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27 de set de 2008

NUMA GUERRA DE CLICHÊS












Depois de fazer uma boa estréia com Sexo, Amor e Traição, o diretor Jorge Fernando falha em repetir a mesma fórmula em seu novo filme A Guerra dos Rocha


Está certo que como diretor de novelas Jorge Fernando coleciona sucessos indiscutíveis como a antológica Guerra dos Sexos e a vitoriosa Alma Gêmea. Ambas novelas são uma marco em termos de audiência em suas respectivas épocas e ratificam todo o estilo do diretor/ator. O que de fato pode ser visto no seu mais recente longa, Guerra dos Rochas, que fez sua estréia dentro do Festival do Rio essa semana. E aí é que está o problema. Jorge Fernando sempre gostou de trabalhar em comédias no estilo Vaudeville, onde a dinâmica dentro de cena são encontros dentro de equívocos e não aprofundam o perfil de cada personagem. Talvez se o diretor seguisse o estilo comédia de costumes - que fez o Vaudeville perder a força nos últimos tempos - seu longa achasse um caminho, digamos, mais certeiro para tirar risos do grande público.


O enredo não ajuda, a história de Maria Carmen Barbosa - autora de novelas e teatro e eterna parceira de Miguel Falabella - é por demais rasa e óbvia, onde todos os acontecimentos são previsíveis. E o elemento do homem vestido de mulher (personagem de Ary Fontoura) é um dos clichês mais batidos do cinema. O diretor já experimentou esse tipo de corre-corre cinematográfico em seu longa anterior, Sexo, Amor e Traição, mas nesse ele ainda conseguiu mirar e acertar em alguma coisa e prender o público com as reviravoltas da trama. Do elenco só Ary Fontoura, Nicete Bruno e Diogo Vilella salvam a pátria.


A Guerra dos Rocha conta a história sobre a simpática e desastrada velhinha Dina Rocha e seus três filhos adultos - Marcos Vinicius, César e Marcelo – que vivem em pé de guerra sobre quem deve ficar com a mãe. Durante uma das muitas batalhas familiares, Dona Dina some e quando os filhos percebem a ausência da mãe, parece que já é tarde demais. No IML, os filhos recebem a trágica notícia de que dera a entrada uma velhinha atropelada por um ônibus cuja descrição é igual a de sua mãe. Enquanto os irmãos preparam o velório, eles mal poderiam imaginar que na verdade a mãe fora seqüestrada por dois desastrados e divertidos ladrões na casa ao lado junto com sua amiga Nonô...
Uma boa idéia que infelizmente ficou no meio do caminho, mas que como um filme despretencioso, deve agradar aqueles que gostam do estilo sessão da tarde.

Nota: 6,5/10

Veja o trailer:


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