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31 de out de 2008

DOSSIÊ 007: QUANTUM OF SOLACE - BEHIND THE SCENES

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Por André Moreira

Nosso especial sobre 007 está chegando ao fim com a chegada do novo filme de James Bond, Quantum Of Solace. E para preparar nosso leitores para a estréia que acontece no próximo dia 07 de novembro preparamos uma ficha completa para fechar nosso especial com chave de ouro. Para começar veja vídeos com o making off (dividido em duas partes) da nova aventura do agente que promete vir com muita ação do começo ao fim. Cortesia do site http://www.filmanchor.com/. Confira:

007 James Bond - Quantum of Solace Behind the Scenes 1-2



007 James Bond - Quantum of Solace Behind the Scenes 2-2

LUCIANO SZAFIR NA RÁDIO RECORD

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Por André Moreira

Luciano Szafir vai estar na Rádio Record nesta segunda, 03, conversando com os ouvintes no programa Cartão de Visita. Szafir vai falar um pouco sobre seu dia a dia e sobre seus planos para a carreira. No final ele aproveita para dizer para quem entregaria seu cartão de visita e o cartão de visita de qual personalidade ele guardaria. O programa Cartão de Visita vai aoa ar às 21:30h e é apresentado por Débora Santilli.

COMEÇAM AS GRAVAÇÕES DE A LEI E O CRIME

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Por André Moreira

Nova aposta da Record para conseguir amealhar mais pontos no ibope, o seriado A Lei e o Crime começou a ser gravado essa semana na comunidade Tavares Bastos no Catete, bairro da zona sul carioca e palco de outras produções para cinema e televisão, como O Íncrivel Hulk. Alexandre Avancini dirigiu os atores Ângelo Paes Leme (personagem Nando) , Silvio Guindane (personagem Valdo) , Aline Borges (personagem Lacraia) e André Ramiro (personagem Tião Meleca). O novo seriado da Record estréia em janeiro.

ENQUANTO ISSO NO MUNDO DOS MUTANTES...

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Por André Moreira

A novela Os Mutantes -aquela que não acaba nunca e tem mais personagens que dez longas metragens - promete novas descobertas ainda essa semana. Ao curtir uma praia com Gabriela (Carolina Holanda), Valente (Marcos Pitombo), ao se deparar com a Pedra da Gávea, se recorda que as respostas ao mistério que lhe envolvem estão lá. Mais tarde a própria Gabriela hipnotisa Valente e descobre que o rapaz veio do futuro para salvar a terra. Tudo no melhor estilo Exterminador do Futuro. Depois dizem que pirataria é crime...



30 de out de 2008

DIVULGADAS FOTOS DE CAMINHOS DA ÍNDIA

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Por André Moreira

A Rede Globo divulgou fotos das gravações da próxima novela das oito feitas na Índia. A nova trama escrita por Glória Perez, Caminhos da Índia, teve as primeiras cenas gravadas em Jaipur, conhecida pelo Taj Mahal e contou com a participação de parte do elenco dirigidos por Marcos Schechtman, dentre eles Juliana Paes (Maya), Marcio Garcia (Bahuan), Rodrigo Lombardi (Raj), Ísis Valverde (Camila), Tony Ramos (Opash) e Lima Duarte (Shakur). Caminhos da Índia tem previsão de estréia para janeiro e direção Marcos Schechtman. Apesar de estar tratando de culturas totalmente diferentes, resta saber se a nova novela de Glória Perez será um clone de O Clone, outra novela de sua autoria, em termos de linha narrativa. É esperar pra ver. Confira as fotos na galeria abaixo:








DIVULGADO POSTER DE BOLT

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Por André Moreira

Depois de divulgado um trailer com muita ação (confira), a Disney divulgou um novo cartaz de Bolt (Veja ao lado), seu novo longa de animação que dessa vez não conta com a parceria com a Pixar. Bolt estréia no Brasil no dia 02 de janeiro de 2009.


