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3 de out de 2008

UM FILME BOM












Com seu novo filme,
Um Homem Bom (Good), Vicente Amorim mostra que conseguiu alcançar maturidade cinematográfica


O diretor brasileiro Vicente Amorim demonstra em seu sexto filme, “Um Homem Bom” (Good), que já alcançou a maturidade necessária para conduzir boas histórias.
O adjetivo Bom, se adequa com perfeição ao nível do espetáculo que assistimos na tela. Nada espetacular ou memorável, apenas bom.
A história, baseada na peça teatral do escocês Cecil Philip Taylor fala sobre um professor de literatura chamado John Halder (interpretado pelo astro internacional Viggo Mortensen) que tenta seguir com fidelidade as regras da sociedade, sendo um pai de família honesto e de caráter incorruptível, um exemplo para seus alunos.
No início da década de 30, em plena ascenção do nazismo em Berlim, o livro que ele escreveu sobre os benefícios da eutanásia com fins humanitários são interpretados errôneamente pelos seguidores de Hitler, que rapidamente o inserem na lista de apoio à propaganda do governo do Reich alemão.
O roteiro adaptado por John Wrathall é muito interessante, deveria render um filme espetacular, porém a execução do mesmo não explora a fundo os temas levantados ao longo da projeção.


A atuação de Mortensen eleva em muito o material apresentado, mesmo que em certos momentos sua atuação soe um pouco caricata.
“Um Homem Bom” possui ótimos momentos, como a cena acachapante da tentativa de suicídio da mãe do professor (interpretada por Gemma Jones) ou o momento em que o personagem de Viggo sente, quase que fisicamente, o quanto sua ética moral e seus valores estavam sendo desvirtuados, ao se olhar no espelho usando a insígnia nazista.
A atuação de Jason Isaacs como Maurice, o terapeuta judeu e melhor amigo do professor, que subitamente vê seu mundo mudar com o progresso de Hitler no poder é também digna de nota. Seu personagem vai de um extremo ao outro com perfeição cirúrgica.
A única coisa que me perturbou ao assistir o filme foram as cenas de alucinação musical que assombram a vida do personagem de Viggo Mortensen, sempre nos momentos mais delicados de sua vida. Não que elas sejam mal realizadas, mas é um tipo de humor que talvez não tenha sido tão eficaz quanto o diretor pretendia.
No geral, a produção de Vicente Amorim é de qualidade inegável, porém não nos deixa ansiosos em vê-lo mais de uma vez. Apenas um filme bom.

NOTA : 7,5 / 10


VEJA O TRAILER:


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