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23 de nov de 2009

MAKING-OF CAPRICHADO DE "O LOBISOMEM"

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vídeo mostra um pouco mais da trama e seus bastidores

Por André Moreira


Com imagens exibidas em trailers anteriores misturadas com depoimentos dos atores e cenas de antigos clássicos de terror da Universal, entre eles o original no qual é baseado, O Lobisomem ganhou trailer com um caprichado making-of da produção que chega as telas no início de 2010. Benício Del toro e Anthony Hopkins lideram o elenco. Veja logo abaixo:

21 de nov de 2009

CRÍTICA: LUA NOVA

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ECLIPSE NARRATIVO

Sucesso entre adolescentes, "Lua Nova" confirma a fraca narrativa da franquia

Independente dos méritos literários da obra de Stephanie Meyer, a experiência de se assistir aos filmes no cinema beira o insuportável.

Por mais revoltante que seja para os fãs da série “Crepúsculo” lerem essa afirmação, devo ser fiel aos sentimentos (ou falta de) vivenciados ao longo das mais de 2 horas de projeção dessa segunda parte intitulada: Lua Nova.

O primeiro filme de 2008 era fraco, porém havia uma cena ou outra que mantinha o interesse. Nesta segunda parte todos os defeitos de narrativa, atuação e proposta são duplicados. Como o único ator que consegue se sobressair um pouco ( Robert Pattinson, o vampiro Edward) torna-se quase um coadjuvante nesse projeto, a obra se vê alicerçada pelas atuações canhestras da heroína Isabella Swan (vivida por uma limitadíssima Kristen Stewart, que mantém a mesma cara de “ tenham dó de mim!” durante o filme todo) e do péssimo Taylor Lautner ( que “interpreta” Jacob Black), que consegue ser pior que o cigano Igor, com uma eterna cara de paisagem.

A história de pouco interesse para os que não viram o primeiro filme ou não leram os livros, fala sobre o período sombrio na vida da jovem Isabella, que vê seu grande amor ir embora, deixando-a desprotegida em meio a lobisomens que se transformam em segundos, deixando saudade das maravilhosas transformações em filmes como “Um Lobisomem Americano em Londres”.

O diretor de pouca expressão Chris Weitz demonstra falta de tato em várias seqüências, como na passagem de tempo mais clichê de todos os tempos, com direito a câmera girando em torno da triste Bella e, se não bastasse a mudança na paisagem vista pela janela, oportunos letreiros informando a passagem dos meses... quanta sutileza!

A obra se comparada a outros filmes sobre o mesmo tema, mostra-se inferior. Não cativa como romance, não emociona como drama, falha se visto como obra de terror, não contagia por suas poucas e fracamente encenadas cenas de ação...então fica a pergunta: A quem Lua Nova irá agradar? Um público, em sua grande maioria, composto de meninas pré-adolescentes, que daqui a 10 anos, não irão lembrar do porque gostaram tanto do filme.

Méritos a Stephanie Meyer, que indubitavelmente conseguiu levar o maravilhoso gosto pela leitura a vários jovens, assim como J.K. Rowling o fez com sua saga do bruxinho Harry Potter. Mas literatura e cinema são duas coisas completamente diferentes e é necessário um diretor de pulso firme e personalidade para captar a essência de um livro e transpô-lo para a tela grande, mantendo a qualidade do texto original, porém sem se tornar escravo da obra original. Tanto o filme Crepúsculo, quanto Lua Nova fracassam nesse quesito.

Que irá fazer muito sucesso agora, é óbvio....agora, que irá suportar a passagem do tempo e o amadurecimento de seus espectadores...é outra história.




