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22 de jun de 2009

EXCESSO QUE ATRAPALHA

Competente nos efeitos especiais, Transformers: A Vingança dos Derrotados perde ao exagerar nas cenas de ação e em cenas descartáveis


Por André Moreira
Fotos/ divulgação Paramount Pictures

As vezes parece fácil escrever um filme de ação. Para os leigos bastaria colocar cenas de perseguição, lutas, explosões e tchan, tchan, tchan... Aí está um perfeito blockbuster. E aí está o erro. Não basta apenas esses ingredientes para se contar uma boa história de ação. É preciso saber dosar cada elemento e aparar as arestas. Infelizmente Michael Bay (Armaggedon) faltou esta aula pelo visto. Seu mais novo filme, Transformers: A Vingança dos Derrotados, que chega às telas mais cedo na America Latina, nesta terça-feira, 23, é um exemplo de como não se deve exagerar nas cenas de ação e salpicar o longa com cenas completamente descartáveis.

O filme, sequência de Transformers (2007), adaptação do famoso desenho dos anos 80, possui um grande apuro técnico no que diz respeito aos efeitos especiais, coisa que seu produtor Stephen Spielberg é craque. Os robôs estão mais bem feitos e suas cenas com os atores são perfeitas, chegando próximo da perfeição. Mas o filme peca no roteiro que optou pelo caminho fácil do excesso de cenas de explosão, marca de Bay. Falta o elemento do suspense que segura a tensão do público e acrescenta aquela dose de quero mais a um bom filme de ação. Exemplo clássico nesse gênero é a franquia Duro de Matar (Die Hard) com Bruce Willis. E porque não dizer vários filmes do velho Arnoldão.


Ao contrário do primeiro filme onde as cenas de diálogos cabiam dentro do contexto, aqui elas parecem tapa-buracos e as possíveis tiradas cômicas não são tão cômicas, chegam perto do risível, por assim dizer. Sem falar que os closes em abundância de Megan Fox (a mocinha e um dos principais atrativos do filme) provam que o diretor tenta segurar a atenção do público teen, que deve ser o principal interessado nesse tipo de filme. E as cenas videoclípticas em câmera lenta provam que a praia de Bay seria mesmo a MTV.

O filme tem uma premissa que poderia render na mão de outro diretor. Sam (Shia Labeaouf, que mesmo com uma boa atuação não salva o filme) detêm o grande conhecimento de origem dos robôs e precisa escapar dos temíveis Decepticons se quiser ficar vivo. Após a sessão, que durou quase duas longas horas e meia, fica a impressão de que faltou algo no filme, apesar de sua enorme metragem e que o cansaço imperou durante toda a projeção. Seria uma história para se contar em bem menos tempo, digamos que 40 minutos a menos para ser mais exato. E o Roteiro cheio de furos prova que filme de mais é na verdade filme de menos.




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