença), Eros é um excelente surfista. Já viajou o mundo inteiro em busca das melhores praias do mundo – inclusive Bali, onde se torna grande amigo de Gregg (Rodrigo Hilbert). Chega a Caramirim para achar o Pai que não conheceu.

Walquíria (Maitê Proença) - Importante e reconhecida jornalista de moda, Walquíria tem um temperamento forte e dominador. Preterida na juventude por Sandro (Marcelo Novaes), escondeu dele e do filho (Paulo Vilhena) que são na verdade pai e filho.

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