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1 de out de 2008

DOCUMENTÁRIO TITÂNICO DESDE OS PRIMÓRDIOS












Branco Mello passa a limpo toda a história dos Titãs no documentário Titãs, A Vida até Parece uma Festa

Uma câmera e uma idéia na cabeça. Uma fórmula básica que sempre deu certo com muitos jovens cineastas que querem expor suas histórias para um grande público e de quebra guardar para posteridade toda uma trajetória. Mesmo em início de carreira com os Titãs, Branco Mello parece ter vislumbrado de longe, nos idos dos anos 80, que seu grupo daria uma boa história e resolveu filmar em sua câmera VHS toda a história da banda. História essa que é contada com todas suas letras e notas no documentário Titãs, A Vida Até Parece Uma Festa.

Junto com diretor Oscar Rodrigues Alves, Branco organizou com o auxilio da produtora (e sua esposa) Angela Figueiredo mais de 200 horas de filmagens. Está tudo lá, desde as primeiras apresentações do grupo na faculdade - com direito a um visual hilário, mas de acordo com a época, afinal nos anos 80 era permitido - até a saída nem tão agradável de Nando Reis, passando pela morte de Marcelo Fromer. As horas de gravação dentro do estúdio, a seleção das músicas e a criação de alguns dos sucessos mais pontuais dos Titãs como Epitáfio com Fromer dando opiniões para Sergio Brito (talvez o momento de maior emoção de todo o documentário).

Branco e Oscar optaram por mostrar a trajetória da banda em forma de retalho, avançando e retornando as imagens no tempo de acordo com cada acontecimento. Ponto para Branco por ter filmado de diferentes formas, em VHS, Hi-8, Super 8 e mini DV seu documentário, pois deu um estilo caseiro e informal ao dia dia da banda e desmistificou um universo que ainda para muitos está ligado, de forma errada e preconceituosa, ao glamour das celebridades. Porém ao se apoiar, em diversos momentos, em gravações de arquivo de algumas emissoras (destacando aí a extinta Tupi, Globo, Bandeirantes (atual Band) e SBT) o documentário perca um pouco de sua graça. Seria mais adequado mostrar os bastidores da banda nesses programas. As imagens de apresentações em programas do Chacrinha, Bolinha, Silvio Santos e cia não é novidade para a geração You Tube. No final a idéia ficou apenas na intenção. O destaque fica pelo tom de amizade que o documentário consegue passar. É nítido como a parceria entre os roqueiros vai além dos interesses musicais.
Com seu documentário Titãs, A Vida Até Parece Uma Festa, que está na mostra competitiva do Festival do Rio 2008, Branco Mello aponta uma vertente que o cinema brasileiro não costuma utilizar com tanta frequência na hora de biografar seus artistas (salvo, talvez, o documentário sobre Vinicius de Moraes, uma das poucas exceções), sempre buscando o caminho dos blockbuster brasileiros, à exemplo do filme sobre Cazuza.

Apesar dos tropeços dessa festejada cinebiografia, ver os Titãs dos primordios até hoje em dia vale a pena, muito a pena.

Nota: 8/10


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