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MORRE O ETERNO BUTCH CASSIDY













Eternizado por seu papel em Butch Cassidy and The Sundance Kid, Paul Newman morre aos 83 anos



Aos 83 anos de idade, o astro Paul Newman se despede de seus fãs da mesma maneira com que viveu seu tempo na Terra: Com classe e dignidade.
Após muitos anos dedicados ao vício do cigarro, o seu pulmão não resistiu e um câncer diagnosticado a menos de três meses afastou das telas grandes um dos mais icônicos personagens da sétima arte.
Nascido em 26 de Janeiro de 1925, em Ohio nos Estados Unidos, Paul Leonard Newman ingressou muito cedo na renomada escola de artes dramáticas: Actor´s Studio, dirigida por Lee Strasberg.
Seu primeiro papel no cinema foi em 1954 no filme bíblico “Cálice Sagrado”, mesmo sendo coadjuvante, foi extremamente crítico quanto a sua performance, a qual considerou abaixo da média. Tempos depois chegou a publicar um anúncio de página inteira no jornal pedindo desculpas ao público por sua interpretação. Com esta atitude, denota-se que desde cedo demonstrava um forte alicerce moral e senso de humildade.
O ator obteve mais reconhecimento nos filmes seguintes: “Marcado pela Sarjeta” (1956), “Gata em Teto de Zinco Quente” (1958), ao lado de uma belíssima Elizabeth Taylor e “O Mercador de Almas” (1958), acompanhado por astros do porte de Orson Welles, com o qual ganhou o prêmio de melhor ator no festival de Cannes.
Tendo seu rosto já sendo facilmente reconhecido, Newman passeia pelos anos 60 colecionando ótimos papéis em filmes memoráveis. Junto com o diretor Robert Rossen, trouxe glamour e estilo ao jogo de bilhar com o filme “Desafio a Corrupção” de 1961 e trabalhou sob o comando do genial Alfred Hitchcock no filme “Cortina Rasgada” de 1966.
Porém seu primeiro mega-sucesso veio no fim da década com o hoje clássico “Butch Cassidy” (1969). Sua parceria com o astro Robert Redford neste faroeste inovador trouxe-lhe fama internacional.
A seqüência onde Newman e a estrela do filme: Katharine Ross passeiam de bicicleta ao som da linda melodia de “Raindrop´s keep fallin´on my head” composta por Burt Bacharach entrou para a história do cinema.
O sucesso da dupla Newman / Redford foi tão grande que os dois estrelaram outro grande sucesso, sob a batuta do mesmo diretor: George Roy Hill. A produção intitulada “Golpe de Mestre” foi lançada em 1973 e arrebatou vários prêmios, incluindo o cobiçado Oscar de melhor filme. No ano seguinte participaria de um grande sucesso de público: “O Inferno na Torre”.
A década de 80 foi uma época redentora para o astro, que lhe rendeu seu primeiro Oscar de melhor ator em 1986 com o filme de Martin Scorsese: “A Cor do Dinheiro”, onde reprisava o personagem que havia interpretado na produção de 1961: “Desafio à corrupção”, o jogador de bilhar Eddie Felson.
Além da arte da atuação, sua maior paixão era o automobilismo. Newman chegou a ficar em segundo lugar na disputada corrida de 24 horas de Le Mans. O astro também se envolveu com a Fórmula Indy, tornando-se sócio proprietário da equipe Newman-Haas Racing.
Com extrema dedicação conseguiu aos 70 anos ser o mais velho piloto a vencer as 24 horas de Daytona, em 1995.
Sua bravura manteve-se presente até seus últimos minutos.
Paul Newman após submeter-se a várias sessões de quimioterapia e ter sido informado pelos médicos de que teria pouco tempo de vida, pediu que fosse levado para casa em Connecticut, Ohio.
Junto a seus familiares e amigos, o eterno “Butch Cassidy” nos deixa hoje um legado de 54 anos bem vividos no cinema, personagens eternos em nossas memórias. Porém acima de tudo, Newman nos deixa sua dignidade, seu caráter impresso em cada interpretação. Que os que vierem aprendam, pois astros deste “quilate” não nascem todo dia.


9 comentários

talita disse...

Nossa, que texto lindo!!!!!!!!!!!!!
Dá até pra se emocionar no final....se focando na parte artística e humana...deixando as fofocas de lado, PERFEITO!!
Me comoveu realmente...tudo bem que sou uma grande fã deste ator, desde jovem.
Octavio, meus parabéns!!

Andréa disse...

UAU!!! Ele era lindo demais!!
Adoro a atuação dele no filme: O Indomável-Assim é minha vida.
O cinema fica mais triste com esta perda...porém sendo tão bem homenageado com esta crítica, acredito que ele esteja feliz em algum lugar. Cumpriu seu papel na Terra.
Parabéns à sensibilidade do crítico que expresou muito bem em palavras o que nós, fãs do cinema, estamos sentindo hoje!

Patthy disse...

Pena o q houve, soube apenas hj. Parabéns pela linda homenagem. Ele merece. Bjs

Rui disse...

Acabei de assistir no canal GNT uma linda homenagem ao Paul Newman. Ele, além de um grande ator, era um ser humano fantástico. Nestes tempo que vivemos, onde "atores" da Globo são cada vez mais fúteis e vazios, sempre aparecendo em barracos e escândalos..o Newman é um exemplo a ser seguido.
Ótima crítica/homenagem, o melhor texto que li sobre o assunto "morte do Paul Newman".
Parabéns ao Vertigo Pop!

Suely Maria disse...

O Vertigo não poderia deixar passar em branco a morte desse maravilhoso ator e ser humano.Parabéns.Muito bom.

viviane disse...

Lendo o texto é que descobri que não sabia NADA sobre o Paul Newman, que artista maravilhoso ele era!
Adoro a maneira que o Otávio utiliza as palavras, parabéns!

Bruno Barros disse...

Grande homenagem de Octavio pra Paul Newman.
Uma perda inestimável para o cinema.
Um grande homem e um grande ator.
E um fã de corridas de carro como eu, e dica de passagem um grande piloto também, além de ser um dos donos da Equipe “Newman-Hás” da Formula Indy.

Lilibeth disse...

Quando eu era jovem, implicava muito com Paul Newman pq tinha lido que ele imitava Marlon Branco, aproveitando-se de alguma semelhança física...Que despropósito juvenil o meu!
Como bem diz o crítico, este ator soube ser digno nas telas e na vida particular.
Também fiquei emocionada...

Lilibeth disse...

correção - Marlon Brando...