ATOR DE THE OFFICE SERÁ HEIMDALL EM THOR

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Por André Moreira

O elenco da adaptação para o cinema das histórias de Thor, o Deus do Trovão, continua a escalar seu elenco. E o novo integrante é mais um ator britânico que se junta a privilegiada lista que inclue Anthony Hopkins (Odin) e Nathalie Portman (Jane Foster). Idris Elba, ator da série The Office será o guardião de Asgard, lar de Thor e de todos os deuses nórdicos.
No elenco ainda estão os atores Chris Hemsworth (Thor), Tom Hiddleston (Loki), Jaimie Alexander (Sif), Stuart Townsend (Fandral), Ray Stevenson (Volstagg), Tadanobu Asano (Hogun), Colm Feore (um vilão), Samuel L. Jackson (Nick Fury) e Stellan Skarsgård. O filme chega aos cinemas em maio de 2011.

ANJOS DA NOITE TERÁ NOVA SEQUÊNCIA

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Por André Moreira

Depois de voltar no tempo e contar os primórdios da rivalidade entre vampiros e lobisomens no terceiro filme da série, Anjos da Noite (Underworld) ganhará sua quarta parte em breve. Segundo o roteirista contratado para escrever a sequência, John Hlavin (da série The Shield), o novo filme irá introduzir novos elementos a saga e definir uma nova direção. O elenco ainda não foi fechado e a presença de Kate Beckinsale - que esteve presente como protagonista nas duas primeiras aventuras - ainda é dúvida. A previsão de estreia de Anjos da Noite 4 (que deve ser rodado em 3D) é para janeiro de 2011.

18 de nov de 2009

MAIS UM VÍDEO INÉDITO DE "O LOBISOMEM"

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Remake do clássico dos anos 40 também teve divulgado mais um cartaz promocional

Por André Moreira

Protagonizado por Benício Del Toro, O Lobisomem (The Wolfman), ganhou novo trailer e um cartaz promocional para o mercado francês (ao Lado). No elenco ainda estão Anthony Hopkins (Beowulf) e Emily Blunt (Diabo Veste Prada). Na trama, que se passa na Inglaterra vitoriana, um homem sofre de uma terrível maldição ao ser mordido por um Lobisomem. O filme estreia no dia 12 de fevereiro.



The Wolfman - French Trailer
by dreadcentral

16 de nov de 2009

AS PANTERAS PODEM RETORNAR

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Por André Moreira

Sucesso incontestável dos anos 70, As Panteras (Charlie´s Angels) pode ganhar uma nova versão televisiva em breve. O canal americano ABC está produzindo a nova empreitada das detetives mais famosas e charmosas da televisão. A atriz Drew Barrymore, que levou às telas de cinema as duas péssimas versões do seriado e personificou uma das Panteras, será uma das produtoras executivas ao lado de Nancy Juvonen e Leonard Goldberg. Além de marcar época, As Panteras alçou ao estrelato a atriz Farrah Fawcett, falecida em junho deste ano.

PREFEITO DO RIO CONFIRMA MADONNA NO REVEILLON DO RIO

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Segundo Eduardo Paes, cantora aceitou convite para cantar na virada de 2010/2011

Por André Moreira

Eduardo Paes ficou empolgado com a passagem de Madonna pelo Brasil na semana passada. A empolgação é tanta que o Prefeito do Rio de Janeiro confirmou por meu de seu Twitter que a Rainha do Pop deve ser a atração musical do Reveillon 2010/2011 no Rio de Janeiro. "Madonna vai tocar na praia de copacabana no reveillon de 2010/2011. Convidei e ela aceitou em jantar ontem na casa do Eike", disse ele e ainda acrescentou. "Abertura de 2016 é especulação distante com Madonna. Certo mesmo é reveillon 2010/2011. Esse dá para o Prefeito garantir". Empolgou-se.

O prefeito encontrou com Madonna na casa do empresário Eike Batista. A cantora esteve no Rio buscando apoio para implantar a mesma ONG que desenvolveu no Malwai, terra natal de seus filhos adotivos David Banda e Mercy James.
Se Madonna vai fazer o show na praia de Copacabana, só o tempo dirá, uma vez que a cantora é perfeccionista e possui uma agenda lotada mundo afora.

