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16 de abr de 2009

A FELICIDADE VAI À ANÁLISE


Por André Moreira

Não. Eu infelizmente não vi a peça Divã, sucesso nos palcos derivado do livro de Martha Medeiros que agora chega as telas. Por tanto não posso fazer comparações nem analogias, óbvio. E creio que nem é preciso. Até porque todo mundo sabe que livro é livro, teatro é teatro e cinema é cinema. São três meios de expressão totalmente diferentes, apesar de servirem de inspiração entre si. Aqui vou me ater ao filme que aporta nos cinemas neste fim de semana trazendo Lília Cabral reprisando seu papel, que lhe rendeu, nos palcos, excelentes críticas.
Divã conta a história de Mercedes, dona de casa que apesar de achar que vive uma vida feliz, resolve procurar um analista e acaba transformando sua vida.

Divã, o filme, é estrelado brilhantemente por Lília e a atriz não deixa por menos em sua estréia como protagonista no cinema.
Lília leva o filme com a leveza e segurança conquistada anos na televisão, além de seu carisma e empatia que transbordam no filme inteiro. Em Divã, Lília Cabral mostra porque é uma das principais atrizes de sua geração e, principalmente, como trafegar com facilidade pelos difíceis caminhos da comédia e do drama como poucas atrizes conseguem, segurando o filme sem tirar o brilho do ótimo elenco que a acompanha, destaque para Alexandra Richter, que faz sua amiga e parceira Mônica no filme. Alías as cenas entre as duas rende ótimos momentos no longa dirigido de forma maravilhosa pelo experiente José Alvarenga Jr. (Os Normais), que não deixa as histórias narradas por Mercedes (Lília Cabral) caírem no caminho muitas vezes fácil da comédia farsesca ou no dramalhão exagerado. José Mayer, Reynaldo Gianecchini e Cauã Reymond estão bem em seus papéis e seus personagens servem para definir cada ponto de mudança na vida da protagonista. O roteiro do filme segue de forma linear sem embaralhar a cabeça de quem estiver assistindo. Cada flashback ou avanço de tempo é bem colocado sem deixar pontas soltas. E a cada ida de Mercedes ao analista se constrói um novo filme, uma crônica do dia a dia, tão comum a todos e que sem dúvida deve produzir uma nova reação a cada cena a quem estiver assistindo ao filme. É um filme para se rever tal qual cada ida a uma sessão de análise.




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