Top Ad 728x90

27 de abr de 2009

TALENTO E VERSATILIDADE À AUSTRALIANA

Por Octavio Caruso

Apresentar uma cerimônia requintada como o Oscar não é um feito para qualquer um. Astros do porte de Bob Hope fizeram história na premiação mais famosa do mundo do cinema.
Em 2009, muitos estranharam o convite feito ao relativamente jovem ator australiano Hugh Jackman para capitanear um espetáculo transmitido ao vivo para o mundo todo. A pergunta era freqüente: Será que ele esbanjaria a versatilidade de um Billy Crystal? Ou amargaria o destino do apresentador de talk-show David Letterman, que mesmo sendo um ótimo showman, apresentou apenas uma vez a premiação e é considerado até hoje o maior fracasso da história da premiação.
Aos que conhecem o ator apenas por seu papel como o mutante mais popular dos quadrinhos Wolverine, talvez a dúvida seja cabível, porém basta um olhar mais atento na carreira do australiano para constatar seu talento e versatilidade.
Após estudar jornalismo na Austrália, o jovem ingressou na universidade de artes dramáticas onde encontrou sua vocação. Seus primeiros papéis foram como coadjuvante na TV australiana em séries como “Law of the Land” e “Correlli”, ambas desconhecidas no Brasil.
Porém foi seu papel de destaque no musical para TV “Oklahoma” que chamou a atenção dos produtores de Hollywood.
A convite do diretor Bryan Singer, Jackman aceitou a responsabilidade de interpretar um dos personagens mais amados das revistas em quadrinhos, o mutante baixinho e raivoso Wolverine, no filme X-Men de 2000.
Mesmo com um elenco de peso, que incluía Ian McKellen e Patrick Stewart, o australiano conseguiu se destacar e cooperou para o sucesso retumbante de público, o que garantiu a continuação do projeto.
A fama repentina e os muitos convites o levaram a participar de obras menores como “Alguém como você” e “Swordfish”, produtos feitos no intuito de se aproveitarem do apelo popular recém-adquirido de Jackman.
Em 2003, afiou novamente suas garras e participou da continuação de X-Men, um êxito de público e crítica ainda não superado.
Em 2004, dirigido por Stephen Sommers, tornou-se uma versão estilizada do caçador de vampiros criado por Bram Stoker Van Helsing. O filme, apenas razoável, porém de forte apelo junto ao público infanto-juvenil ajudou a aumentar o fã-clube do astro.
2006 foi um grande ano para o ator. Interpretou o mutante Wolverine novamente no terceiro filme da série X-Men, foi dirigido pelo lendário Woody Allen em “Scoop”, pelo jovem gênio Darren Aronofsky em “Fonte da Vida” e pelo não menos genial Christopher Nolan no ótimo “O Grande Truque”.
No ano passado, comprovando sua versatilidade e vontade de experimentar conceitos, juntou-se a Baz Lurhmann e Nicole Kidman no épico “Austrália”.
Hugh Jackman agora estréia mundialmente seu novo projeto, onde (longe de negar suas raízes) retoma o personagem que o transformou no ator que ele é hoje: Wolverine. Talvez seja esta a grande qualidade de Jackman, sua honestidade e gratidão, como foi comprovado em seu solo musical no início da premiação do Oscar. Após apresentar cantando os temas dos filmes que estavam disputando o prêmio naquele ano, o ator reservou para o grand-finale, orgulhoso, a frase que demonstra que ele sabe muito bem de onde ele veio: “I´m Wolverine!!”
Hugh Jackman é um dos poucos astros do presente que nos remetem aos grandes do passado, como James Stewart, Al Pacino e Cary Grant.


4 Comentários:

Top Ad 728x90