MILK DE GUS VAN SANT TEM PREMIÈRE EM SÃO FRANCISCO

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Por André Moreira

Já havíamos mostrado fotos e trailer de Milk, elogiado filme de Gus Van Sant aqui. Agora veja fotos da pré-estréia liberadas pela Focus Features realizada essa semana em São Francisco onde se passa toda a trama que conta a história de Harvey Milk, político assumidamente gay em pleno anos 70. Confira galeria abaixo:







29 de out de 2008

AS PANQUECAS EM AÇÃO

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Por André Moreira

Imagine juntar Lady Kate (Katiúscia Canoro), Dra. Lorca (Fabiana Karla) e Leonina (Samantha Schmutz) em um único quadro como engraçadas justiceiras. Pois é o que vai acontecer em breve no Zorra Total. Decididas a lutar contra o crime, as três hilárias personagens juntam-se e criam o trio As Panquecas (qualquer semelhança com o seriado setentista as Panteras não é mera coincidência). Logo na primeira missão elas tem que salvar Klimeck (Carina Klimeck) das mãos de um cientista que quer descobrir como uma pessoa como ela resistiu a tantas plásticas.

PEÇA TEM TEMPORADA PRORROGADA

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Por André Moreira


Graças ao grande sucesso de público, a peça Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo teve sua temporada prorrogada no Teatro Vanucci. Estrelada pelo ator Carlos Simões a história gira em torno Jonas, rapaz que procura a todo custo encontrar sua cara metade. Em situações hilárias ele frequenta todo tipo de cerimônia que possa encontrar a mulher de seus sonhos. Nessas idas e vindas ele acaba desabafando suas frustrações com seu eu feminino. O destaque da peça fica para a identificação da platéia que recebe logo na entrada adesivos nas cores (verde) solteiro, (amarelo) enrolado e (vermelho) comprometido. Uma brincadeira com o tema da peça que tem unido muitos solteiros que se encontram na mesma situação do protagonista da Peça.

Os Homens Querem Casar e as Mulheres Querem Sexo fica em cartaz até 27 de dezembro.


Serviço:

Teatro Vanucci - Shopping da Gávea.

Rua Marques de São Vicente, 52, 3 piso Gávea.

Datas: sextas e sábados

Horário: às 23h

28 de out de 2008

DOSSIÊ 007 – PARTE 9 : CONTRA TUDO E TODOS

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James Bond retorna aos cinemas com muito mais ação, realismo e a polêmica escalação de Daniel Craig para dar sangue novo a 007


007 – Cassino Royale ( Casino Royale, 2006 )

Após os erros cometidos na última década, os produtores perceberam que haviam exagerado na quantidade de pirotecnia e efeitos especiais (especialmente em “Die Another Day”) e decidiram então realizar o próximo filme da velha maneira, com o valoroso uso dos dublês e ótimas idéias.
Para se juntar a Neal Purvis e Robert Wade, foi chamado o talentoso roteirista e diretor Paul Haggis. Juntos iriam ajudar a levar a primeira história criada por Ian Fleming para as telas.
O primeiro grande problema da produção foi a saída de Pierce Brosnan. Uma longa lista de atores foi especulada como sendo possíveis 007. Nomes como Clive Owen, Hugh Jackman e Eric Bana, porém a escolha final dos produtores foi tida como muito arriscada e execrada por uma platéia de fãs descontentes.
Para a direção, escolheram Martin Campbell, que já havia feito um ótimo trabalho no primeiro filme de Brosnan, “Goldeneye”.
Assim como Timothy Dalton, o novo James Bond também estava dedicando-se de corpo e alma ao projeto, afirmando ter lido todos os livros de Fleming e se baseado em dicas dadas por reais agentes do serviço secreto britânico.
O escolhido para o papel foi o inglês de 36 anos Daniel Craig. Sobre o personagem, o ator disse na época:
-“Bond é um assassino, você consegue ver em seus olhos imediatamente. Do tipo que entra em um quarto e muito sutilmente checa o perímetro, procurando uma saída. Este foi o tipo de caracterização que eu queria.”
Em 14 de Outubro de 2005, os produtores confirmaram o nome de Craig em uma coletiva de imprensa realizada em Londres. Foi o início de uma campanha de extremo mau gosto e preconceituosa contra o ator.

