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15 de dez de 2009

MAIS UMA REVOLUÇÃO DO "REI DO MUNDO"

Afastado há tempos da direção, James Cameron retorna de forma triunfal com Avatar, seu mais novo e ambicioso projeto

Com seu novo projeto, James Cameron prometeu nos fazer descobrir um novo mundo e o experiente “rei do mundo” cumpre essa promessa magnificamente.
Para um diretor / criador como Cameron, que já transpôs para as telas obras como Exterminador do Futuro 1 e 2, Aliens – O Resgate, O Segredo do Abismo e Titanic, as mais ingratas expectativas são criadas, ainda mais se levarmos em conta que a cada filme seu, foi injetada uma inovação na área de efeitos especiais.
O fenômeno AVATAR se iniciou com uma estratégia de marketing valorosa, tendo seu ápice nos 15 minutos de projeção que foi mostrado para a imprensa a alguns meses atrás. A impressão que se tinha do filme era basicamente visual, com excelentes efeitos de computação gráfica, porém pouco havia a se falar sobre o roteiro. O maior medo seria o de Avatar ser perfeito tecnicamente mas que não empolgasse o público.
Após se assistir o filme uma vez (o que é pouco para se captar na íntegra a proposta de Cameron) sentado e esperando as luzes se acenderem, tem-se a nítida impressão de que acabamos de presenciar um momento histórico no cinema. Com certeza os críticos irão falar de Avatar daqui a 30 anos como nós falamos hoje sobre as inovações técnicas de Jurassic Park.

O roteiro de James Cameron é fascinante. Adentramos nesse mundo mágico pelos olhos de Jake Sully ( Sam Worthington), um ex-fuzileiro naval confinado a uma cadeira de rodas. Apesar do que aconteceu ao seu corpo, ele continua se sentindo um guerreiro e viaja anos-luz à estação que os humanos instalaram no planeta Pandora, onde a humanidade quer explorar um minério raríssimo que pode ser a chave para a solução de uma crise energética da Terra. Como a atmosfera do planeta é tóxica, foi criado o programa Avatar, em que “condutores” humanos têm sua consciência ligada a um avatar, um corpo biológico controlado a distância e capaz de sobreviver nesse ar letal. Esses avatares são híbridos geneticamente produzidos de DNA humano e DNA dos nativos de Pandora, os gigantescos Na´vi.
A história é muito original e nos faz recordar dos melhores exemplares desse cinema de ficção científica. Com o auxílio de uma perfeita tecnologia digital, onde não existem mais barreiras entre o real e o ilusório, Avatar torna-se um espetáculo único de grandeza e requinte.
O projeto conta ainda com a participação de Sigourney Weaver, repetindo a parceria com o diretor após Aliens- O Resgate.
A trilha sonora de outro colaborador de longa data: James Horner realça a estranha beleza desse novo mundo.
Avatar chega para provar que a tecnologia está a tal ponto que a própria desaparece, deixando apenas a magia, a sensação de que você está ali realmente, e que a história, os personagens e as emoções são reais.
James Cameron nos apresenta o futuro do cinema, onde o único limite é a criatividade do homem.


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