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27 de mai de 2009

DIAS DE UM FUTURO PERDIDO


Ícone do cinema de ação e efeitos especiais, a franquia Exterminador do Futuro marcou época ao falar de viagens no tempo e de um futuro apocalíptico

Por Octavio Caruso

Quando James Cameron e Gale Anne Hurd terminaram o roteiro engenhoso do projeto “The Terminator”, ambos não imaginavam os louros que iriam colher em seu futuro.
James Cameron era conhecido apenas como o diretor do filme trash Piranhas 2 quando em 1984 ele apresentou ao mundo sua versão de um futuro apocalíptico dominado por máquinas e bravos homens encarregados de destruí-las.
Ajudado em muito pela presença do então promissor jovem fisiculturista austríaco Arnold Schwarzenegger, que havia obtido enorme sucesso em sua “interpretação” do guerreiro bárbaro Conan, dois anos antes.
O orçamento utilizado não foi expressivo, porém o roteiro era excelente e bastante original para a época: No futuro, um supercomputador inteligente chamado Skynet decide eliminar todos os seres humanos, que vê como uma ameaça, provocando um holocausto nuclear, que dizima grande parte da população. Inicia-se então uma guerra entre os poucos e bravos sobreviventes e os ciborgues exterminadores desenvolvidos pela Skynet, criados para destruí-los. Os humanos, liderados pelo corajoso John Connor ganham vantagem. Perante a iminente derrota, a Skynet envia seu melhor ciborgue (o inexpressivo, porém neste caso, eficiente Arnold) em uma viagem no tempo, ao passado, antes da guerra, com o objetivo de procurar e matar a mãe do líder da resistência, Sarah Connor (vivida pela futura esposa de Cameron, Linda Hamilton), antes mesmo de este nascer.
Com efeitos criativos e uma trilha sonora inesquecível de Brad Fiedel, o projeto tornou-se um sucesso de público inesperado para os produtores, que assistiam chocados as filas dos cinemas darem voltas nos quarteirões.
O filme faturou 34 milhões de dólares nos cinemas ianques.
A coroação final foi o recebimento do grande prêmio de melhor filme no Festival de cinema fantástico de Avoriaz.
James Cameron antes de se tornar o “rei do mundo”, já conseguia sua grande parcela de nobreza com este sucesso.
Como o próprio Schwarzenegger profetizava na sua frase mais famosa: “I´ll be back”, a equipe se viu obrigada pelos fãs a retornarem ao tema no segundo filme.


Em Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final, James Cameron fez o que muitos críticos duvidavam, realizou uma obra que além de superar as expectativas, as levou a um novo patamar de qualidade artística e técnica.
O roteiro repete alguns temas do primeiro filme, trazendo o agora astro internacional Arnold Schwarzenegger em um papel levemente modificado, do vilão tech-noir do primeiro, para um herói que se sacrifica pelo bem do mundo.
O cenário escuro e minimalista de 1984, torna-se amplo e claro neste projeto de 1991, graças ao orçamento bem mais generoso. Aliado aos efeitos inovadores da empresa criada por George Lucas, a ILM, o filme ganhou o Oscar de melhores efeitos visuais. Trazendo pela primeira vez no cinema um personagem criado em computação gráfica, totalmente inserido ao cenário real, com perfeição nunca antes vista.
O ciborgue de ferro líquido que se molda no que quer, vivido por Robert Patrick, tornou-se um marco no gênero.
Com uma música criada pelo grupo Guns n' Roses (You could be mine) e uma hiperbolizada Linda Hamilton, o filme faturou 490 milhões de dólares no mundo todo, tornando-se assim uma das maiores bilheterias da história.
E o Arnold ainda conseguiu introduzir no mundo pop mais uma frase de efeito, o hoje clássico: “Hasta la vista, baby”.
O diretor James Cameron agora conhecido mundialmente após o sucesso de Terminator 2 começou a pré-produção de seu épico Titanic, que o levaria mais alto ainda no panteão de Hollywood.


Os fãs ficaram 12 anos esperando uma continuação da saga dos Exterminadores, porém sem a participação efetiva de Cameron, o projeto estava fadado ao fracasso.
Em 2003 foi realizado O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas, dirigido por Jonathan Mostow e alicerçado na poderosa figura de Arnold, em sua terceira participação. Seu personagem teve um final primoroso no segundo filme e seu retorno não era bem recebido pelos cinéfilos. Como ele poderia reaparecer sem que o impacto do final do segundo filme fosse prejudicado?
Linda Hamilton também pulou fora do barco, deixando o roteiro fraco de John Brancato e Michael Ferris ainda mais vazio.
No lugar de Robert Patrick, uma ciborgue feminina (original, não?) aparece para atrasar os planos de salvação do jovem John Connor (Nick Stahl em performance fraca).
O que os fãs recebem após 12 anos de espera? Uma leva de piadinhas infames e citações aos primeiros filmes.
Espera-se que com o novo filme Terminator: Salvation, o diretor MCG consiga trazer de volta à série os elementos que a tornaram famosa: Um roteiro inspirado e cenas de ação pertinentes e fantasticamente elaboradas.


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