14 de nov de 2009

THOR COMEÇA FILMAGENS EM JANEIRO

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Por André Moreira

A adaptação para o cinema das aventuras quadrinísticas do Poderoso Thor já tem data definida para o início de suas filmagens. Kenneth Brannagh (foto acima), diretor da produção, dará início às filmagens em Los Angeles em janeiro de 2010. Depois de concluída essa etapa das filmagens a produção parte para o Novo México entre março e abril. No elenco estão Chris Hemsworth (Thor), Tom Hiddleston (Loki), Anthony Hopkins (Odin), Natalie Portman (Jane Foster), Brian Blessed (Odin), Jaimie Alexander (Sif), Colm Feore (um vilão), Stellan Skarsgård e Samuel L. Jackson.

Saiba mais sobre a produção aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui

SAGA DO LANTERNA VERDE TEM SUA PRIMEIRA VÍTIMA

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Por André Moreira

A saga que está movimentando os títulos dos Lanternas Verdes nos Estados Unidos, Blackest Nigth, fez sua primeira grande vítima. Se não quiser conferir esse Spoiler não siga adiante na leitura.


A situação está complicada em OA com o ataque dos Lanternas Negros, quando o Lanterna Verde Kyle Rayner lança mão de uma última e desesperada tática para salvar a bateria central do Planeta. Sendo assim, o antigo substituto de Hal Jordan detona a bateria para resolver a situação e morre no processo. Com a morte do herói seu anel, como de costume, parte em busca de um novo hospedeiro.


Depois da recente morte de Jonn Jonn´s, o Caçador de Marte, na saga Crise Final (atualmente sendo publicada no Brasil) Kyle Rayner é mais um importante personagem da DC Comics que morre em combate. O personagem surigiu nos anos 90 para substituir Hal Jordan como Lanterna Verde, depois que este enlouqueceu e se tornou um vilão. Apesar de ter vingado no universo DC, Kyle Rayner nunca teve a mesma importância de seu predecessor. Blackstest Night deve ser batizada aqui no Brasil como A Noite Mais Densa, em referência a parte do juramento dos Lanternas Verdes quando recarregam seus anéis e deve chegar as bancas brasileiras somente em 2010. A Morte de Kyle foi publicada essa semana na edição americana do gibi da Tropa dos Lanternas Verdes (confira a capa ao lado).

13 de nov de 2009

ESPECIAL: CINEMA CATÁSTROFE

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O CINEMA NO OLHO DO FURACÃO
Investir em cinema catástrofe não é novidade para Hollywood, gênero que teve seu ápice nos anos 70