Muitos fãs rejeitaram a presença de Craig, sem mesmo ter visto um minuto de filme. Protestos se seguiram e inclusive um boicote foi organizado.
Para os fãs, muitas foram as razões para tal descontentamento: Sua alegada feiúra, falta de elegância e carisma.
Durante toda a pré-produção do projeto, um veículo na Internet intitulado danielcraigisnotbond.com (Daniel Craig não é Bond) soltava fagulhas diariamente atacando o ator, que se mostrava publicamente magoado com o fato.
Porém, acreditando ter feito a escolha certa, os produtores seguiram com o projeto.
A história retirada do livro de 1953 fala sobre a primeira aventura de James Bond após ser concedida a sua licença para matar.
O agente, famoso por ser um ótimo jogador de cartas, é enviado para defrontar-se com um banqueiro terrorista chamado Le Chiffre (interpretado por Madds Mikelsen) em uma rodada de apostas no Cassino Royale.
Para ajudá-lo, uma agente do tesouro chamada Vésper Lynd é enviada a seu encontro. A primeira BondGirl literária e a de maior importância na criação da persona do agente é vivida pela bela atriz Eva Green.
Numa acertada decisão, os produtores decidem manter a talentosa Judi Dench no papel de M, a chefe de Bond. Sua relação com o espião ainda é permeada de conflitos e insegurança, devido a inexperiência de 007.
Ecoando um evento passado, um Felix Leiter negro é escolhido (o primeiro havia aparecido no filme não-oficial: “Nunca Mais outra Vez”), sendo interpretado por Jeffrey Wright. O agente da CIA estará presente na partida de Pôquer e ajudará Bond.
Outro nome de peso no elenco é o do italiano Giancarlo Giannini como René Mathis, o contato de 007 em Montenegro.
Um ponto interessante é a criação de uma organização ainda sem nome, porém de grande porte e que está por trás de toda a vilania apresentada no filme. Acredita-se que no próximo projeto, mais será descoberto a respeito das reais intenções da mesma.
Desde seu acelerado início em preto e branco, passando pela perseguição a pé mais bem filmada de todos os tempos, até o final apoteótico e humano, o filme transborda adrenalina e emoção.
Daniel Craig aparenta ser um lutador de luta livre em comparação com Sean Connery, porém a mudança é entendida se percebermos a real intenção dos produtores e de Martin Campbell: Mostrar a transformação de uma pedra bruta em diamante, cortando as arestas sem piedade.
O recém estreante 007 de “Cassino Royale” não dá importância a qual bebida tomar, contanto que mate sua sede. Porém o maior erro que irá cometer será o de se apaixonar. Este evento e suas conseqüências irão moldar indelevelmente o caráter do espião, levando-o a dar o primeiro passo rumo ao agente secreto visto nos filmes de Connery.

A ausência de elementos fundamentais da série, como o personagem Q e a secretária Moneypenny irritaram muito os fãs mais devotos da franquia. É preciso se entender que esta “fase” representa mais um degrau na evolução do personagem. Não quer dizer que nunca mais se farão filmes com o 007 clássico, apenas que os produtores decidiram dar um passo atrás como que um respiro final antes do salto. Com esta decisão, não só conseguiram trazer novos fãs à série, como também abriram um leque de oportunidades nunca antes abordadas.

Além dos avanços realizados narrativamente, uma seqüência de ação no filme entrou para o livro dos recordes: O clássico Aston Martin tentando evitar uma tragédia, rodopia sete vezes no ar antes de chocar-se definitivamente no chão.
A trilha sonora foi entregue nas mãos de David Arnold e a canção-tema foi composta e cantada por Chris Cornell, a ótima: “You Know my Name”.
Numa citação da canção: “O sangue mais frio corre pelas minhas veias,... você sabe meu nome!” Uma letra inspirada e que provavelmente entrará na lista das preferidas dos fãs.
Para simbolizar a criação do personagem, a “Bond theme” não aparece durante o filme inteiro, apenas em seu final, quando James Bond aprende com alguns erros e amadurece a duras penas.
O filme estreou em 14 de Novembro de 2006 com ótima bilheteria, quebrando os recordes do filme anterior com facilidade.
Após a estréia, tanto os críticos quanto a maioria dos fãs foram unânimes: Daniel Craig representou muito bem o papel. O ator foi inclusive alvo de comparações com o lendário Sean Connery.
Acredito que muito do sucesso e da garra que Craig apresenta na tela venha de seu próprio orgulho ferido. Poucas vezes na história do cinema, um ator teve a chance de dar a volta por cima e provar seu talento de maneira tão inusitada e gloriosa.
“007 – Cassino Royale” foi eleito por muitos críticos como um dos melhores filmes do ano e garantiu a continuação. Daniel Craig iria voltar em 2008, já redimido e querendo mais...

