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6 de jun de 2009

UMA MULHER NOTA 10

Com a Mulher Invisível o diretor Claudio Torres mostra como se faz uma comédia inteligente e imprevisível




Por Octavio Caruso

Se uma comédia é concebida para fazer rir seu público, A Mulher Invisível, do diretor Cláudio Torres (Redentor), é excelente.
Um roteiro que parte de uma idéia já muito utilizada, porém que traz soluções inteligentes ao gênero.
Na trama, Pedro (Selton Mello) recebe a notícia de que sua mulher, a quem ele ama profundamente, não o quer mais. Seu choque o leva a desistir dos relacionamentos amorosos, até que em uma noite, uma estranha bate em sua porta lhe pedindo açúcar e muda completamente sua vida.
A única decisão errada do projeto foi seu título (que visa um fim mais comercial), pois seria bem mais original e engraçado, o público descobrir junto com o protagonista sobre a “invisibilidade” de Luana Piovani.
Como está, você já entra no cinema esperando ver a Luana (linda como sempre) sendo a tal “Mulher Invisível”. Já está até na sinopse.
É como se o filme “O Sexto Sentido” fosse lançado no Brasil com o nome “ Memórias de um Morto”.
Selton Mello é o melhor ator de sua geração, sem sombra de dúvidas. Criou uma maneira de interpretar, que nos remete a Monty Python (mais precisamente a John Cleese) e com um carisma na tela digno de um Peter Sellers. Você não desgruda os olhos do écran enquanto ele está lá.
Luana Piovani exibe sua incrível beleza num papel que parece criado para ela. O de mulher ideal de 10 entre 10 homens no Brasil.
O filme possui tiradas geniais, fazendo com que a gargalhada venha espontaneamente. Fazendo-nos esquecer o riso por vezes calculado e simplório de produções como “Se eu fosse Você”, “Trair e Coçar...” e “Casa da Mãe Joana”.
Méritos para o diretor e roteirista Cláudio Torres, que com “A Mulher Invisível” realiza seu melhor trabalho no cinema e a melhor comédia do cinema brasileiro dos últimos anos.
As cenas não pedem nosso riso, você não sente a “máquina industrial” nos conduzindo, Luana não precisa aparecer pelada para nos transmitir incrível sensualidade (tal qual Marilyn Monroe). Lições para o cinema brasileiro.


Uma ótima comédia, que só é atrapalhada por seu título e sinopse, que já entregam o ouro antes de você entrar na sala escura. Ao subestimarem a inteligência do público, perderam o que seria a “virada” mais sensacional do cinema tupiniquim.



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