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14 de set de 2009

CRÍTICA 1: DESPERTAR DA PRIMAVERA

ESPETÁCULO EM TOM MAIOR


Por André Moreira

Confesso que ao sair de minha casa rumo ao teatro Villa-Lobos para ver O Despertar da Primavera, musical que tem arrancado elogios do público e crítica e lotado o teatro, tinha grandes esperanças de ver um grande e divertido espetáculo. Minhas expectativas se davam pelo simples motivo de estar indo ver mais uma peça da dupla Charles Moeller e Claudio Botelho, dupla que produziu diversos outros espetáculos onde o bom gosto e o talento saltavam aos olhos, vide A Noviça Rebelde e 7, ambas produções sobre a batuta da dupla.
E depois de assisti-lo minhas expectativas se confirmaram, felizmente. A impecável produção de Moeller e Botelho mais uma vez se faz presente e coloca o Despertar da Primavera na galeria dos mais belos espetáculos já vistos em terras brasileiras. A transposição, fiel ao original, está perfeita e a direção segura da dupla mostra-se competente na hora de liderar um elenco tão jovem em sua grande maioria. Excetuando-se a presença de Deborah Olivieri e Carlos Gregório, que por sua experiência e maturidade, trazem com certeza segurança para o elenco de novatos em cena. A capacidade vocal do elenco é um ponto que talvez traga alguma comparação quanto ao desempenho entre o elenco, onde alguns notadamente não possuem experiência no ramo. Um detalhe totalmente plausível, dada a já dita pouca experiência. Mas esse é um único senão em toda a peça, onde as atuações em si em momento nenhum comprometem o andamento do espetáculo.
No mais, Despertar da Primavera mostra-se atual mesmo nos dias de hoje, ao falar dos “problemas” da juventude como homossexualidade, namoro, sexo e relacionamento. Um espetáculo para ser visto e revisto, sem preconceitos. Uma Ópera Rock de primeira.



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