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6 de out de 2009

ESPECIAL VERTIGO POP: QUENTIN TARANTINO

CINEASTA DA CULTURA POP

“Eu nunca freqüentei uma escola de cinema. Eu freqüentei o cinema!”
( Quentin Tarantino)

Adepto da cultura pop, das múltiplas referências e da metalinguagem, Tarantino busca realizar o “filme favorito” de seu público, tal qual ele ama criar suas listas de obras preferidas. Isso fica latente ao notar a paixão com a qual ele cria cada seqüência, a minuciosa seleção da trilha sonora e a importância que ele dá a detalhes que muitos considerariam de menor relevância.
Sua história é um filme a parte, pois foi desde criança apaixonado pela sétima arte, pelos faroestes e filmes chineses de artes marciais. Como um legítimo “underdog”, em sua juventude trabalhava como balconista em uma videolocadora e imagina-se que ele era ótimo em sugerir os filmes para os clientes, devido a seus vastos conhecimentos nos mais variados gêneros. Foi nessa época que começou a escrever roteiros, como o de True Romance, que conseguiu ser vendido em 1993. Assim começaria a trajetória do jovem por Hollywood.
Espalhafatoso e prolixo, ele fez amizade com o produtor Lawrence Bender, que conheceu em uma festa. Ele o convenceu a arriscar-se mais e dirigir seus próprios roteiros. Daí nasceu a primeira obra prima, Cães de Aluguel (Reservoir Dogs) e seu nome entraria pra sempre no vocabulário dos cinéfilos.
Com a fama repentina, outros de seus projetos receberam luz verde, porém sem sua direção, como o ótimo Assassinos por Natureza, de Oliver Stone.
Porém foi com seu filme seguinte que Tarantino iria ganhar a confiança que faltava, com o ousado, complexo e inteligente: Pulp Fiction. A obra sacudiu as estruturas do Festival de Cannes e recebeu a Palma de Ouro e a ovação unânime da crítica. O Oscar de melhor roteiro original viria para confirmar o belo futuro que se principiava no horizonte do jovem cinéfilo.

Em 1997, criou sua homenagem ao gênero da década de 70: Blaxploitation (filmes que celebravam astros e estrelas negros, como Shaft), com a obra Jackie Brown. O longa não agradou a todos e muitos se perguntavam se Tarantino era homem de um sucesso apenas.
Sua resposta veio em 2003, após uma longa ausência, com o épico em dois volumes Kill Bill. Nesta violenta mistura de gêneros, protagonizada por uma linda Uma Thurman, o diretor pôde dar vazão ao seu manancial de referências pop em um conto sobre vingança e redenção. Com este filme, Tarantino trilhou mais ainda o seu caminho de fã de cinema, mais que de um diretor que vê tudo por trás de câmeras. Ele cria filmes que ele gostaria de assistir quando jovem e isso, além de arriscado tecnicamente, pode lhe trazer como conseqüência um esfriamento entre os críticos de velha guarda.

A situação ficou crítica quando em seu próximo passo, juntou-se ao amigo Robert Rodriguez para criar sua homenagem aos filmes-duplos de matinê, invariavelmente de baixíssimo orçamento e com roteiros de qualidade duvidável. O projeto Grindhouse atendeu às expectativas de seus fãs, mas deixou um gosto amargo na boca dos críticos, que esperavam muito mais daquele jovem que em 1994 prometia uma revolução estética e artística no mundo do cinema.
Agora, em seu novo projeto Bastardos Inglórios, ele irá abordar o cenário da Segunda Guerra Mundial, certamente trazendo como referência seus filmes preferidos do gênero. Espera-se que dessa vez ele saia da sua “zona de conforto” e arrisque mais uma vez, como aquele jovem balconista de videolocadora fez um dia.







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