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21 de nov de 2009

CRÍTICA: LUA NOVA

ECLIPSE NARRATIVO

Sucesso entre adolescentes, "Lua Nova" confirma a fraca narrativa da franquia

Independente dos méritos literários da obra de Stephanie Meyer, a experiência de se assistir aos filmes no cinema beira o insuportável.

Por mais revoltante que seja para os fãs da série “Crepúsculo” lerem essa afirmação, devo ser fiel aos sentimentos (ou falta de) vivenciados ao longo das mais de 2 horas de projeção dessa segunda parte intitulada: Lua Nova.

O primeiro filme de 2008 era fraco, porém havia uma cena ou outra que mantinha o interesse. Nesta segunda parte todos os defeitos de narrativa, atuação e proposta são duplicados. Como o único ator que consegue se sobressair um pouco ( Robert Pattinson, o vampiro Edward) torna-se quase um coadjuvante nesse projeto, a obra se vê alicerçada pelas atuações canhestras da heroína Isabella Swan (vivida por uma limitadíssima Kristen Stewart, que mantém a mesma cara de “ tenham dó de mim!” durante o filme todo) e do péssimo Taylor Lautner ( que “interpreta” Jacob Black), que consegue ser pior que o cigano Igor, com uma eterna cara de paisagem.

A história de pouco interesse para os que não viram o primeiro filme ou não leram os livros, fala sobre o período sombrio na vida da jovem Isabella, que vê seu grande amor ir embora, deixando-a desprotegida em meio a lobisomens que se transformam em segundos, deixando saudade das maravilhosas transformações em filmes como “Um Lobisomem Americano em Londres”.

O diretor de pouca expressão Chris Weitz demonstra falta de tato em várias seqüências, como na passagem de tempo mais clichê de todos os tempos, com direito a câmera girando em torno da triste Bella e, se não bastasse a mudança na paisagem vista pela janela, oportunos letreiros informando a passagem dos meses... quanta sutileza!

A obra se comparada a outros filmes sobre o mesmo tema, mostra-se inferior. Não cativa como romance, não emociona como drama, falha se visto como obra de terror, não contagia por suas poucas e fracamente encenadas cenas de ação...então fica a pergunta: A quem Lua Nova irá agradar? Um público, em sua grande maioria, composto de meninas pré-adolescentes, que daqui a 10 anos, não irão lembrar do porque gostaram tanto do filme.

Méritos a Stephanie Meyer, que indubitavelmente conseguiu levar o maravilhoso gosto pela leitura a vários jovens, assim como J.K. Rowling o fez com sua saga do bruxinho Harry Potter. Mas literatura e cinema são duas coisas completamente diferentes e é necessário um diretor de pulso firme e personalidade para captar a essência de um livro e transpô-lo para a tela grande, mantendo a qualidade do texto original, porém sem se tornar escravo da obra original. Tanto o filme Crepúsculo, quanto Lua Nova fracassam nesse quesito.

Que irá fazer muito sucesso agora, é óbvio....agora, que irá suportar a passagem do tempo e o amadurecimento de seus espectadores...é outra história.




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