NOTA : 10 / 10


Veja o trailer de Cassino Royale:



Perdeu o início do nosso especial sobre 007? Então clique aqui para ler: Dossiê 007 -parte 01, Dossiê 007 -parte 02, Dossiê 007 - parte 03, Dossiê 007 - parte 04, Dossiê 007 - parte 05, Dossiê 007 - parte 06, Dossiê 007 - parte 07 e Dossiê 007 - parte 08.

Relembre algumas músicas temas de 007. Clique aqui

TRAILER DE BOLT MOSTRA AÇÃO DO INICIO AO FIM

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Por André Moreira


Programado para aportar nos cinemas brasileiros nas férias escolares de janeiro, a nova animação dos estudios Disney, Bolt - O Supercão, tem mais um trailer divulgado em que a ação corre solta com o heróico cão. O novo longa animado da Disney, que desta vez não conta com a parceria com a Pixar, conta a história de Bolt, cão astro de filmes de Hollywood que se vê perdido por engano em Nova York e para voltar para casa ele terá que viver verdadeiras aventuras longe do mundo da ficção. Confira:


CARTOLA RECEBE HOMENAGEM NO SOM BRASIL

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Por André Moreira

No ano de seu centenário, o mestre Cartola continua a receber homenagens. Desta vez será no programa Som Brasil, que vai passar a limpo toda sua trajetória na música brasileira, onde até hoje é considerado uma das principais influências. Participam do programa apresentado por Leticia Sabatella os cantores Vanessa da Matta, Alcione, Teresa Cristina com Pedro Miranda e grupo Semente e Pedro Moraes. Juntos eles vão relembrar clássicos do baluarte da Mangueira como As Rosas Não Falam e Alvorada. O unico ponto negativo é o horário tardio em que a atração vai ser exibida. Nesta sexta, 31, após o Programa do Jô. Um programa só para os notívagos mas que vale a pena dar uma conferida.

MALVINO SALVADOR IRRITANDO FERNANDO YOUNG

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Por André Moreira


O garanhão de A Favorita vai estar no Irritando Fernanda Young deste domingo, 02. Malvino Salvador vai contar para a apresentadora sobre como começou sua carreira no teatro ao concorrer a um papel na peça Blue Jeans de Wolf Maia, onde ficou nu para conquistar a vaga - “Peguei a cueca, fiz fio-dental, e saí rebolando. Dessa forma eu fui passando as etapas”. Ri ele que também vai falar sobre suas raizes e origem amazonense. E lógico sobre suas principais irritações. Fernanda aproveita para testar o tão falado abdomem sarado do convidado. Vai ao ar a partir da meia-noite com reprises durante a semana.

25 de out de 2008

VEJA O TRAILER DE ANJOS DA NOITE 3 (UNDERWORLD - RISE OF THE LYCANS)

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Por André Moreira

Caiu na rede o novo trailer de Anjos da Noite 3 (Underworld - Rise of the Lycans). Neste novo longa será mostrado como os Vampiros escravizaram os Lobisomens, gerando assim a guerra entre as duas espécies. Kate Beckinsale não retorna neste novo filme. Veja o trailer:

23 de out de 2008

DONATELA E ZÉ BOB SE REENCONTRAM

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Por André Moreira

Fortes emoções em A Favorita a partir dessa semana. Informado por Diva (Giulia Gam) de que Donatela (Claudia Raia) na verdade está viva, Zé Bob (Carmo Dalla Vecchia) corre até o sítio de Augusto César (José Mayer) para tentar confirmar a informação. Mesmo com um pé atrás, o jornalista confirma que a mulher que ele ama está mesmo viva. Mesmo feliz com a descoberta, Zé questiona Donatela do porque ter fingido justamente para ele que estava morta. As cenas do reencontro de Zé Bob e Donatela vai ao ar a partir deste sábado, 25.