Como o lançamento do filme 2012 de Roland Emmerich (veja crítica logo abaixo) pode provar, o cinema catástrofe ainda é um gênero que arrebata multidões e provoca polêmicas. Apertem os cintos, iremos dar uma olhada no que de melhor o gênero ofereceu aos cinéfilos ao longo de sua existência.
Os filmes catástrofe são uma junção de enredos apocalípticos com cenas de ação de tirar o fôlego, roteiros que não primam pela originalidade estética, mas que satisfazem o público que clama por mais destruição, que duvida até o último segundo e torce pela sobrevivência do herói.
A primeira obra do gênero nasceu em 1970, baseado em um best seller de 1968 escrito por Arthur Hailey: Aeroporto. Com direção de George Seaton e com a presença de uma constelação de estrelas do primeiro escalão da época, como Burt Lancaster, Dean Martin, Van Heflin, Jaqueline Bisset e George Kennedy, o gênero mostrava a criação de seus estereótipos e criava o estilo: Uma longa e didática introdução, onde conhecemos os personagens e seus dramas pessoais, uma grande tragédia que une a vida de todos (neste caso, um psicopata com uma bomba dentro do avião) e a desesperada luta pela sobrevivência até o final heróico e emocionante. Aeroporto não sobreviveu ao teste do tempo, mostrando-se hoje um filme arrastado onde apenas a linda trilha sonora de Alfred Newman continua a nos emocionar. Porém o filme rendeu várias continuações, com roteiros cada vez mais estapafúrdios e paródias, como o sensacional “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu!”
Em 1972 pelas mãos do diretor Ronald Neame nasceu a melhor obra do gênero até hoje: O Destino de Poseidon. Melhor pois é a única que atravessou as décadas e ainda conserva o senso de aventura e diversão até hoje. O elenco de astros incluía Gene Hackman, Ernest Borgnine, Roddy McDowell, Shelley Winters e Leslie Nielsen em papéis maravilhosamente escritos. Nós realmente nos preocupamos com a segurança dessas vítimas de uma onda gigante, que colide com um transatlântico na véspera do ano novo e o faz virar de cabeça para baixo. Com efeitos ainda hoje assustadoramente bem realizados, o destino de Poseidon é o filme perfeito para quem quer se familiarizar com o gênero.
Em 1974, duas obras aproveitaram a moda e a demanda do público: Terremoto e Inferno na Torre. Ambos extremamente datados para o público moderno, mas que conservam seu charme. Terremoto não soube utilizar seu elenco classe A, encabeçados por Ava Gardner e Charlton Heston e perde-se em furos astronômicos de roteiro. O que salva-se são algumas cenas bem construídas e a trilha sonora de John Williams. Já Inferno na Torre consegue divertir ainda hoje, com a presença de Paul Newman, Steve McQueen, Fred Astaire, William Holden e Faye Dunaway. Na história, um edifício de 138 andares sofre um grande incêndio no dia de sua inauguração. O mais interessante, como em qualquer filme do gênero é assistir a grandes atores em papéis, se não desafiadores, ao menos que possibilitam suas personas criarem o elo necessário entre público e história. Aliás é desse mal que sofre o gênero atualmente: O público não se importa se os personagens morrem ou continuam vivos, graças a roteiros cada vez mais focados nas explosões e menos nas construções de personagens.
Após a década de 70, o gênero ficou afastado das telas e voltou com força total, porém sem o mesmo zelo e criatividade, nos anos 90. Obras como Independence Day, Impacto Profundo, Inferno de Dante, Twister, Volcano e O Dia depois de Amanhã causaram polêmica e atraíram bilheterias consideráveis, porém muito se perdeu e foi esquecido nos anos 70. O charme, a elegância e sutileza foram substituídos pelos excessos, edições frenéticas e muito barulho...muitas vezes, muito barulho por nada!
Espera-se que com 2012, Roland Emmerich consiga trazer de volta esses elementos ao gênero e o eleve ao status que um dia já teve.


12 de nov de 2009

CRÍTICA: "2012"

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CATÁSTROFE ANUNCIADA

Fórmula recauchutada de filmes catástrofe, 2012 consegue ser mais desastroso que o gênero

O cinema catástrofe teve sem sombra de dúvida seu ápice nos anos 70, onde originou sucessos de bilheteria como Inferno na Torre (The Towering Inferno) e O Destino do Poseidon (The Poseidon Adventure). Sem os vastos recurso que o cinema dispõe nos dias de hoje, os diretores da época tiravam leite de pedra e conseguiam fazer render uma produção que na mãos erradas poderiam naufragar nas bilheterias e nas resenhas da crítica especializada. Com uma trama calcada no suspense e sem criar firulas óbvias para tirar qualquer gota de lágrima de quem estava na poltrona, os diretores John Guillemin e Irwin Allen (de Inferno na Torre) e Ronald Neame (de Destino do Poseidon) conseguiram criar clássicos setentistas que até hoje são insuperáveis nesta seara. Nessas produções vale lembrar que astros do calibre de Ernest Bornigne, Gene Hackman, Faye Dunaway e os saudosos Fred Astaire, Steve McQueen e Paul Newman davam o peso dramático para cada produção, elevando o seu nível.


