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5 de out de 2009

VERTIGO POP ESTREIA: SUBSTITUTOS

ROBÔS DE SEGUNDA MÃO
Idéias velhas e mal aproveitadas fazem Substitutos (Surrogates), novo filme de Bruce Willis, naufragar em um roteiro frio e óbvio




É comum Hollywood retornar as mesmas ou antigas idéias ao longo dos anos. Hoje mais preocupados em produzir remakes de sucessos antigos do cinema e até mesmo da televisão, os engravatados executivos pouco tem optado em desenvolver histórias originais que tragam um novo fôlego a um genêro carente de idéias que mostrem que ainda existe vida pensante nos corredores do estúdios da meca cinematográfica.

Nessa onda de adaptações um dos elementos que se tornaram forte fonte de idéias sem dúvida foram o mundo dos quadrinhos. Depois que a sétima arte descobriu o colorido mundo da 8ª arte o filão tem sido explorado em todas as suas versões à exaustão. De Homem-Aranha até Spirit, passando por versões mal acabadas de O Justiceiro e Demolidor e blockbusters de sucesso como X-Men, a fonte parece não secar. O problema não está em investir nesse filão, mas no que investir, pois as opções são fartas, mas como em toda colheita a de se separar o joio do trigo sem dúvida, já que muitas produções tem mostrado que nem sempre vale a pena transformar o que era papel em película.


O exemplo mais recente que chega aos cinemas brasileiros nesta sexta, 09, é Substitutos (Surrogates), adaptação da HQ da Top Shef produzida por Robert Venditti e Brett Weldele em 2005. No original, assim como no filme, a história se passa no ano de 2054, onde máquinas substituem seres humanos no dia a dia. Como nada é perfeito, um assassino passa a "matar" os robôs e consequentemente suas versões humanas. Cabe ao detetive vivido por Bruce Willis - aqui em duas versões, uma sem peruca e outra a la Clovis Bornay, o que confere de cara ao filme uma estranhesa sem tamanho - resolver esse mistério.
O problema é que a direção de Jonathan Mostow (Exterminador do Futuro 3) não possui ritmo e deixa o público com a mesma cara de indiferença do robôs do filme. Em ficção as vezes mais ação masara a falta de idéias e originalidade. E pelo visto Mostow pouco se importou com isso. O que sobra são bocejos e comparações diretas com outras produções que que tiveram de alguma forma esse tema como espinha dorsal de uma forma ou de outra, como Vingador do Futuro, A.I: inteligência Artifical e o mais recente Eu, Robô. Infelizmente nessa comparação Substitutos sai perdendo. E feio.







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