21 de out de 2008

WILL FERRELL E JOHN C. REILLY IRMÃOS EM NOVA COMÉDIA

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Por André Moreira


Will Ferrell e John C. Reilly voltam a atuar juntos em uma comédia depois de Ricky Bobby: À Toda Velocidade. Quase irmãos trás os atores na pele de Dale Doback (Reilly) e Brennan Huff (Ferrell), dois adultos de quase 40 anos que ainda vivem com os pais. Dale mora com a mãe Nancy (Mary Steenburgen) e Huff com o pai Robert (Richard Jenkins). Quando seus pais se casam e passam a morar juntos os dois tem que dividir o mesmo teto. É nesse ponto que começa o conflito dos dois personagens, que tem que aprender a conviver para que o casamento dos pais não vá por água abaixo. Confira fotos e trailer legendado de Quase Irmãos que estréia nesta sexta,24.


DOSSIÊ 007 – PARTE 8 : O DINHEIRO NÃO É O BASTANTE

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Depois de renovar a franquia de 007, Pierce Brosnan se despede de James Bond de forma melâncolica em filmes com roteiros e direção fracos.


007 – O Mundo não é o Bastante (The World is not Enough, 1999)

O milênio estava acabando e a franquia criada por Cubby Broccoli e Harry Saltzman em 1962 havia conseguido se manter no olimpo cinematográfico, mesmo que com pequenos escorregões.
Um dos elementos mais utilizados durante a série é a utilização de diretores “laranja”, ou seja, nomes sem muita personalidade que aceitam a tarefa de seguir a cartilha dos produtores. Essa prática tornou-se mais usual após a saída do diretor John Glen (este ainda conseguia imprimir algum tipo de estilo próprio aos filmes).
Para dirigir o décimo-nono capítulo, um diretor inglês foi escalado: Michael Apted. O seu maior sucesso anterior havia sido: “Nas Montanhas dos Gorilas”, com Sigourney Weaver.
Em sua terceira participação, Pierce Brosnan já sentia-se confortável interpretando o agente secreto mais perigoso do cinema, como ele mesmo disse em uma entrevista na época:
-“ Ao final do meu primeiro filme, eu já me sentia totalmente como uma encarnação de 007 e eu me divirto muito vivendo as aventuras de James Bond”.
O merchandising sempre esteve presente, desde os primeiros filmes da década de 60, porém na década de 90, alavancado pela aceitação do personagem por vários tipos de público (o adulto que acompanhava Connery e o jovem, fã de Pierce), o merchandising tomou uma proporção descabida. Muito dinheiro foi colocado à disposição dos produtores e isso irritou até mesmo Brosnan:
-“Acho que desta vez (em 007- O amanhã nunca Morre) os produtores exageraram um pouco no merchandising. Não que isso tenha estragado o filme, mas concordo que foram muitos produtos”.
O ator então decidiu incluir em seu novo contrato uma cláusula que lhe concedia direitos de opinar sobre detalhes como esse na produção.

O roteiro de “O Mundo não é o Bastante” foi escrito por Neal Purvis, Robert Wade e Bruce Feirstein. O título deriva diretamente do lema pessoal de James Bond, como estava impresso em seu brasão familiar, visto no filme de 1969: “À Serviço Secreto de sua Majestade”, com George Lazenby.
A trama que lembra mais o cinema “Noir” dos anos 40, envolve o assassinato de um magnata do petróleo por um vilão frio e que carrega um fardo: Após levar um tiro e a bala ficar alojada no cérebro, ele é incapaz de sentir dor e vai perdendo todos os sentidos lentamente. Ele irá acabar morrendo, porém tornar-se-á cada vez mais forte no processo.
O anarquista Renard é vivido pelo escocês Robert Carlyle. Seu personagem seqüestra a filha do magnata Elektra King (Sophie Marceau) e os efeitos deste acontecimento irão moldar a história que se desenrola sem muita paixão.
A BondGirl desta vez é uma física nuclear com o corpo de uma “cheerleader” americana. A dra. Christmas Jones é vivida pela bela Denise Richards.
Robbie Coltrane retorna a série como o mafioso russo Valentin Zukovsky, sendo sua química com 007 um dos pontos altos do filme.

