Top Ad 728x90

12 de mai de 2009

GIOVANNA ANTONELLI LANÇA BUDAPESTE NO RIO


Por Octavio Caruso

Na tarde do dia 12 de Maio, os integrantes da equipe do filme Budapeste se reuniram com a imprensa para uma coletiva no hotel Marina.
Estavam presentes os atores Leonardo Medeiros, Giovanna Antonelli e a húngara Gabriella Hámori, junto com o diretor Walter Carvalho e a produtora/roteirista Rita Buzzar.
Quando perguntado sobre seu personagem, o ghost writer Costa, Leonardo Medeiros falou sobre as dificuldades de interpretar em húngaro:
“ O Húngaro é uma língua complexa, muito difícil, porém de beleza ímpar. Se você escutar com atenção, parecem poemas falados. Não aprendi a falar, o que seria impossível, porém me dediquei bastante em gravar pelo som das palavras.”
A atriz húngara Gabriella Hármoni, com o auxílio de seu tradutor, falou sobre como foi contactada para fazer o filme:
“ O primeiro contato foi a dois anos, após isso fiz alguns testes, para viver esta instigante personagem. A Kriska é uma mulher tímida, que faz questão da verdade. Meu personagem serve para ajudar o Costa a ver ele mesmo, a se encontrar. Ela parece saída de um sonho. Por conhecer o livro e a música de Chico Buarque me interessei no papel. O Walter (diretor) me tratou com muito carinho, assim como todo o elenco.”
A atriz Giovanna Antonelli foi questionada sobre a experiência de filmar um longa para cinema:
“Este é meu oitavo longa, não comecei agora no cinema. Todo ator busca novos desafios, novos personagens. Foi uma experiência incrível. Quando o Walter me chamou, eu ainda não tinha lido o livro, então fiquei fascinada pelo roteiro, pela idéia de transformá-lo em filme. O bom no Walter é que ele deixa a gente solta, podendo desconstruir o personagem, com isso, aos poucos você vai absorvendo tudo. A personagem Vanda foi um resultado disso, um trabalho muito bacana.”


A roteirista e produtora Rita Buzzar falou um pouco sobre a dificuldade de se transpor um livro para o cinema:
“O filme é fiel ao espírito do livro. O livro do Chico tem uma atemporalidade interrompida. Buscamos no filme trazer uma estrutura mais clara, mais simples. No livro, você pode voltar algumas páginas e reler, porém no filme você não pode, você está sentado no escuro e quer ser entretido. Tentamos trabalhar também em cima dos ótimos diálogos criados pelo Chico.”
O diretor Walter Carvalho compartilhou suas visões sobre a sétima arte, a participação especial do Chico Buarque no filme e sobre a questão polêmica da nudez no cinema brasileiro:
“Estamos fazendo um lançamento digno de um cinema de mercado. Porém fica claro aos que assistem ao filme, a sua latente carga autoral. Mesmos endo sobre um romance de Chico Buarque, o filme tem a minha cara. Você vê e sabe que não foi feito pelo Bruno Barreto, fica claro, pela maneira de filmar.
Acho complicado essa questão de filme comercial não é de autor e vice-versa. Até mesmo Jean Luc Godard virou sinônimo de cinema comercial depois de um tempo. Não existe filme de autor ou filme de mercado, existe filme bom, de qualidade.
Com relação a participação do Chico no filme, foi de uma grande generosidade dele. Ele só pediu para não cantar (risos). Fez alguns takes, mesmo sendo uma cena bem pequena, mas está lá. Com aquele sorriso bonito e o olhar que as mulheres adoram!
Esta questão de nudez é complicada, acredito que tem muitas questões mais importantes a serem discutidas que a nudez. Se você analisar as obras de arte antigas, há a nudez. No filme, a luz não ilumina, ela protege a nudez e o ator. Há essa preocupação.”

Veja a seguir o video (em duas versões) com um momento da coletiva, onde o diretor fala sobre a metalinguagem utilizada em seu filme:


0 Comentários:

Top Ad 728x90