Com o passar dos anos poucos longas nesse seguimento cinematográfica foi produzido. Nos anos 90 produções sem muita repercussão ou apuro de roteiro, como DayLigth de Sylvester Stallone tentaram reviver os áures tempos do cinema catástrofe, mas sem muito sucesso. Até surgir "pérolas" como Impacto Profundo. Sucesso de público e fracasso de crítica - mesmo com Morgan Freeman e Maximiliam Schell no elenco - a história sobre a destruição da terra causada por um asteróride nada acrescentou ao gênero. Assim como Inferno de Dante, o mais recente Um Dia Depois do Amanhã e outras produções indignas de notas. A Exceção, sem dúvida, fica por conta do megasucesso Titanic, por sua trama bem armada apesar de óbvia. E a direção irretocável de James Cameron. Talvez o próprio diretor não consiga se superar desse sucesso.

Agora o gênero tem mais uma chance com a chegada nesta sexta-feira, 13 (seria um presságio?? - desculpe o trocadilho) de 2012, nova produção que mais uma vez tenta colocar uma catátrofe natural como antagonista de uma humanidade indefesa. Pena que assim como a onda gigante que surge neste filme patético, o longa dirigido por Roland Emmerich (Um Dia Depois do Amanhã) seja tão destrutivo. Com um currículo mais cheio de baixos do que altos (acho que o único filme do diretor que foge de uma resenha negativa seja O Patriota com Mel Gibson e Heath Ledger) Emmerich consegue se superar na produção de clichês neste 2012.
Estão lá o Pai fracassado profisssionalmente que foi abandonado pela esposa com quem tem dois filhos pequenos, mas que no final consegue sua redenção. A esposa por sua vez está casada com o cirurgião plástico bem sucedido, porém idiota. O presidente americano negro (tal qual Barack Obama e o Morgan Freeman em Impacto) consternado que arrisca sua própria vida para tentar salvar sua população (será que isso existe meu deus). Políticos (acredite você) que em dado momento do filme pensam em salvar a vida dos pobres mortais que se acotovelam por uma salvação. A corrida desenfreada da dita família para escapar do fim que se aproxima. Isso e muito mais está lá. Mas o destaque maior fica para a cena onde aparece o nosso querido Cristo Redentor desmoronando. Assista caro leitor e tenha um momento de riso involuntário com a narração non sense que emoldura a cena. Impagável.
Emmerich em momento algum tenta trazer algo de novo para o gênero que já teve seus melhores dias. Ao contrário das produções dos anos 70 citadas no início do texto, que buscavam manter o climax na interpretação dos atores sem abrir concessões, em 2012 e tantas outras produções mais recentes também já citadas, o excesso no uso da tecnologia acaba por fazer o filme se perder e não dizer a que veio. Desta forma 2012 fica fadado a ser sua própria catástrofe.








11 de nov de 2009

CAROS AMIGOS LEITORES

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Caros amigos leitores,

Infelizmente essa semana devido a vários problemas estruturais e também alheios a nossa vontade (queda do provedor, apagão nacional e falta momentânea de tempo) , não estamos atualizando o blog essa semana, como devem ter percebido, o que odiamos (já que adoramos escrever nesse espaço) mas prometo que até o próximo sábado retornaremos (eu e Octavio) com força total.

Agradecemos desde já a atenção e audiência de vocês.

Forte abraço a todos,


André Moreira
Editor Vertigo Pop

8 de nov de 2009

NOVO POSTER DE "O LOBISOMEM"

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Por André Moreira

Adiado para estrear somente em 2010, O Lobisomem (The Wolfman) aos poucos vai revelando um pouco da sua produção. Além das fotos e vídeos já divulgados (veja aqui, aqui), agora foi liberado um novo poster do longa (ao lado) que chega as telas de cinema em fevereiro. No elenco estão Benício Del Toro (Che), Anthony Hopkins (Beowulf) e Emily Blunt (Diabo Veste Prada).

