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7 de jul de 2009

UMA PROPOSTA INTERESSANTE

A Proposta, novo filme de Sandra Bullock, resgata a carreira da atriz e deixa claro sua facilidade em atuar em comédias românticas



Por André Moreira
Fotos divulgação/Walt Disney Pictures

Em recente entrevista a um jornal, a atriz Sandra Bullock manifestou seu desinteresse em retornar às comédias rômanticas, gênero que é uma de suas marcas registradas em uma carreira iniciada na Brodway na peça No Time Flat. Porém a curiosidade nessa tragetória é que tenha sido justamente em uma comédia romântica, Poção do Amor Nº 9, filme sem muita expressão, que Bullock tenha dado o ponta pé inicial em sua carreira de atriz de cinema.

Porém relembrando sua biografia, nos anos que se seguiram a atriz mostrou sua versatilidade, o que resultou em seu primeiro e inesperado estouro de bilheteria, o agora clássico da "sessão da tarde" Velocidade Máxima com Keanu Reeves. Depois juntaram-se a seu curriculum A Rede, o bom Tempo de Matar, o oscarizado Crash, uma péssima sequência de Velocidade Máxima e seus dois Miss Simpatia, entre outros.
Talvez seja verdade que assim como sua antecessora nos filmes água com açucar, Meg Ryan, que tentou se desconectar desse estilo de filme ao protagonizar Em Carne Viva (In The Cut), Sandra tenha as mesmas preocupações em não ficar marcada como uma atriz de um único estilo e daí o motivo de a atriz em relutar um pouco antes de ler o roteiro de seu mais novo filme (e comédia romântica), A Proposta.
Mas ainda bem que Bullock voltou atrás em sua decisão. O novo longa de Anne Fletcher (Vestida Para Casar), apesar de não trazer nenhuma novidade ao gênero, é um acerto e mantêm seu estilo farsesco do início ao fim sem comprometer ou empobrecer o estilo de contar com muito humor uma história de amor às avessas.

Na trama Sandra Bullock vive a durona e poderossíma editora de livros Margaret Tate (qualquer semelhança com Miranda Priesley de Meryl Streep fica por aí) que ao se ver na eminência de ser deportada para seu País de origem (Canadá) precisa se casar as pressas com seu assistente - e saco de pancadas - Andrew Paxton (Ryan Reynolds) para evitar que o pior aconteça. Só que nem tudo são flores nessa história.
Ao contrário de Meg Ryan, Sandra Bullock encarna com mais veemência sua veia cômica e prende o público justamente por isso. Sandra nasceu para fazer comédia - e outros gêneros também, diga-se de passagem - justamente porque sabe dominar muito bem essa seara sem cair no riso fácil. E sua parceria com Ryan Reynolds ajuda e muito no desenrolar do filme. A empatia entre os dois é nítida e Anne Fletcher soube captar isso muito bem. Além dos protagonistas, a veterana Betty White rouba a cena quando aparece na pele da avó de Andrew. E Craig T. Nelson (que vive o rancoroso pai do personagem de Reynolds) dá a pitada de drama que o longa necessita.
Como eu disse anteriormente, A Proposta, não apresenta novidades mas entrega uma boa "proposta" de divertimento para o público.










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