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27 de ago de 2009

VERTIGO POP ESTREIA: OS NORMAIS 2

TRÊS É DEMAIS

Um dos principais lançamentos do cinema nacional deste ano, Os Normais 2: A Noite Mais Maluca de Todas, naufraga em piadas velhas


Por André Moreira
Fotos divulgação

Na ocasião do lançamento junto a imprensa na semana passada, o diretor José Alvarenga (Divã) comentou que Os Normais 2: A Noite Mais Maluca de Todas, que chega nesta sexta-feira, 28, aos cinemas brasileiros, estava sendo pensada há cerca de quase 3 anos. Nesse meio tempo Fernanda Torres, que vive a ensandecida Vani, engravidou de seu segundo filho e uma pausa foi necessária até que a atriz pudesse embarcar no projeto de trazer novamente o casal mais louco da televisão e agora do cinema para mais uma aventura. Alvarenga também destacou que um dos motivos para o cinema nacional investir no filão do humor é uma tendência do momento, que o público está aberto para esse tipo de produção. Dessa forma, finalmente ele pôde dar vida as novas aventuras de Rui e Vani em busca de descobrir os prazeres e as loucuras do ménage à trois.
Seguindo esse mote principal do filme pensamos: Esse filme deve ter cada situação.... Mas não é bem por aí. O roteiro em si é o principal fator que emperra o "timing' da comédia trazendo situações que parecem pinçadas de diversos episódios já vistos nas sextas-feiras da Globo no decorrer de sua bem sucedida carreira na televisão, de onde se originou e conquistou um grande número de fãs que com certeza devem ir ao cinema para conferir o desempenho do casal depois de um longo período fora das telas.


Outro erro de Alvarenga foi optar pela técnica do croma-key para criar os cenários de externas, o que gerou uma artificialidade gritante na tela grande, principalmente se comparada a cena final, já sem a utilização desse recurso. Se na televisão esse "efeito" realmente funcionava e era um charme, imprimindo um tom de cartoon para a série, aqui o efeito é contrário.
Quanto aos atores, percebe-se que faltou resgatar pique acelerado do casal depois de um tempo afastados dos personagens, principalmente Luiz Fernando Guimarães. Fernanda Torres ainda garante as poucas risadas que o filme tenta tirar do público.
Na trama dirigida por José Alvarenga, o casal se vê diante da crise dos 13 anos e resolve tomar uma atitude para apimentar a relação: realizar uma de suas fantasias mais loucas - um ménage à trois. Em sua busca na noite carioca por alguém que tope embarcar na aventura eles encontram as mais diferente figuras: uma prima (Drica Moraes) de Vani, uma freqüentadora de karaokê (Danielle Winits), uma bicampeã de kickboxing (Daniele Suzuki), uma bissexual (Claudia Raia), uma francesa (Mayana Neiva) e uma garota de programa (Alinne Moraes). Até o amanhecer, tudo pode acontecer aos atrapalhados Rui e Vani na noite mais maluca de todas.
No fim, Os Normais: A Noite Mais Maluca de Todas aparenta ser uma junção de pequenos episódios em sequência e um desfile tão somente de atores globais. No geral nada ali é novo e também prova que a boa fama de um produto como esse não gera novidades em si e nem é garantia de que ainda tem algo a dizer.

Mesmo não tendo a inovação transgressora que foi seu mérito ao longo da série de tv e do primeiro e bom longa, Os Normais deve ter vida longa aqui e fora do Brasil, pois segundo o diretor está sendo negociado junto à Sony uma versão da série para o Prime Time do mercado americano, assim como a terceira parte das aventuras de Rui e Vani para o cinema brasileiro.





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