7 de nov de 2009

TALENTO MUITO ALÉM DAS PROMESSAS

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Mesmo esquecido pelo cinema brasileiro, Anselmo Duarte deixa seu legado para as próximas gerações

Hoje em dia, mesmo com os avanços realizados no cinema nacional, ainda não podemos dizer que alcançamos uma estabilidade criativa em nossos projetos. Muitos diretores ainda não aprenderam a linguagem da tela grande, ainda muito presos ao estilo de filmagem das novelas, com seus planos em zoom e outros vícios. Porém existem cineastas como Fernando Meirelles que além de serem apaixonados pela sétima arte, sabem dar o valor merecido aos gênios que vieram antes, sem patriotismo burro e arrogância.
Antes de Meirelles, vieram Glauber Rocha, José Mojica Marins, Walter Salles, todos diretores-criadores, com estilo próprio. Mesmo que não apreciemos os filmes deles, temos que respeitar sua competência.
Porém antes de todos eles, em uma época onde o Brasil nem constava no “mapa” do cinema mundial ou aparecia apenas como curiosidade cult, houve um homem que desbravou mares nunca antes navegados e nos deixou um legado chamado O Pagador de Promessas.
Em 1962, Anselmo Duarte, ator de filmes como Sinhá-Moça e Aviso aos Navegantes resolveu dirigir uma história a frente de seu tempo. Além de dirigir, ele roteirizou (baseado em obra de Dias Gomes) a saga de um homem humilde, Zé do Burro ( Leonardo Villar) que, após ver seu melhor amigo, o burrinho adoecer, precisa cumprir uma promessa feita em um terreno de candomblé de carregar uma pesada cruz por um longo caminho e deixá-la dentro da igreja de Santa Bárbara, onde a oferecerá ao padre local. Sempre acompanhado por sua mulher Rosa (Glória Menezes), o homem descobre que a missão não é fácil e que o padre não deixará que sua cruz entre na igreja, causando uma comoção imensa na pequena cidade.
Com um roteiro ousado e muito inteligente, Anselmo Duarte realizou um feito até hoje não repetido, trouxe ao Brasil a Palma de Ouro no Festival de Cannes, além do prêmio especial do júri no Festival de Cartagena na Colômbia, o Golden Gate de melhor filme no Festival internacional de San Francisco e foi indicado ao prêmio de melhor filme estrangeiro no Oscar.
Ao voltarem ao país, o diretor e sua equipe foram recebidos com um desfile público em carro aberto. O filme não apenas levou o prêmio máximo, ele mereceu ganhar.
Infelizmente a carreira de Anselmo após o filme foi prejudicada por divergências ideológicas e inveja no próprio meio profissional e ele não obteve o mesmo sucesso.
Na madrugada deste Sábado, Anselmo Duarte morreu após ter sofrido um acidente vascular cerebral hemorrágico. Seu legado para o cinema nacional é eterno, mesmo com a fraquíssima memória do povo que tende a somente valorizar o novo, esquecendo-se assim de quem “deu a cara a tapa” muito antes, quem ousou sem muito patrocínio, sem o apoio de uma rede Globo.
Anselmo Duarte e seu “O Pagador de Promessas” é uma lição a todos os que pretendem fazer cinema no país e aos que ainda hoje, quase 50 anos depois, colocam a culpa pelo pouco público na falta de investimento. Anselmo Duarte ensinou como um brasileiro pode ir sozinho a Cannes e trazer o prêmio máximo: “Faça melhor!”