Judi Dench retorna neste filme com uma participação mais influente. Sua personagem será raptada, traída por quem menos esperava, fato que desencadeará o desfecho cheio de clichês do filme. Pela primeira vez na série, a chefe de James bond se envolvia diretamente na trama. Uma boa idéia, porém desperdiçada.
Este filme também marcaria a despedida de Desmond Llewelyn e seu personagem Q na franquia. No filme, ele sai de cena de forma emblemática e sutil, enquanto um novo personagem aparece para substituí-lo. Na vida real, Desmond morreu em um acidente de carro após o fim das filmagens, no dia 19 de Dezembro de 1999.
Durante muitos anos ele havia sido o elo que ligava os primórdios da série com o agente contemporâneo vivido por Pierce Brosnan. Agora, pela primeira vez a franquia “cortava” totalmente as ligações com o passado e James Bond em sua próxima aventura estaria “órfão”.
O personagem que o substituiu neste e no filme seguinte foi vivido pelo grande cômico britânico John Cleese, um dos membros fundadores da trupe do histórico grupo de humor inglês Monty Python.
A cena mais marcante do filme é a seqüência pré-títulos, com uma perseguição de lanchas no rio Tâmisa que termina em um balão de ar quente. Foi a seqüência inicial mais longa da história da série, com quatorze minutos.
Para a trilha sonora chamaram David Arnold, que já havia composto para o filme anterior. O mesmo decidiu quebrar a tradição iniciada em “The Living Daylights” de se ter duas canções tema, uma no início e outra no final.
A canção “The World is not Enough” foi escrita por Arnold em parceria com Don Black (que havia colaborado em músicas marcantes na série, como “Thunderball” e “Diamonds are Forever”) e interpretada pelo grupo Garbage.
A canção foi muito bem recebida pelos fãs e pela crítica especializada.
O filme não foi bem recebido pelos críticos que consideraram-no um dos piores da série, porém muitos fãs discordam incisivamente.
A meu ver o filme reflete a inexpressividade da direção, aliada a algumas péssimas escolhas de elenco e falta de paixão com o tema.
“007 – O Mundo não é o Bastante” é um filme morno, com mais defeitos que qualidades.

NOTA : 8,0 / 10

Veja o trailer:


007 – Um Novo Dia para Morrer (Die Another Day, 2002)

