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8 de abr de 2009

MANGÁ COM FORTES TINTAS

Por André Moreira

Talvez quando criou seu mangá Dragonball, Akira Toriyama não soubesse o sucesso que faria entre crianças e adolescentes aficcionados por esse universo. Ou talvez a proporção que sua criação tomaria nos anos seguintes. De Grafhic Novel mais vendida, passando pelos video games e chegando a série de desenhos de Toriyama é um mestre nessa arte e produziu sua obra prima de 1984 a 1995, tamanho o sucesso. Sucesso, o mangá, que por muitos é conhecido por aqui como Dragonball Z, agora toma forma e carne na telona como DragonBall - Evolution, depois de uma interminável espera dos fãs mais xiitas. Depois de oscilar nos estúdios e quase não sendo produzido, a Fox encampou o projeto e investiu na produção. E o que se vê em matéria de direção de arte, fotografia e efeitos especiais é um produto não muito bem feito e acabado que mostram em profuzão o universo de Goku e cia. deixando, com certeza, seu criador ruborizado. Na verdade Toriyama não deve estar orgulhoso pela produção dispensada ao seus personagens, principalmente por esbarrar em clichês manjados nesse tipo de filme, como o jovem treinado pelo mestre ancião ou mesmo o garoto que tem problemas com a gangue de valentões da escola. Com um roteiro previsível, o filme não acerta com seu elenco e cenas de luta. Os fãs do mangá não devem sair satisfeitos do cinema com o que vão encontrar. Primeiro por que o longa não é realmente um primor em enredo e a sensação que se tem é de que falta algo. Segundo porque neste primeiro filme nem todos os personagens estão presentes, mas devem dar o ar de sua graça na sequência que começa a ser pensada, se realmente sair do papel. O filme apresenta de forma simples o universo de Dragonball, se mostra necessária e funciona como uma forma de não confundir os pequenos fãs que devem conparecer em peso aos cinemas. Muita informação para esse público de faixa etária menor poderia ser mais uma bola fora para o diretor James Wong (Premonição 3). E quanto as atuações é melhor nem comentar.


A história em si mostra os primeiros passos do pós-adolescente Goku (Justin Chatwin, bom no papel), que se vê diante do dilema de salvar o mundo encontrando as 7 esferas do dragão, que conferem a quem as possuir a realização de um desejo. Mas para conseguir encontrá-las, Goku e seus amigos, a bela e esperta Bulma (Emmy Rossum), o malandro Yamcha (Joon Park) e seu interesse romântico Chi Chi (Jamie Chung), liderados pelo mestre Kame (Chow Yun-Fat), terão que enfrentar o vilão senhor Piccolo (James Marsters da série de tv Buffy - A Caça-Vampiros - irreconhecível graças a maquiagem).


Como filme Dragonball - Evolution cumpre a tarefa de entreter os fãs do mangá, dos games e da série televisiva. Mas por enquanto só isso. Com a trilha iniciada com Evolution, agora sobra para a sequência que está por vir a tarefa de agregar o "algo mais" a produção. Que venha o segundo então.





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