6 de nov de 2009

CRÍTICA: "O SOLISTA"

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UM SOLO APENAS MEDIANO
Mesmo com dois grandes atores, O Solista tem resultado final apenas mediano


Novo longa de Joe Wright, O Solista é um filme de atores. E Wright sabe disso e tira proveito da matéria prima que tem à mão: Robert Downey Jr. e Jamie Foxx. É nos atores que o filme se sustenta, mas infelizmente não chega ao nível de outros longas de sucesso do diretor, como Desejo e Reparação e Orgulho e Preconceito.
Baseado em uma história real, o filme acompanha o encontro do jornalista Steve Lopez (Downey Jr.) com o talentoso Nathaniel Ayers (Foxx), músico que acabou indo parar nas ruas de Los Angeles por causa de sua esquizofrenia. que se torna inadivertidamente não só matéria e inspiração para a coluna de Lopez como uma espécie de redenção. Nessa jornada, um desiludido jornalista acaba se colocando à prova.

Colocando os protagonistas como contraponto um ao outro, Wright esquece de dar um ritmo maior a trama que por muitos momentos soa arrastada e pode afastar até quem tem boa vontade com esse tipo de história. Talvez se houvesse um pitada de humor, esse tempero daria um gosto mais apurado ao longa. Longe do brilhantismo de um Rain Man, O Solista soa apenas como um filme mediano. Não é ruim, mas poderia ser bem melhor.



5 de nov de 2009

CRÍTICA: "OS FANTASMAS DE SCROOGE"

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DOMÍNIO DE CENA

Nova incursão de Robert Zemeckis em uma produção com captura de movimentos, Os Fantasmas de Scrooge diverte e mostra um Jim Carrey em ótima forma


Se em O Expresso Polar Robert Zemeckis conseguiu arriscar positivamente no mundo da animação e captura de movimentos, em Os Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol) o diretor, que ainda produziu o mediano A Lenda Beowulf nesse mesmo estilo, dá um passo a frente não só na direção, mas no domínio da técnica em que atores "emprestam" seus movimentos aos personagens fictícios. Nessa nova incursão na obra mais famosa de Charles Dickens, os personagens parecem mais reais, ao contrario das produções citadas acima. Nelas faltava um melhor detalhamento de expressão facial de cada personagem. Em Fantasmas essa impressão desaparece, principalmente quando surge em cena Jim Carrey (que dá vida a Scrooge e aos fantasmas do passado e presente).
E Carrey foi feito para trabalhar nesse tipo de produção. Se para muitos o ator sempre foi um careteiro - coisa que o ator já provou não ser, vide Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - aqui esse "elemento" faz a diferença. O ator empresta toda sua verve facial tornando seus personagens mais críveis. E sem dúvida seu talento faz toda a diferença e domina cada cena em aparece. Impossível não reconhecê-lo por trás de cada personagem que personifica nessa produção caprichada.

Para quem não lembra, Os Fantasmas de Scrooge conta a história de Ebenezer Scrooge, velho rico e avarento que em uma noite de Natal é assombrado por três fantasmas que lhe mostram seus erros do passado, dando uma segunda chance para ele se redima de todos eles. O filme é uma produção da Disney - que faz sua segunda incursão nesta obra de Dickens - e tem todos os elementos que fizeram a fábrica de sonhos de Walt Disney se firmar ao longo de todos esses anos. Os Fantasmas de Scrooge não trás novidades além da comentada técnica de animação, mas aponta outras possibilidades para o mundo da animação e para a carreira Zemeckis, que já nos brindou com ótimos filmes como a trilogia De Volta para o Futuro e Forrest Gump.



4 de nov de 2009

ESCOLHIDOS OS APRESENTADORES DO OSCAR

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Por André Moreira

Sem o talento e o carisma de Hugh Jackman para apresentar a próxima edição do Oscar, a academia lançou mão de uma novidade. Dessa vez dois atores apresentarão a premiação mais vista do mundo. E os escolhidos foram Steve Martin e Alec Baldwin, que juntos terão a missão de substituir Jackman em 2010. O galã não fez feio e além de conduzir de forma brilhante a premiação, conseguiu elevar a audiência que estava em baixa.
Steve Martin irá apresentar a cerimônia pela terceira vez e Baldwin, que está em alta graças ao seriado 30 Rock, faz sua estreia.
Hugh Jackman preferiu não repetir a performance por dois anos seguidos e declinou do convite. A 82ª edição do Oscar será no dia 7 de março.