O vigésimo filme de James Bond marcaria um momento histórico: 40 anos na longeva existência da franquia mais popular do cinema. A comemoração viria na forma de um projeto/homenagem aos fãs. Uma intenção nobre, mas como de boas intenções o mundo está lotado...
Para começar, os produtores entregaram o projeto a mais uma mão incompetente: O diretor neo-zeolandês Lee Tamahori. Sem nenhum sucesso expressivo em seu currículo, o diretor foi uma decisão incauta e preguiçosa que rendeu conseqüências alarmantes e quase definitivas.
Neal Purvis e Robert Wade se encarregaram de “tecer” um roteiro, que faria alusão a todos os filmes da série, costurando assim a colcha de retalhos.
Haveria o contrabando de diamantes e o uso de um satélite munido de laser, como no filme “Os Diamantes são Eternos”, a demissão de James Bond do MI6 já vista em “Permissão para Matar”, o bikini utilizado pela BondGirl ao sair do mar, remete claramente a personagem de Ursula Andress em “Dr. No”, entre muitas outras referências.
Na história, James Bond lidera uma missão na Coréia do Norte, onde após matar um coronel, se vê capturado e levado a uma rústica prisão. Um ano depois, após ser liberado numa troca de prisioneiros, 007 perde sua licença para matar e busca desesperadamente o responsável por sua prisão. Seu caminho cruza-se com o do milionário Gustav Graves (Toby Stephens) que guarda um segredo surpreendente sobre seu passado.
A BondGirl Jinx é interpretada por Halle Berry, sendo talvez o único ponto alto do filme. A agente que ajuda Bond a perseguir o norte-coreano Zao ( Rick Yune) e descobrir sua conexão com o vilão é considerada pela própria atriz como o novo passo na evolução das personagens femininas nos filmes de 007.
Toby Stephens no papel do vilão não acrescenta nada à franquia, fazendo lembrar com saudade da época onde os inimigos de Bond eram interpretados por atores do alto escalão.
O que falar então da escalação do canastrão Michael Madsen em um papel coadjuvante sem nenhuma importância? O ator de “Cães de Aluguel” torna-se nítidamente um “peixe fora da água” nesta produção.
A produção foi tão generosa que concedeu até um papel para Madonna, que interpreta a canção tema. A cantora vive Verity, a instrutora de esgrima da personagem de Rosamund Pike, a dúbia Miranda Frost.
Fica clara a intenção dos realizadores de fazer deste filme uma celebração. Porém acabou tornando-se uma “festa mal organizada, barulhenta” e com um “anfitrião” deslocado e confuso.
Como todas as festas citadas acima, o que fica nos espectadores após um minuto de seu final é um gosto amargo e a sensação parcial de amnésia.
O uso excessivo de computação gráfica em algumas cenas foi a “pá de cal” que a série não merecia receber em um evento que deveria ser para homenagear o sucesso da franquia. Todo o trabalho incessante de vários técnicos e dublês ao longo dos 40 anos de 007 no cinema, as cenas que pareciam impossíveis e que com muito esforço foram realizadas... tudo foi por água abaixo quando James Bond decide “surfar” em um mar de gelo. É ver para crer! Uma lição de como não se fazer uma seqüência de ação em um filme de 007.
A trilha sonora ficou a cargo novamente de David Arnold e a canção tema foi escrita e interpretada por Madonna. Pela primeira vez, uma canção iria representar exatamente a cena na qual ela foi inserida, diferente das músicas dos filmes anteriores que não se conectavam a nenhuma cena específica nos filmes. A canção fala sobre Bond tentando sobreviver aos 14 meses de confinamento na prisão, passando por torturas físicas e psicológicas.
Os jovens adoraram a música de Madonna, porém os fãs mais antigos rejeitaram-na. Com sua influência Hip-Hop: “Die another Day”, foi um passo arriscado dos produtores tentando afastar-se das composições mais elaboradas harmonicamente. (veja o clipe em nossa seleção de temas 007 através do link logo abaixo)
Mesmo tendo sido um sucesso nas bilheterias mundiais, o filme foi desastroso. Além dos defeitos já destacados, vale incluir a invenção mais estapafúrdia já vista na série: O carro-invisível do herói! Ian Fleming e seu legado não mereciam tal atrocidade...
O ator Roger Moore citou em uma entrevista na época de lançamento do filme, algo que reflete o pensamento de todos os fãs:
-“ Eu acho que eles foram longe demais...e sou eu quem digo: O primeiro Bond no espaço (referência a “Moonraker”)! Carros invisíveis e efeitos fracos em computação gráfica? Tenham paciência!”
Era notório que para manter a franquia por mais 40 anos, se fazia necessária uma nova roupagem, uma nova mudança de atitude. Um favorecimento a roteiros melhores e menos efeitos especiais exagerados e inúteis.
Foi necessário uma espera de 4 anos para que os produtores encontrassem um novo caminho para o agente secreto 007 manter-se na ativa com dignidade.
Como em todas as guerras, houveram baixas... o ator Pierce Brosnan foi “convidado a se retirar” em 2005 após pedir um aumento em seu cachê.
Mesmo não tendo participado de filmes memoráveis, o ator tornou-se a cara de 007 para os novos fãs. Infelizmente Brosnan participou do período menos criativo da série.
Os produtores perceberam o erro que haviam cometido em se apoiar nos avanços tecnológicos em detrimento de uma boa história. Em 2006 iriam se redimir brilhantemente...

NOTA : 7,5 / 10

Veja o Trailer:


Perdeu o início do nosso especial sobre 007? Então clique aqui para ler: Dossiê 007 -parte 01, Dossiê 007 -parte 02, Dossiê 007 - parte 03, Dossiê 007 - parte 04, Dossiê 007 - parte 05, Dossiê 007 - parte 06 e Dossiê 007 - parte 07.

Relembre algumas músicas temas de 007. Clique aqui

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