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29 de out de 2009

CRÍTICA: "BESOURO"


A RASTEIRA DO BESOURO

Apesar da bela fotografia e boa direção de arte, Besouro não cumpre o que promete

Tendo gerado grande espectativa em torno de si nos últimos meses, sendo até mesmo um dos candidatos a disputar uma vaga entre nossas produções por uma vaga na disputa pelo Oscar, Besouro, que chega aos cinemas nesta sexta, mostra que seu poder de vôo é tão curto quanto o inseto que lhe deu o nome.
Dirigido pelo estreante em longas João Daniel Tikhomiroff, Besouro conta a história real e adaptada do livro Feijoada no Paraíso, de Marco Carvalho, Capoerista do título, uma espécie de herói do recôncavo bahiano nos anos 20 que desafia as leis opressoras da época.
Vendido como um filme de ação que mistura misticismo e luta contra o preconceito, o filme erra justamente no roteiro e mostra mais uma vez que ainda não estamos preparados para trafegar em um meio que não dominamos ainda, da aventura. Outro problema está na edição do filme, que por diversas vezes embaralha a continuidade em nome da "modernidade" e deve confundir o público. Vício sem dúvida do diretor, que vindo da publicidade, trás maneirismos dessa área que muitas vezes só atrapalham em vez de ajudar a contar uma história.Se o acerto está na direção de arte, na fotografia e nas lutas bem realizadas, o mesmo pode se dizer das atuações, na sua grande maioria composto de um elenco repleto de caras novas. Mesmo inexperientes, conseguem dar conta do recado.
Besouro fala de assuntos que são na verdade pertinentes a nossa cultura e dificilmente conseguiria uma boa repercussão caso concorresse ao Oscar. Com uma Academia de Cinema tão tradicional, com certeza não faria tanto barulho lá fora.
Apesar de seu vôo ser limitado, vale pela tentativa de fazer um cinema diferente do que estamos acostumados. Faltou ousadia que infelizmente ficou na intenção.




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