BESOURO ESTREIA COM PÉ DIREITO

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Por André Moreira

O filme Besouro, apesar das críticas mornas que tem recebido, fez uma boa estreia no último fim de semana. Cerca de 130 mil pessoas foram aos cinemas conferir as aventuras do herói bahiano e seus saltos acrobáticos. No ranking geral o flme ficou em terceiro lugar. A medalha de ouro ficou com o documentário This Is It, que mostra os bastidores do show que Michael Jackson não conseguiu levar aos palcos. A animação "Tá Chovendo Hamburguer" ficou com o segundo lugar.

Saiba mais sobre Besouro aqui

2 de nov de 2009

CRÍTICA: "CÓDIGO DE CONDUTA"

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A LEI EM CHEQUE

Apesar de mediano, Código de Conduta cumpre a tarefa de entreter o público

Código de Conduta (Law Abiding Citizen) pertence a uma safra de filmes que remetem aos clássicos contos sobre a vingança do homem comum contra a injustiça do sistema judiciário, como o personagem de Charles Bronson em “Desejo de Matar”. A diferença é que nesta obra do diretor F. Gary Grey, o homem comum interpretado por Gerard Butler não se utiliza apenas da força bruta e sim demonstra-se um estrategista primoroso.
Clyde Shelton (Butler) tem sua casa invadida por dois marginais e testemunha o assassinato cruel de sua esposa e filha, para logo depois no tribunal perceber a fraqueza do sistema quando o seu advogado Nick Rice (Jamie Foxx) negocia um acordo e os assassinos não recebem a punição merecida.
A história já muito contada pelas lentes do cinema consegue trazer focos de originalidade e é apenas comprometida em seu desfecho, quando perde um pouco do ritmo e deixa algumas pontas soltas.
Mesmo com pouca experiência no cinema, o ex-diretor de vídeo-clips F. Gary Grey demonstra segurança e coragem atrás das câmeras, auxiliado por um roteiro não muito original, mas interessante de Kurt Wimmer.
Gerard Butler além de atuar brilhantemente em Código de Conduta, também é um dos produtores. Sem dúvida é um dos melhores atores da nova geração.
Jamie Foxx não surpreende, deixando-se estar no “piloto automático” a maior parte do tempo.
O título original “Cidadão cumpridor das leis” representa a parte mais interessante e o que se destaca no filme: A vingança é realizada não de maneira inconseqüente, mas estratégica, utilizando-se das brechas e falhas do próprio sistema. A primeira hora de filme é ótima, com ação na medida certa e idéias originais sendo plantadas, porém a meia hora final se entrega ao padrão Hollywood de se fazer um blockbuster de ação, o que enfraquece tanto o filme como as idéias interessantes que a obra quis passar.
Como obra de ação, vale cada centavo de seu ingresso, porém no teste mais importante para o cinema, o teste da resistência ao tempo, Código de Conduta muito provavelmente ficará devendo.






1 de nov de 2009

"SASHA NÃO TEM TALENTO", DIZ AUTOR

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Por André Moreira

Depois do episódio do twitter, onde Sasha escreveu cena com "S" e foi "limada" pelos twitteiros, irritando sua mãe Xuxa, eis que a menina enfrenta mais uma situação constrangedora.

De acordo com o autor do livro "O Mistério da Feiurinha", Pedro Bandeira, a filha da apresentadora não nenhum talento. Sasha é a protagonista do filme baseado na obra do autor. Em entrevista a Folha de São Paulo, Pedro declarou: "A Sasha, que faz a Feiurinha, é uma menina que não tem talento nenhum… A Tizuka [Yamazaki, diretora da adaptação] falou: ‘Não, cinema é a arte do engano, a gente engana’. Ela disse que a menina deu o maior trabalho".
Só falta saber o que a mãe da menina vai achar disso. Que situação.

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