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13 de nov de 2009

ESPECIAL: CINEMA CATÁSTROFE


O CINEMA NO OLHO DO FURACÃO
Investir em cinema catástrofe não é novidade para Hollywood, gênero que teve seu ápice nos anos 70


Como o lançamento do filme 2012 de Roland Emmerich (veja crítica logo abaixo) pode provar, o cinema catástrofe ainda é um gênero que arrebata multidões e provoca polêmicas. Apertem os cintos, iremos dar uma olhada no que de melhor o gênero ofereceu aos cinéfilos ao longo de sua existência.
Os filmes catástrofe são uma junção de enredos apocalípticos com cenas de ação de tirar o fôlego, roteiros que não primam pela originalidade estética, mas que satisfazem o público que clama por mais destruição, que duvida até o último segundo e torce pela sobrevivência do herói.
A primeira obra do gênero nasceu em 1970, baseado em um best seller de 1968 escrito por Arthur Hailey: Aeroporto. Com direção de George Seaton e com a presença de uma constelação de estrelas do primeiro escalão da época, como Burt Lancaster, Dean Martin, Van Heflin, Jaqueline Bisset e George Kennedy, o gênero mostrava a criação de seus estereótipos e criava o estilo: Uma longa e didática introdução, onde conhecemos os personagens e seus dramas pessoais, uma grande tragédia que une a vida de todos (neste caso, um psicopata com uma bomba dentro do avião) e a desesperada luta pela sobrevivência até o final heróico e emocionante. Aeroporto não sobreviveu ao teste do tempo, mostrando-se hoje um filme arrastado onde apenas a linda trilha sonora de Alfred Newman continua a nos emocionar. Porém o filme rendeu várias continuações, com roteiros cada vez mais estapafúrdios e paródias, como o sensacional “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu!”
Em 1972 pelas mãos do diretor Ronald Neame nasceu a melhor obra do gênero até hoje: O Destino de Poseidon. Melhor pois é a única que atravessou as décadas e ainda conserva o senso de aventura e diversão até hoje. O elenco de astros incluía Gene Hackman, Ernest Borgnine, Roddy McDowell, Shelley Winters e Leslie Nielsen em papéis maravilhosamente escritos. Nós realmente nos preocupamos com a segurança dessas vítimas de uma onda gigante, que colide com um transatlântico na véspera do ano novo e o faz virar de cabeça para baixo. Com efeitos ainda hoje assustadoramente bem realizados, o destino de Poseidon é o filme perfeito para quem quer se familiarizar com o gênero.
Em 1974, duas obras aproveitaram a moda e a demanda do público: Terremoto e Inferno na Torre. Ambos extremamente datados para o público moderno, mas que conservam seu charme. Terremoto não soube utilizar seu elenco classe A, encabeçados por Ava Gardner e Charlton Heston e perde-se em furos astronômicos de roteiro. O que salva-se são algumas cenas bem construídas e a trilha sonora de John Williams. Já Inferno na Torre consegue divertir ainda hoje, com a presença de Paul Newman, Steve McQueen, Fred Astaire, William Holden e Faye Dunaway. Na história, um edifício de 138 andares sofre um grande incêndio no dia de sua inauguração. O mais interessante, como em qualquer filme do gênero é assistir a grandes atores em papéis, se não desafiadores, ao menos que possibilitam suas personas criarem o elo necessário entre público e história. Aliás é desse mal que sofre o gênero atualmente: O público não se importa se os personagens morrem ou continuam vivos, graças a roteiros cada vez mais focados nas explosões e menos nas construções de personagens.
Após a década de 70, o gênero ficou afastado das telas e voltou com força total, porém sem o mesmo zelo e criatividade, nos anos 90. Obras como Independence Day, Impacto Profundo, Inferno de Dante, Twister, Volcano e O Dia depois de Amanhã causaram polêmica e atraíram bilheterias consideráveis, porém muito se perdeu e foi esquecido nos anos 70. O charme, a elegância e sutileza foram substituídos pelos excessos, edições frenéticas e muito barulho...muitas vezes, muito barulho por nada!
Espera-se que com 2012, Roland Emmerich consiga trazer de volta esses elementos ao gênero e o eleve ao status que um dia já teve.


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