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14 de set de 2008

AS VÁRIAS FACES DE REGINA DUARTE













Retornando as novelas em Três Irmãs que estréia nesta segunda, 15, Regina Duarte volta a fazer um personagem com bastante humor muito tempo depois da marcante Viúva Porcina de Roque Santeiro. Afastada das novelas desde Páginas da Vida onde deu vida a mais um Helena de Manoel Carlos, ela agora será a misteriosa Waldete, uma visitante da fictícia Caramirim que se envolverá com vários personagens da trama e deve dar o que falar. Conversei com a atriz que se notabilizou com trabalhos marcantes como a já citada Roque Santeiro, a emblemática Malu Mulher e a inesquecível Vale Tudo e Regina falou sobre público, seu retorno em uma novela de Calmon e outras coisas mais. Confira:



Vertigo Pop - O que acha das pesquisas que muitas vezes mudam os caminhos da trama?

Regina Duarte - A gente corrige o caminho. Esse é que é o grande barato da proposta da telenovela, estar aberta para a possibilidade de intervenção do público. As pessoas escrevem, chegam para gente e fazem comentários construtivos, bem intencionados e construtivos. - mas não precisa ser elogioso - aí é uma parceria, aí a gente vai junto. Acho interessante, pois você também consegue consolidar algumas conquistas que você faz pelo caminho.


O que acha de estar em uma novela fora do horário nobre?


RD - Todos os horários são nobres. Acho que todos os horários têm seu público, pessoas que podem estar diante de uma televisão acompanhando uma novela. Já fiz novela das seis e adorei, que era História de Amor do Manoel Carlos, das sete fiz várias, das oito, das dez. Adoro todos os horários. E isso não tem nada a ver. Hoje em dia então tem tantos recursos para que o público que naquele momento, as vezes, não possa estar ligando a televisão veja o capítulo de outra maneira, ou pela internet ou grava o capítulo. Não tem essa. Todos os horários são nobres.


Acha que hoje o ritmo de gravações é mais cansativo do que na época em que você começou?


RD - Acho que se trabalha muito sempre, toda novela tem que ter uma entrega. é um ano da tua vida que você entrega para a TV Globo e eu entreguei anos mesmo, todo mundo sabe disso. Também para fazer pela metade não vale a pena. Que é penoso é. Mas é o sentido da minha vida, o lugar que eu queria estar, dentro de um estúdio fazendo novela, interpretando um personagem.

O que mudou durante os anos?


RD - Hoje existe uma preocupação muito grande com o aprimoramento da qualidade. Antigamente se gravava com duas câmeras e hoje se grava com quatro, regrava várias vezes porque faz cobertura de plano e isso dá um enriquecimento da imagem que quando eu comecei não tinha. Trabalha-se mais? Trabalha-se. Mas a qualidade aparece, o resultado desse trabalho aparece. Eu acho milagroso o que se consegue fazer em termos de uma semana de trabalho, a quantidade de horas de produção que se faz para a televisão na teledramaturgia.

Anos atrás você fez uma participação em outra novela de Antônio Calmon, Top Model. O que acha de retornar em uma trama escrita por ele?


RD - Sempre gostei das novelas do Calmon, ele tem um approach, uma facilidade de falar com a juventude. Ele tem uma cabeça de criança, de jovem e eu adoro isso porque eu também sou assim. Eu vou ser Peter Pan pro resto da vida (ri). Estou muito feliz de estar voltando a trabalhar com o Calmon agora.

Inicialmente você foi convidada a fazer o papel da mãe das três irmãs, papel esse que ficou com Ana Rosa. É verdade que você pediu um papel que te desse um desafio maior?

RD - Eu queria brincar um pouco mais com o humor e queria um personagem que me propusesse algumas coisas estruturais novas. A mãe das três irmãs é maravilhosa, fiquei muito honrada, mas a base estrutural dela, psicológica é a boa mãe, amorosa e que tenho feito muito. Aí eu falei "me deixa agora brincar de outras coisas". Aí ele (Calmon) falou: Tá bom, deixa comigo. Então ele me apresentou a Waldete que é maravilhosa.

Desde Páginas da Vida você não faz novela. Bate uma saudade das gravações?

RD - Eu fico com saudade. É a minha vida. É o que eu gosto de fazer. Quando estou no estúdio não quero estar em nenhum lugar no mundo, sabe? É a minha grande paixão na vida. Minha Família e meu trabalho.


Você falou que queria um personagem para ousar mais. Acha que a viúva porcina foi sua grande ousadia na televisão?


RD - Ousadia? Não sei. Era um belíssimo personagem e pôde ser criado com muita liberdade de todos os pontos de vista. Do ponto de vista do autor, da direção, do figurino, da maquiagem. Foi um momento onde todo mundo se permitiu ousar com muita liberdade. Isso é admirável. Isso fez realmente com que a Viúva Porcina se tornasse um personagem inesquecível.

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